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Punta Del Este – o luxo!

17 out

Olá viajantes!

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Patrícia Porter e uma noite de tranquilidade! 😉

Após a visita ao Cabo Polonio, jantamos e compramos algumas cervejas Patrícia (tínhamos que experimentar a cerveja local, como não?! rs). As cervejas Patrícia são encontradas em qualquer posto de gasolina, supermercado, boteco e vendinha. As garrafas, pelo jeito, não são retornáveis, o que nos permitia comprar mesmo sem ter um vasilhame para trocar. Ao final da nossa estadia, deixamos as garrafas para o dono do Hostel descartar e dormimos nossa última noite no Hostel Ibirapitá – havia muita coisa para ver, conhecer, experimentar, etc.

A idéia era passar por Punta del Este (porque, afinal, precisávamos ver do que todos estavam falando), pela capital Montevidéu, e seguir para Colonia del Sacramento. O plano era deixar o carro em Colónia, cruzar de balsa o Rio da Prata, que divide Uruguai e Argentina, e dormir uma ou duas noites em Buenos Aires.

Partimos por volta das 10h, com a idéia de almoçar em Punta del Este. Segundo o GPS (e o Google Maps), são 122 km pela Ruta 9, que podem ser cruzados em aproximadamente 1h40 min. Nós fomos muito mais devagar que isso, para aproveitar as paisagens e tirar fotinhos! 🙂

No caminho, casas e condomínios luxuosíssimos nos dão conta de onde estamos chegando. O bairro chama-se Parque Del Golf.

Casas e condomínios lindos

Casas e condomínios lindos

IMG_7938 IMG_7939 IMG_7941Perturbador, né?! rs

Fashion Road, centro de Punta del Este

Fashion Road, centro de Punta del Este

Punta del Este é mais ou menos o que Campos do Jordão representa para nós paulistas: uma cidade luxuosa, cheia de gente rica e lojas caras, que se tornou um dos destinos chiques da América do Sul.  Agora, além de beber vinhos caros no Chile e esquiar na Patagônia Argentina, você pode visitar a Fashion Road no Uruguai! 🙂

Lojas de todas as marcas, gente rica em todos os lados, shoppings, restaurantes finos… bom, nós nos sentimos pobres, claro. Ver uma vitrine com bolsas “Prada”, com a mais “barata” delas custando US$ 4.000,00 e não se sentir desvalido não é para qualquer um*!

*caso esteja interessado em saber mais sobre as lojas e os preços de Punta, achei um post bem legal nesse blog.

Descemos a rua procurando um caixa eletrônico onde pudéssemos sacar algum dinheiro (dólar ou peso uruguaio). Para quem é cliente Itaú, tem uma agência no final da rua. Encontramos agências do HSBC e do Santander por lá também – ressaltamos que independentemente do banco que você tem conta, o valor não pode ser sacado da SUA CONTA. Será sacado de um CARTÃO DE CRÉDITO INTERNACIONAL, com função de saque previamente habilitada. Não se esqueça de falar com o gerente de seu banco antes da sua viagem! Essa informação pode ser consultada aqui.

Enquanto procurávamos o caixa eletrônico, encontramos um restaurante giratório! Você pode fazer a sua refeição e admirar a paisagem de Punta, em 360º. O restaurante chama-se La Vista. Encontrei vários comentários no TripAdvisor e no Google, mas como não entramos no restaurante, não consigo lhes dizer como é o local. Os preços váriam de médio a alto e eles cobram US$ 8,00 caso você queria subir somente para admirar a vista e tirar fotos.

As ruas são limpas, têm lixeiras por todos os lados, os prédios são bonitos e mesmo os mais antigos são muito bem conservados; vimos raras pixachões; as construções são incríveis e um dos marcos da arquitetura moderna é a Ponte da Barra Leonel Viera, conhecida também como “ponte ondulada” ou “ponte torta”:

Ponte linda!

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E é muito engraçado dirigir nela!

Bandeira ao vento antes da entrada da ponte - :D

Bandeira ao vento antes da entrada da ponte

Depois do nosso rolê na cidade, da ponte incrível e das lojas chiques, finalmente fomos até o Posto 4 da Praia Brava, onde fica o monumento mais famoso de Punta del Este:

Monumento al Ahogado

Monumento al Ahogado

Chamado “Monumento al Ahogado”, a escultura foi feita em fevereiro de 1982 pelo artista plástico chileno Mario Irarrazábal. Demorou 6 dias para ficar pronta e, segundo o artista, a mão significa a presença do homem na natureza, o homem surgindo à vida. Também é conhecida como “Los Dedos” e  “La Mano”, e tem “irmãs” dela no Chile, na Itália e na Espanha. Não temos as especificações exaaatas, mas o maior dedo deve ter por volta 4,5 metros. Tinha algumas pixachões, mas a maioria à lapis ou caneta – nada que estragasse muito as fotos. É bem bonito, e praticamente obrigatório aos turistas tirar fotos lá pertinho!

Nesse dia, almoçamos uma milanesa e seguimos viagem, porque ainda tinha muitas coisas para ver e queríamos dormir em Montevidéo. Mais um pouquinho de Punta:

Calçada da Praia Brava, em frente ao monumento

Calçada da Praia Brava, em frente ao monumento

Uma das muitas lixeiras da Intendência de Maldonado

Uma das muitas lixeiras da Intendência de Maldonado – com baleia de símbolo 😉

Lá o carro chama-se Spark (versão sport)

Lá o carro chama-se Spark (versão sport)

A marina e os "barquinhos"

A marina e os “barquinhos”

Praça para feirinhas e exposições

Praça para feirinhas e exposições

A vista é espetacular! Procure os leões marinhos ;)

A vista é espetacular! Procure os leões marinhos 😉

Colocarei todas as fotos do Uruguai no link fotos, assim que terminar de escrever o roteiro todo, ok?

Criamos uma página no Facebook. Curtam lá! Até mais viajantes!

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Uma voltinha por Rio Grande

27 nov

Olá viajantes!

Antes de seguir viagem, já no planejamento, tínhamos dado uma olhadinha em Rio Grande, uma das últimas cidades do Rio Grande do Sul e uma das mais ricas do estado. Na cidade de Rio Grande está localizada a maior praia do mundo – a Praia do Cassino, com 200km de extensão. A economia da cidade é baseada na movimentação do porto e na indústria petrolífera.

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Conchas lindas, do tamanho de um punho, na praia!

Além do tamanho absurdo da Praia do Cassino, a beleza impressiona também: as águas são calmas, a faixa de areia é bem larga e muito limpa. Achamos essas “conchas” enormes em um pedaço da praia. Lindas, né?! Até trouxemos algumas de lembrança! 😉
Próximo ao porto, há uma das”plataforma” que tem mais de 3km mar adentro – o Passo dos Pescadores.

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Trilhos a perder de vista!

Se ficar com preguiça de andar, você pode pagar para ir em uma espécie de carrinho! Só vimos um carrinho, mas não deu tempo de perguntar. Nos disseram que o passeio custa cerca de R$ 20, e que no verão é bem movimentado!

Se decidir andar, preste atenção no mar: avistam-se botos e leões marinhos por aqui! 🙂

Entrada da Estação Ecológica do Taim

Seguindo viagem de Rio Grande até a nossa primeira parada Uruguaia, a cidade fronteiriça de Chuy, são 242km pela RS-471. IMPORTANTE: abasteça o carro!! Há um longo trecho de estrada sem postos de gasolina, o que pode causar problemas. Melhor prevenir, né?! 😉

No caminho, cruza-se a Estação Ecológica do Taim, criada em 21/07/1986 – são 32.038 hectares de área preservada. De um lado, ao longe, avista-se a Lagoa Mirim; do outro, um pouquinho mais perto, a Lagoa Mangueira. A estação não tem montes, montanhas nem nenhum tipo de relevo, deixando a bela paisagem à vista por muitos quilômetros. De vez em quando, um aviãozinho de agrotóxicos passa pelos campos de arroz.

Na área, há cerca de 230 espécies de pássaros, 70 de mamíferos e 60 de peixes. A estrada não tem muitas placas identificando os animais, então não podemos dizer aqui quais podem ser avistados do carro. A única espécie que conseguimos identificar foram as capivaras (centenas delas, por todos os lados!), e alguns gaviões. Mas vimos muitas, muitas aves por lá. Se for em um dia de sol, tranquilo, vale a pena parar para tirar umas fotos! 🙂

São muitos e muitos quilômetros em uma estrada plana e reta, em ótimas condições. A estrada não tem iluminação, então recomendamos passar por lá durante o dia. Para espantar o sono, uma música suave e bastante atenção na estrada: a velocidade máxima dentro da esec é de 60 km/h!

E se estiver com pressa, por favor, NÃO CORRA! São muitos animais e eles podem atravessar a pista a qualquer momento. Se você tiver sorte, não verá cenas como esta:

Mais uma vítima da alta velocidade. São muitos corpinhos na estrada! 😦

Caso queira visitar a estação, o telefone para informações no site da Secretaria de Turismo do RS é (53) 3503-3151 e, por e-mail, esec-taim.rs@icmbio.com.br.

Acho que a fronteira é aqui. Será?

Quase nem percebemos que passamos pela fronteira!

Passamos pelo Chuy já de noite, próximo às 21h, e os free shops já estavam fechando. Não deu para tirar fotos… e na verdade, nem vale a pena. São lojas imensas, lotadas de coisas maravilhosas e outras nem tanto. Nem preciso falar que as lojas têm produtos um tanto mais baratos do que aqui, né?! Valem muito a pena, mas você precisa estipular um valor máximo para gastar, senão o dinheiro vai que vai – lembre-se que você ainda tem vários dias de viagem pela frente, e muitos free shops virão! 😉 Todas aceitam cartões de crédito (internacionais), e pedem RG para registrar o número do seu documento antes de lhe entregar o comprovante fiscal.

Fomos parados no primeiro posto de Polícia Rodoviária do Uruguai. Lá nos perguntaram onde estávamos indo, pediram os documentos e preenchemos uma ficha de entrada.  O estranho foi a nula cortesia e a vontade mínima de se fazer entendido: falava rápido, mal nos olhou e tampouco orientou sobre o preencimento do formulário de entrada; um outro policial nos pediu para abrir o porta-malas, abriu as portas do carro e deu uma olhada no carro. Depois nos liberou. Este foi mais simpático, embora tenha nos perguntado se estávamos portando entorpecentes ou armas. 🙂

Entramos!!! A sensação de atingir o seu destino, mesmo que seja para conhecer uma cidade e voltar, é fantástica! Passamos por mais de uma cidade, claro, mas na primeira estrada uruguaia já tínhamos uma enorme sensação de objetivo cumprido e de liberdade!

Até o próximo post, viajantes! 😉