Cabo Polonio – Um farol para o mar e habitantes especiais!

12 out

Olá viajantes!

Continuando nossa saga pelo Uruguai, no segundo dia pelo país decidimos visitar um lugar especial: um parque nacional.

Procuramos no mapa e seguimos pelas planícies infinitas do Uruguai – sério, não tem serras! Olha a paisagem:

Paisagem plana, vaquinhas peludinhas! :)

Paisagem plana, vaquinhas peludinhas! 🙂

Como eu já comentei antes, as estradas são deliciosas. Aliás, que estrada não é deliciosa quando está vazia, com sol e com as janelas abertas? 😀 A distância da capital uruguaia, Montevideo, é de aproximadamente 300 km; de La Paloma, são 46 km pela “Ruta 10” (até o quilômetro 264,5), uma estrada sem pedágios e com algumas placas indicativas. Com um mapa simples, dá pra achar fácil.

Sede do Parque

Sede do Parque

O Portal do parque foi inaugurado em 04 de maio de 2012, fazendo parte do Programa de Melhora na Competitividade dos Destinos Turísticos, do Ministério do Turismo e Esportes uruguaio. Foi financiado pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). Apesar do Portal novinho em folha, Cabo Polonio foi declarado Parque Nacional há anos.   A sede conta com lanchonete e banheiros, mapas do parque e outros destinos do Departamento de Rocha.

É possível fazer o passeio todos os dias da semana, já que o “ônibus” também serve para  o transporte dos moradores da vila, que recebem os turistas em época de férias e pesquisadores da fauna marinha.

Diversão garantida!

Diversão garantida!

Para ter acesso à vila, à praia e ao farol, é preciso atravessar aproximadamente 8km de dunas em veículos 4×4. Na ida, os horários são das 10h30 às 20h; na volta, das 11h00 às 17h00. Paga-se o equivalente a R$ 17 ida e volta, e você pode deixar o seu carro no estacionamento, próximo à portaria, por R$ 13. Lembrando: mesmo que o seu carro for 4×4, não é permitida a entrada. O acesso se dá somente por veículos autorizados, tipo esse aí do lado >. Achamos o preço justo.

O transporte por si só já é diversão garantida! rs Os meninos amaram! Pena que só cabem 4 lá em cima e, quando eles subiram, já tinham duas pessoas.

Saímos da sede 15h30, e o horário marcado para o veículo nos buscar foi 17h00. Tínhamos pouco tempo e, embora não soubéssemos exatamente o que iríamos ver, nos apressamos para não perder nada 😀

E não nos arrependemos! As fotos que vocês vão ver abaixo já falam por si. Não tenho nem como descrever a beleza do lugar. É de uma paz extrema, com um vento bom e os sons da natureza – não esqueça o protetor solar!

As dunas móveis que atravessamos para chegar à praia

As dunas móveis que atravessamos para chegar à praia

Caso você decida ficar no hostel, lembramos que o mesmo não tem energia elétrica. Então, o melhor é tomar banho durante o dia… afinal, o Uruguai é beeem frio! 😛

O ônibus nos deixou na vila, e de lá fomos caminhando pela praia. O ideal é levar um relógio ou ir acompanhando o tempo no celular. É fácil, fácil perder a hora olhando os reflexos do sol na água, as conchinhas da praia, os passarinhos voando…

A praia e a vila, ficando para trás

A praia e a vila, ficando para trás

Milhares de conchinhas

Milhares de conchinhas

E a foto abaixo ficou tão linda que virou o papel de parede do meu computador…

"É tanto céu e mar num beijo azul..."

“É tanto céu e mar num beijo azul…”

E leões marinhos tomando banho de sol! Nós, como bons turistas que somos, corremos para tirar fotos. E ele neeeem aí pro nosso estardalhaço! Depois eu fui descobrir que ele, na verdade, é ELA. 🙂 Os machos tem uma pelagem parecida com uma juba de leão, por isso o nome (bom, foi isso que eu li. Se estiver errado, corrijam-me por favor!)

Não falei dos habitantes especiais?

Não falei dos habitantes especiais? É fofura demais, gente!

Depois de olhar e olhar as pedras e os leões marinhos, decidimos visitar o farol. A visita custa algo em torno de R$ 3,00. Paga-se na entrada e, em seguida, inicia-se a subida por degraus curtos em um espaço estreitinho. Quando começa a cansar, chegou! Lá de cima pode-se ter uma visão de 360 graus. Não deixe as escadinhas te desanimarem, vale a pena!

Farol de Cabo Polonio

Farol de Cabo Polonio

Vista do farol Vista do farol2 Vista do farol3 Vista do farol4Casinhas fofas CP Baía de CP

Foi uma das tardes mais tranquilas que passamos no Uruguai. Era uma praia, eu sei, mas uma praia muito diferente de todas as que tínhamos visitado até hoje. Os animais, o vento frio, as conchinhas no chão, as casinhas no horizonte e o farol dão um ar muito especial para o lugar. É uma passeio delicioso e altamente recomendado!

Até mais, viajantes!

Anúncios

As refeições – delícias de um país que gosta de comer bem!

25 ago

Olá viajantes!

Aproveitando que chegou a parte de falar do nosso primeiro almoço uruguaio, já vou postar as fotos e os comentários dos pratos que comemos lá. Infelizmente são muitos pratos maravilhosos e acabamos repetindo vários deles nas refeições, então não deu para experimentar muita coisa. Tudo é muito bom!!! Tem muita fritura e muita carne, então imaginamos que nem os vegetarianos nem os vigilantes do peso ficariam muito felizes. Nós amamos! rs

Mas o que comer? Bom, quero deixar claro aqui que o nosso espanhol é NULO. Ler um cardápio se tornou uma tarefa difícil e engraçada! Só havia um prato do qual eu havia ouvido falar no Brasil e que decidi experimentar logo de cara: o CHIVITO.

El chivito.

El chivito: MARA!

Gente, pensa num mega lanche! Queijo, presunto, ovo frito, alface, tomate, maionese, bacon e um bife à milanesa, cortado beeeem fininho (quase um rosbife! rs). Com uns 20 cm de diâmetro! Comi igual uma doida e não consegui terminar. Tive que apelar para os amigos! E era muuuito bom! Os preços variam, mas ficam entre R$ 15 e R$ 18 (como o valor era em peso uruguaio, não consigo saber o valor exato).

Milanesa napolitana

Milanesa napolitana

Ravioli

Ravioli

A Milanesa (à esquerda) também é um prato muito comum, vimos em vários lugares, com acompanhamentos diferentes. Esta é uma “Milanesa Napolitana con arroz e papas”, se não me engano! rs

E, para nos salvar, os restaurantes servem as massas italianas nossas de cada dia: ravioli, capeletti e spaguetti estão por toda parte! 😉

E até as “ensaladas” eram gigantes e causavam medo nas pessoas! rs Pedíamos, e ficávamos com medo de não conseguir comer tudo!

Ensalada completa

Ensalada completa

Um “cachorro quente”, mas com uma linguiça fina e com uns 30 cm de comprimento, queijo por cima e um pão mais comprido e mais estreito também. Custa cerca de R$ 5,00 e vale como lanche rápido. Esse foi “encontrado” em Montevideo.

20121006_004456

Pancho

Milanesa al pan, devorada em Punta del Este. Era imenso…

Milanesa ao pano

Milanesa al pan

Parrillada encontrada e “destruída” em Colónia del Sacramento, no mesmo restaurante do spaghetti. A única coisa que não me agradou foi o chorizo… coisa horrenda! Argh!

Parrillada - Colonia del Sacramento

Parrillada

Spaghetti

Spaghetti

No centro de Montevideo, o almoço no “El Chivito de Oro” (um dos poucos restaurantes que lembro o nome! rs): Asado de tira e Entrecôte.

Asado de tira

Asado de tira

Entrecote con pure de papas

Entrecôte con pure de papas

E ainda em Montevideo, em um lugar MARA chamado Il Mundo da Pizza, olha só:

Vai uma pizza?

Vai uma pizza?

Gente, sério. Não tem nada que eu possa dizer aqui que explique o que é esta pizza. Maravilhosamente recheada, com a massa crocante grossa, mas crocante), deve ter uns 10 ingredientes em cada uma das metades, uns 3 a 4 cm de altura e, se bem me lembro, o preço era bem justo. Não cortei o amigo da foto para vocês conseguirem ter noção do tamanho da pizza. É realmente grande.

Bem, este post foi para deixar claro que se você gosta de comer, vai ser muito feliz no Uruguai. E também para resumir a felicidade que tínhamos em parar para almoçar e jantar.

Até a próxima, viajantes! 😉

Mi Uruguay querido!!!

25 ago

Olá viajantes! Estamos vivos ainda!! 😀

Muitas coisas aconteceram no último ano: corremos, viajamos,  trabalhamos, cansamos. Enfim, acabamos ficando sem tempo para contar as nossas aventuras por aqui. Aos poucos, vamos recordando as histórias e postando as nossas viagens e nossas impressões, ok?

Vamos ver se consigo terminar de contar para vocês a viagem para o Uruguai, finalmente! Rs

Chegamos ao nosso primeiro destino, La Paloma, na noite do dia 03 de outubro de 2012, perto das 22:40. Embora as estradas por onde passamos não tenham iluminação, o asfalto é ótimo e a sinalização é muito bem posicionada. A velocidade média é de 90 Km/h.

Nos hospedamos em um hostel, que foi reservado pela internet, através do Booking – importante: baixe os aplicativos que você julgar necessários, salve as informações em um bloco de notas. Os serviços de roaming internacional são caríssimos (a Vivo cobra R$ 24,90 por DIA), e se você vai depender de Wi-Fi a viagem toda, é melhor se prevenir. Por conta disso, desligamos os sinais 3G do celular e nos comunicávamos por mensagens, quando o wi-fi estava disponível.

No Uruguai, há sinal wi-fi praticamente em todo lugar: restaurantes, lojas, hotéis, bastando que você peça a senha e aproveite. Há uma rede pública com sinal aberto, mas o sinal normalmente estava fraco e eu não conseguia ficar conectada durante muito tempo.

Open!

Open!

Ficamos no HOSTEL IBIRAPITÁ, situado no Departamento de Rocha. Pagamos US$ 24,00 a diária do quarto “double”, a suíte para casal. O hostel conta com um páteo com cadeiras e mesinhas, pra você bater papo e tomar cerveja Patrícia com os amigos. A cozinha também fica disponível para uso. Ao lado da recepção, há uma sala com lareira, que fica acessa em noites de muito frio. Você pode aproveitar para treinar o seu inglês nesta sala, já que a maioria dos turistas não fala espanhol.Há lençóis, cobertores e toalhas. No valor da diária, está incluso um café da manhã, mas eles não servem as outras refeições. O banho é quente, mas o aquecimento da água é por caldeira, e você pode ter a desagradável surpresa da água quente acabar antes de você terminar o banho – seja rápido!  Você pode levar suas bebidas e colocar no frigobar (antigo) do quarto, e também pode experimentar “Grappamiel” na recepção – um misturado de aguardente de uva e mel, muito popular no Uruguai (no dia seguinte, compramos uma garrafinha no terminal de ônibus, custou uns 60 pesos uruguaios – R$ 6,00).  É doce, e forte. Desce esquentando tudo mas deixa um gostinho bom de mel na boca. É bom, mas um pouco enjoativo para tomar muitas doses. O rapaz que cuida do Hostel foi muito simpático e nos deu muitas informações sobre o lugar. O hostel fica muito próximo ao “centro” de La Paloma. Há 2 quarteirões, você tem acesso a um restaurante, supermercado e posto de gasolina. Mais um quarteirão, lojas de roupas, bancos, bares, mais restaurantes e a praia!

Playa Bahía Grande

Playa Bahía Grande

A nossa primeira impressão de praia no Uruguai ocorreu no dia seguinte, 04/10, por volta das 9:00a.m. Bahía Grande! E era grande mesmo!

Um acumulado imenso de pedras para andar, uma areia grossa com muitas e muitas conchinhas quebradas, sem ondas, e com um vento frio que só! Visitar a praia de blusa de nylon não é muito comum no Brasil e se você acha que depois de 20 minutos de sol nós tiramos a blusa, engana-se. Nesta praia, nos demos conta que estávamos no sul da América do Sul, e que se viajássemos em linha reta em algum momento estaríamos no Pólo Sul… é frio, gente!!! Mas a vista é de tirar o fôlego!

No canto direito da foto tem um farol, vista comum no litoral uruguaio. Todas as cidades litorâneas pelas quais passamos têm um farol, sempre bonito e disponível para visita em alguns horários do dia.

A vista da praia e a vontade de por o pézinho na água fria!

A vista da praia e a vontade de por o pézinho na água fria!

Depois de uma voltinha na praia, fomos dar uma volta pelas ruas da cidade. Pequena e acolhedora, La Paloma é um ótimo refúgio para quem quer sossego, natureza e paisagens bonitas.

As ruas são de cascalho, conchinhas ou pedras. Poucos automóveis circulando.

As ruas são de cascalho, conchinhas ou pedras.

20121004_120544

Sem números!

As ruas são muito tranquilas, vimos poucos automóveis circulando por lá. Pudemos reparar também que as casas não têm números! Todas têm um “nome”, uma forma de identificar o morador – sempre com nomes de peixes, lugares, coisas da natureza. Esta ao lado direito é identificada como “Alua”, e tem uma lua acima da entrada.

Um rolê pelas ruazinhas e entramos no supermercado. Várias marcas são comuns, algumas coisas têm nomes diferentes em embalagens iguais às daqui. Os preços são muito parecidos com os nossos.

Cubano!

Cubano!

O rum cubano, por exemplo, é mais caro aqui do que no Uruguai (lá custa em média R$ 67,00). Fiquei tentada a comprar, mas não ia dar pra tomar todo esse rum e dirigir tudo o que tínhamos que dirigir ainda, né?! rs

Chá medicinal :)

“Reduce su tamaño”. Será?!

E os chás?! Ah, nós rimos muito! No Brasil existem leis que proíbem este tipo de “promessa medicinal” nos produtos. Já no Uruguai… esse chá ao lado é para redução do tamanho da próstata! Vimos chá para impotência, para emagrecimento, e diversos tipos de chá divertidos! 🙂

Essas diferenças podem parecer bobas, mas achamos que conhecer esta parte do dia a dia das pessoas faz diferença no final, no nosso “entendimento” do lugar que estamos visitando. A forma como elas vivem, como comem, o quê comem, quanto pagam, etc. faz parte da cultura de um povo, um país. Visitem os supermercados. É muito divertido!

Volto já com o outro post sobre o Uruguai.

Abraço, viajantes! 😉

23 jan

IMPREVISTOS NA TRILHA – CACHOEIRA DO ELEFANTE (CACHOEIRA DO RIO ITAPANHAÚ)

 

Olha só gente, o assunto é sério mesmo!

O contato com a natureza é realmente maravilhoso e há muitas belezas a serem vistas, mas estar em um ambiente natural requer inúmeros cuidados e não é à toa que nós sempre recomendamos que as trilhas sejam feitas com o acompanhamento de guias experientes.

No último final de semana alguns trilheiros ficaram ilhados  pelo rio Itapanhaú e tiveram que ser resgatados pelo Corpo de Bombeiros, felizmente ninguém se feriu, veja a matéria aqui.

Gente, cuidado hein?!

Bjo!

 

Vem conosco!!!

Oi gente!

Na falta de novas viagens, o jeito é contar velhas, porém boas histórias!

Com sua beleza e imponência, a Cachoeira do Rio Itapanhaú arranca suspiros de quem passa pela Rodovia Mogi-Bertioga, também pudera, são três belas quedas e a maior delas com mais de 80 metros.

Mais conhecida como Cachoeira do Elefante (Dizem que quando diminui o fluxo de água, uma pedra lembra um elefante – esquisito, nós não vimos nada!), é mais uma grande atração de Mogi das Cruzes. Na verdade, fica um pouco depois da Cachoeira da Pedra Furada e da Cachoeira da Light, do lado direito da rodovia, sentido Mogi-Bertioga.

ONDE FICA???

Bem pertinho,  em Mogi das Cruzes, SP.

  • Rodovia Mogi-Bertioga, km 81

COMO CHEGAR (a partir do centro de São Paulo)???

  • De carro: pela Dutra até o km 204 – próximo ao trevo de Arujá (pedágio R$ 2,30) há o acesso à Rodovia Mogi-Dutra, ou…

Ver o post original 881 mais palavras

Os números de 2012

2 jan

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2012 deste blog.

Aqui está um resumo:

19,000 people fit into the new Barclays Center to see Jay-Z perform. This blog was viewed about 130.000 times in 2012. If it were a concert at the Barclays Center, it would take about 7 sold-out performances for that many people to see it.

Clique aqui para ver o relatório completo

Uma voltinha por Rio Grande

27 nov

Olá viajantes!

Antes de seguir viagem, já no planejamento, tínhamos dado uma olhadinha em Rio Grande, uma das últimas cidades do Rio Grande do Sul e uma das mais ricas do estado. Na cidade de Rio Grande está localizada a maior praia do mundo – a Praia do Cassino, com 200km de extensão. A economia da cidade é baseada na movimentação do porto e na indústria petrolífera.

image

Conchas lindas, do tamanho de um punho, na praia!

Além do tamanho absurdo da Praia do Cassino, a beleza impressiona também: as águas são calmas, a faixa de areia é bem larga e muito limpa. Achamos essas “conchas” enormes em um pedaço da praia. Lindas, né?! Até trouxemos algumas de lembrança! 😉
Próximo ao porto, há uma das”plataforma” que tem mais de 3km mar adentro – o Passo dos Pescadores.

image

Trilhos a perder de vista!

Se ficar com preguiça de andar, você pode pagar para ir em uma espécie de carrinho! Só vimos um carrinho, mas não deu tempo de perguntar. Nos disseram que o passeio custa cerca de R$ 20, e que no verão é bem movimentado!

Se decidir andar, preste atenção no mar: avistam-se botos e leões marinhos por aqui! 🙂

Entrada da Estação Ecológica do Taim

Seguindo viagem de Rio Grande até a nossa primeira parada Uruguaia, a cidade fronteiriça de Chuy, são 242km pela RS-471. IMPORTANTE: abasteça o carro!! Há um longo trecho de estrada sem postos de gasolina, o que pode causar problemas. Melhor prevenir, né?! 😉

No caminho, cruza-se a Estação Ecológica do Taim, criada em 21/07/1986 – são 32.038 hectares de área preservada. De um lado, ao longe, avista-se a Lagoa Mirim; do outro, um pouquinho mais perto, a Lagoa Mangueira. A estação não tem montes, montanhas nem nenhum tipo de relevo, deixando a bela paisagem à vista por muitos quilômetros. De vez em quando, um aviãozinho de agrotóxicos passa pelos campos de arroz.

Na área, há cerca de 230 espécies de pássaros, 70 de mamíferos e 60 de peixes. A estrada não tem muitas placas identificando os animais, então não podemos dizer aqui quais podem ser avistados do carro. A única espécie que conseguimos identificar foram as capivaras (centenas delas, por todos os lados!), e alguns gaviões. Mas vimos muitas, muitas aves por lá. Se for em um dia de sol, tranquilo, vale a pena parar para tirar umas fotos! 🙂

São muitos e muitos quilômetros em uma estrada plana e reta, em ótimas condições. A estrada não tem iluminação, então recomendamos passar por lá durante o dia. Para espantar o sono, uma música suave e bastante atenção na estrada: a velocidade máxima dentro da esec é de 60 km/h!

E se estiver com pressa, por favor, NÃO CORRA! São muitos animais e eles podem atravessar a pista a qualquer momento. Se você tiver sorte, não verá cenas como esta:

Mais uma vítima da alta velocidade. São muitos corpinhos na estrada! 😦

Caso queira visitar a estação, o telefone para informações no site da Secretaria de Turismo do RS é (53) 3503-3151 e, por e-mail, esec-taim.rs@icmbio.com.br.

Acho que a fronteira é aqui. Será?

Quase nem percebemos que passamos pela fronteira!

Passamos pelo Chuy já de noite, próximo às 21h, e os free shops já estavam fechando. Não deu para tirar fotos… e na verdade, nem vale a pena. São lojas imensas, lotadas de coisas maravilhosas e outras nem tanto. Nem preciso falar que as lojas têm produtos um tanto mais baratos do que aqui, né?! Valem muito a pena, mas você precisa estipular um valor máximo para gastar, senão o dinheiro vai que vai – lembre-se que você ainda tem vários dias de viagem pela frente, e muitos free shops virão! 😉 Todas aceitam cartões de crédito (internacionais), e pedem RG para registrar o número do seu documento antes de lhe entregar o comprovante fiscal.

Fomos parados no primeiro posto de Polícia Rodoviária do Uruguai. Lá nos perguntaram onde estávamos indo, pediram os documentos e preenchemos uma ficha de entrada.  O estranho foi a nula cortesia e a vontade mínima de se fazer entendido: falava rápido, mal nos olhou e tampouco orientou sobre o preencimento do formulário de entrada; um outro policial nos pediu para abrir o porta-malas, abriu as portas do carro e deu uma olhada no carro. Depois nos liberou. Este foi mais simpático, embora tenha nos perguntado se estávamos portando entorpecentes ou armas. 🙂

Entramos!!! A sensação de atingir o seu destino, mesmo que seja para conhecer uma cidade e voltar, é fantástica! Passamos por mais de uma cidade, claro, mas na primeira estrada uruguaia já tínhamos uma enorme sensação de objetivo cumprido e de liberdade!

Até o próximo post, viajantes! 😉

Dois dias, três estados!

25 out

Olá viajantes!

No começo da viagem, a coisa foi meio corrida, verdade. Estávamos apreensivos: era muito espaço para percorrer em pouco tempo!

Como o destino final era o litoral do Uruguai, não reservamos hotéis nem pesquisamos muito sobre o caminho. E esse é um erro que vocês podem corrigir em seus planejamentos!

São Paulo-Lages

E lá vamos nós para o primeiro dia de viagem!

Primeiro dia: Curitiba/PR e Lages/SC

Saímos de São Paulo (zona norte) em 1º de outubro, por volta das 8h30. Como saímos tarde, acabamos pegando um pouco de trânsito até a Rodovia Régis Bittencourt (BR 116). O plano era almoçar em Curitiba e dormir na cidade mais distante que pudéssemos alcançar – dormimos em Lages/SC. O custo dos pedágios até Curitiba/PR é de R$ 10,80 (6 pedágios de R$ 1,80), e de lá até Lages/SC é de R$ 16,50 (5 pedágios de R$ 3,30).

De acordo com o Google Maps, são 769km e o tempo de viagem é de quase 10 horas. Como nós paramos para almoçar e fizemos mais umas paradas para esticar as perninhas, chegamos à Lages por volta das 22h.

Usamos o GPS para achar hotéis, mas não deu muito certo. Dormimos no hotel IBIS de Lages, que é na primeira avenida entrando na cidade, por R$ 129 a diária, sem café da manhã. O valor e as fotos no site condizem com a realidade – o atendimento é meio frio, mas não deixa nada a desejar; como no hotel não se serve jantar, eles ofereceram uns folhetos de lugares que entregam comida e emprestaram pratos e talheres; as tomadas estão no novo padrão brasileiro, então LEVE BENJAMINS! Esquecemos os nossos, mas o recepcionista do hotel nos emprestou um para carregar as baterias das câmeras. 🙂

No dia seguinte, carro abastecido, baterias recarregadas e corpinhos descansados, partimos de Lages às 8h30 com destino à nossa próxima parada, Rio Grande/RS.

Muita terra e muita água para atravessar!

Segundo dia: Caxias do Sul/RS e Rio Grande/RS

O roteiro do segundo dia tinha 652 km, a serem percorridos em 8 horas e meia. A idéia era almoçar em alguma das cidades do caminho, para não perder tempo saindo de perto da BR116.

O problema é que já era muito tarde quando decidimos parar para almoçar (por volta das 15h), e quase todos os restaurantes pelos quais passávamos estavam fechados! Andamos bons quarteirões dentro da cidade para conseguir achar um lugar para almoçar. Mas a nossa teimosia paulista era maior. Achamos!

O restaurante chama-se BAURU, está na Rua Luiz Michielon nº 2060, em Caxias do Sul/RS. O telefone, se precisarem, é (54) 3212-1542 (achei no Google Street View! Fiquei mega feliz! rs).

O dono nos disse, meio sem jeito, que ainda tinha um pouco de comida, mas que precisaria ir buscar arroz em um vizinho pois o seu havia acabado. Nos disse que só servia prato feito e que o prato custava R$ 12. Como “para quem não tem nada, a metade é o dobro”, aceitamos de bom grado o prato feito. Cerveja Polar para os meninos e Coca Cola KS para as meninas.

Prato feito gaúcho e cerveja Polar! 😉

Aí está a foto do prato feito: arroz, feijão preto, repolho refogado, polenta, macarrão com molho bolonhesa, bife, salada de batatas e salada de alface, tomate, pepino e beterraba, um atendimento bacana e comer até estufar por R$ 12,00, e ainda com wi-fi grátis. Achamos fantástico!

Depois do almoço maravilhoso, corremos para Rio Grande. Chegamos tarde, verdade (por volta das 22h30). Mas desta vez fomos mais espertos e procuramos hotel ainda na hora do almoço. Dormimos em um Hotel, que já foi um Motel, chamado “Amor Gaúcho”! Quando ligamos, a atendente disse “Hotel Gaúcho, boa tarde!”, mas em todos os sites e no Booking, o hotel consta como “Amor Gaúcho”.  🙂

Amor puro! 😉

Vou colocar as resenhas, preços e dicas dos hotéis no nosso Guia de Hospedagem, tá?

Achamos o hotel através de um aplicativo para celular, o Booking.com, que vocês também podem acessar por aqui. Aliás, através do Booking, além de achar os hotéis da região, dá pra fazer a reserva com pagamento através do cartão de crédito. Um “adianto”! rs

Jantamos lanches maravilhosos no Mister X (endereço aqui) – atenção: lanches imensos! Um lanche alimenta duas pessoas tranquilamente! Ó:

Um mega lanche. Bem maior do que a minha fome! :-O

Depois de um dia inteiro de viagem e um lanche desses, fomos dormir né?! Ninguém é de ferro! rs