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Punta Del Este – o luxo!

17 out

Olá viajantes!

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Patrícia Porter e uma noite de tranquilidade! 😉

Após a visita ao Cabo Polonio, jantamos e compramos algumas cervejas Patrícia (tínhamos que experimentar a cerveja local, como não?! rs). As cervejas Patrícia são encontradas em qualquer posto de gasolina, supermercado, boteco e vendinha. As garrafas, pelo jeito, não são retornáveis, o que nos permitia comprar mesmo sem ter um vasilhame para trocar. Ao final da nossa estadia, deixamos as garrafas para o dono do Hostel descartar e dormimos nossa última noite no Hostel Ibirapitá – havia muita coisa para ver, conhecer, experimentar, etc.

A idéia era passar por Punta del Este (porque, afinal, precisávamos ver do que todos estavam falando), pela capital Montevidéu, e seguir para Colonia del Sacramento. O plano era deixar o carro em Colónia, cruzar de balsa o Rio da Prata, que divide Uruguai e Argentina, e dormir uma ou duas noites em Buenos Aires.

Partimos por volta das 10h, com a idéia de almoçar em Punta del Este. Segundo o GPS (e o Google Maps), são 122 km pela Ruta 9, que podem ser cruzados em aproximadamente 1h40 min. Nós fomos muito mais devagar que isso, para aproveitar as paisagens e tirar fotinhos! 🙂

No caminho, casas e condomínios luxuosíssimos nos dão conta de onde estamos chegando. O bairro chama-se Parque Del Golf.

Casas e condomínios lindos

Casas e condomínios lindos

IMG_7938 IMG_7939 IMG_7941Perturbador, né?! rs

Fashion Road, centro de Punta del Este

Fashion Road, centro de Punta del Este

Punta del Este é mais ou menos o que Campos do Jordão representa para nós paulistas: uma cidade luxuosa, cheia de gente rica e lojas caras, que se tornou um dos destinos chiques da América do Sul.  Agora, além de beber vinhos caros no Chile e esquiar na Patagônia Argentina, você pode visitar a Fashion Road no Uruguai! 🙂

Lojas de todas as marcas, gente rica em todos os lados, shoppings, restaurantes finos… bom, nós nos sentimos pobres, claro. Ver uma vitrine com bolsas “Prada”, com a mais “barata” delas custando US$ 4.000,00 e não se sentir desvalido não é para qualquer um*!

*caso esteja interessado em saber mais sobre as lojas e os preços de Punta, achei um post bem legal nesse blog.

Descemos a rua procurando um caixa eletrônico onde pudéssemos sacar algum dinheiro (dólar ou peso uruguaio). Para quem é cliente Itaú, tem uma agência no final da rua. Encontramos agências do HSBC e do Santander por lá também – ressaltamos que independentemente do banco que você tem conta, o valor não pode ser sacado da SUA CONTA. Será sacado de um CARTÃO DE CRÉDITO INTERNACIONAL, com função de saque previamente habilitada. Não se esqueça de falar com o gerente de seu banco antes da sua viagem! Essa informação pode ser consultada aqui.

Enquanto procurávamos o caixa eletrônico, encontramos um restaurante giratório! Você pode fazer a sua refeição e admirar a paisagem de Punta, em 360º. O restaurante chama-se La Vista. Encontrei vários comentários no TripAdvisor e no Google, mas como não entramos no restaurante, não consigo lhes dizer como é o local. Os preços váriam de médio a alto e eles cobram US$ 8,00 caso você queria subir somente para admirar a vista e tirar fotos.

As ruas são limpas, têm lixeiras por todos os lados, os prédios são bonitos e mesmo os mais antigos são muito bem conservados; vimos raras pixachões; as construções são incríveis e um dos marcos da arquitetura moderna é a Ponte da Barra Leonel Viera, conhecida também como “ponte ondulada” ou “ponte torta”:

Ponte linda!

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E é muito engraçado dirigir nela!

Bandeira ao vento antes da entrada da ponte - :D

Bandeira ao vento antes da entrada da ponte

Depois do nosso rolê na cidade, da ponte incrível e das lojas chiques, finalmente fomos até o Posto 4 da Praia Brava, onde fica o monumento mais famoso de Punta del Este:

Monumento al Ahogado

Monumento al Ahogado

Chamado “Monumento al Ahogado”, a escultura foi feita em fevereiro de 1982 pelo artista plástico chileno Mario Irarrazábal. Demorou 6 dias para ficar pronta e, segundo o artista, a mão significa a presença do homem na natureza, o homem surgindo à vida. Também é conhecida como “Los Dedos” e  “La Mano”, e tem “irmãs” dela no Chile, na Itália e na Espanha. Não temos as especificações exaaatas, mas o maior dedo deve ter por volta 4,5 metros. Tinha algumas pixachões, mas a maioria à lapis ou caneta – nada que estragasse muito as fotos. É bem bonito, e praticamente obrigatório aos turistas tirar fotos lá pertinho!

Nesse dia, almoçamos uma milanesa e seguimos viagem, porque ainda tinha muitas coisas para ver e queríamos dormir em Montevidéo. Mais um pouquinho de Punta:

Calçada da Praia Brava, em frente ao monumento

Calçada da Praia Brava, em frente ao monumento

Uma das muitas lixeiras da Intendência de Maldonado

Uma das muitas lixeiras da Intendência de Maldonado – com baleia de símbolo 😉

Lá o carro chama-se Spark (versão sport)

Lá o carro chama-se Spark (versão sport)

A marina e os "barquinhos"

A marina e os “barquinhos”

Praça para feirinhas e exposições

Praça para feirinhas e exposições

A vista é espetacular! Procure os leões marinhos ;)

A vista é espetacular! Procure os leões marinhos 😉

Colocarei todas as fotos do Uruguai no link fotos, assim que terminar de escrever o roteiro todo, ok?

Criamos uma página no Facebook. Curtam lá! Até mais viajantes!

Cabo Polonio – Um farol para o mar e habitantes especiais!

12 out

Olá viajantes!

Continuando nossa saga pelo Uruguai, no segundo dia pelo país decidimos visitar um lugar especial: um parque nacional.

Procuramos no mapa e seguimos pelas planícies infinitas do Uruguai – sério, não tem serras! Olha a paisagem:

Paisagem plana, vaquinhas peludinhas! :)

Paisagem plana, vaquinhas peludinhas! 🙂

Como eu já comentei antes, as estradas são deliciosas. Aliás, que estrada não é deliciosa quando está vazia, com sol e com as janelas abertas? 😀 A distância da capital uruguaia, Montevideo, é de aproximadamente 300 km; de La Paloma, são 46 km pela “Ruta 10” (até o quilômetro 264,5), uma estrada sem pedágios e com algumas placas indicativas. Com um mapa simples, dá pra achar fácil.

Sede do Parque

Sede do Parque

O Portal do parque foi inaugurado em 04 de maio de 2012, fazendo parte do Programa de Melhora na Competitividade dos Destinos Turísticos, do Ministério do Turismo e Esportes uruguaio. Foi financiado pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). Apesar do Portal novinho em folha, Cabo Polonio foi declarado Parque Nacional há anos.   A sede conta com lanchonete e banheiros, mapas do parque e outros destinos do Departamento de Rocha.

É possível fazer o passeio todos os dias da semana, já que o “ônibus” também serve para  o transporte dos moradores da vila, que recebem os turistas em época de férias e pesquisadores da fauna marinha.

Diversão garantida!

Diversão garantida!

Para ter acesso à vila, à praia e ao farol, é preciso atravessar aproximadamente 8km de dunas em veículos 4×4. Na ida, os horários são das 10h30 às 20h; na volta, das 11h00 às 17h00. Paga-se o equivalente a R$ 17 ida e volta, e você pode deixar o seu carro no estacionamento, próximo à portaria, por R$ 13. Lembrando: mesmo que o seu carro for 4×4, não é permitida a entrada. O acesso se dá somente por veículos autorizados, tipo esse aí do lado >. Achamos o preço justo.

O transporte por si só já é diversão garantida! rs Os meninos amaram! Pena que só cabem 4 lá em cima e, quando eles subiram, já tinham duas pessoas.

Saímos da sede 15h30, e o horário marcado para o veículo nos buscar foi 17h00. Tínhamos pouco tempo e, embora não soubéssemos exatamente o que iríamos ver, nos apressamos para não perder nada 😀

E não nos arrependemos! As fotos que vocês vão ver abaixo já falam por si. Não tenho nem como descrever a beleza do lugar. É de uma paz extrema, com um vento bom e os sons da natureza – não esqueça o protetor solar!

As dunas móveis que atravessamos para chegar à praia

As dunas móveis que atravessamos para chegar à praia

Caso você decida ficar no hostel, lembramos que o mesmo não tem energia elétrica. Então, o melhor é tomar banho durante o dia… afinal, o Uruguai é beeem frio! 😛

O ônibus nos deixou na vila, e de lá fomos caminhando pela praia. O ideal é levar um relógio ou ir acompanhando o tempo no celular. É fácil, fácil perder a hora olhando os reflexos do sol na água, as conchinhas da praia, os passarinhos voando…

A praia e a vila, ficando para trás

A praia e a vila, ficando para trás

Milhares de conchinhas

Milhares de conchinhas

E a foto abaixo ficou tão linda que virou o papel de parede do meu computador…

"É tanto céu e mar num beijo azul..."

“É tanto céu e mar num beijo azul…”

E leões marinhos tomando banho de sol! Nós, como bons turistas que somos, corremos para tirar fotos. E ele neeeem aí pro nosso estardalhaço! Depois eu fui descobrir que ele, na verdade, é ELA. 🙂 Os machos tem uma pelagem parecida com uma juba de leão, por isso o nome (bom, foi isso que eu li. Se estiver errado, corrijam-me por favor!)

Não falei dos habitantes especiais?

Não falei dos habitantes especiais? É fofura demais, gente!

Depois de olhar e olhar as pedras e os leões marinhos, decidimos visitar o farol. A visita custa algo em torno de R$ 3,00. Paga-se na entrada e, em seguida, inicia-se a subida por degraus curtos em um espaço estreitinho. Quando começa a cansar, chegou! Lá de cima pode-se ter uma visão de 360 graus. Não deixe as escadinhas te desanimarem, vale a pena!

Farol de Cabo Polonio

Farol de Cabo Polonio

Vista do farol Vista do farol2 Vista do farol3 Vista do farol4Casinhas fofas CP Baía de CP

Foi uma das tardes mais tranquilas que passamos no Uruguai. Era uma praia, eu sei, mas uma praia muito diferente de todas as que tínhamos visitado até hoje. Os animais, o vento frio, as conchinhas no chão, as casinhas no horizonte e o farol dão um ar muito especial para o lugar. É uma passeio delicioso e altamente recomendado!

Até mais, viajantes!

Mi Uruguay querido!!!

25 ago

Olá viajantes! Estamos vivos ainda!! 😀

Muitas coisas aconteceram no último ano: corremos, viajamos,  trabalhamos, cansamos. Enfim, acabamos ficando sem tempo para contar as nossas aventuras por aqui. Aos poucos, vamos recordando as histórias e postando as nossas viagens e nossas impressões, ok?

Vamos ver se consigo terminar de contar para vocês a viagem para o Uruguai, finalmente! Rs

Chegamos ao nosso primeiro destino, La Paloma, na noite do dia 03 de outubro de 2012, perto das 22:40. Embora as estradas por onde passamos não tenham iluminação, o asfalto é ótimo e a sinalização é muito bem posicionada. A velocidade média é de 90 Km/h.

Nos hospedamos em um hostel, que foi reservado pela internet, através do Booking – importante: baixe os aplicativos que você julgar necessários, salve as informações em um bloco de notas. Os serviços de roaming internacional são caríssimos (a Vivo cobra R$ 24,90 por DIA), e se você vai depender de Wi-Fi a viagem toda, é melhor se prevenir. Por conta disso, desligamos os sinais 3G do celular e nos comunicávamos por mensagens, quando o wi-fi estava disponível.

No Uruguai, há sinal wi-fi praticamente em todo lugar: restaurantes, lojas, hotéis, bastando que você peça a senha e aproveite. Há uma rede pública com sinal aberto, mas o sinal normalmente estava fraco e eu não conseguia ficar conectada durante muito tempo.

Open!

Open!

Ficamos no HOSTEL IBIRAPITÁ, situado no Departamento de Rocha. Pagamos US$ 24,00 a diária do quarto “double”, a suíte para casal. O hostel conta com um páteo com cadeiras e mesinhas, pra você bater papo e tomar cerveja Patrícia com os amigos. A cozinha também fica disponível para uso. Ao lado da recepção, há uma sala com lareira, que fica acessa em noites de muito frio. Você pode aproveitar para treinar o seu inglês nesta sala, já que a maioria dos turistas não fala espanhol.Há lençóis, cobertores e toalhas. No valor da diária, está incluso um café da manhã, mas eles não servem as outras refeições. O banho é quente, mas o aquecimento da água é por caldeira, e você pode ter a desagradável surpresa da água quente acabar antes de você terminar o banho – seja rápido!  Você pode levar suas bebidas e colocar no frigobar (antigo) do quarto, e também pode experimentar “Grappamiel” na recepção – um misturado de aguardente de uva e mel, muito popular no Uruguai (no dia seguinte, compramos uma garrafinha no terminal de ônibus, custou uns 60 pesos uruguaios – R$ 6,00).  É doce, e forte. Desce esquentando tudo mas deixa um gostinho bom de mel na boca. É bom, mas um pouco enjoativo para tomar muitas doses. O rapaz que cuida do Hostel foi muito simpático e nos deu muitas informações sobre o lugar. O hostel fica muito próximo ao “centro” de La Paloma. Há 2 quarteirões, você tem acesso a um restaurante, supermercado e posto de gasolina. Mais um quarteirão, lojas de roupas, bancos, bares, mais restaurantes e a praia!

Playa Bahía Grande

Playa Bahía Grande

A nossa primeira impressão de praia no Uruguai ocorreu no dia seguinte, 04/10, por volta das 9:00a.m. Bahía Grande! E era grande mesmo!

Um acumulado imenso de pedras para andar, uma areia grossa com muitas e muitas conchinhas quebradas, sem ondas, e com um vento frio que só! Visitar a praia de blusa de nylon não é muito comum no Brasil e se você acha que depois de 20 minutos de sol nós tiramos a blusa, engana-se. Nesta praia, nos demos conta que estávamos no sul da América do Sul, e que se viajássemos em linha reta em algum momento estaríamos no Pólo Sul… é frio, gente!!! Mas a vista é de tirar o fôlego!

No canto direito da foto tem um farol, vista comum no litoral uruguaio. Todas as cidades litorâneas pelas quais passamos têm um farol, sempre bonito e disponível para visita em alguns horários do dia.

A vista da praia e a vontade de por o pézinho na água fria!

A vista da praia e a vontade de por o pézinho na água fria!

Depois de uma voltinha na praia, fomos dar uma volta pelas ruas da cidade. Pequena e acolhedora, La Paloma é um ótimo refúgio para quem quer sossego, natureza e paisagens bonitas.

As ruas são de cascalho, conchinhas ou pedras. Poucos automóveis circulando.

As ruas são de cascalho, conchinhas ou pedras.

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Sem números!

As ruas são muito tranquilas, vimos poucos automóveis circulando por lá. Pudemos reparar também que as casas não têm números! Todas têm um “nome”, uma forma de identificar o morador – sempre com nomes de peixes, lugares, coisas da natureza. Esta ao lado direito é identificada como “Alua”, e tem uma lua acima da entrada.

Um rolê pelas ruazinhas e entramos no supermercado. Várias marcas são comuns, algumas coisas têm nomes diferentes em embalagens iguais às daqui. Os preços são muito parecidos com os nossos.

Cubano!

Cubano!

O rum cubano, por exemplo, é mais caro aqui do que no Uruguai (lá custa em média R$ 67,00). Fiquei tentada a comprar, mas não ia dar pra tomar todo esse rum e dirigir tudo o que tínhamos que dirigir ainda, né?! rs

Chá medicinal :)

“Reduce su tamaño”. Será?!

E os chás?! Ah, nós rimos muito! No Brasil existem leis que proíbem este tipo de “promessa medicinal” nos produtos. Já no Uruguai… esse chá ao lado é para redução do tamanho da próstata! Vimos chá para impotência, para emagrecimento, e diversos tipos de chá divertidos! 🙂

Essas diferenças podem parecer bobas, mas achamos que conhecer esta parte do dia a dia das pessoas faz diferença no final, no nosso “entendimento” do lugar que estamos visitando. A forma como elas vivem, como comem, o quê comem, quanto pagam, etc. faz parte da cultura de um povo, um país. Visitem os supermercados. É muito divertido!

Volto já com o outro post sobre o Uruguai.

Abraço, viajantes! 😉

Uma voltinha por Rio Grande

27 nov

Olá viajantes!

Antes de seguir viagem, já no planejamento, tínhamos dado uma olhadinha em Rio Grande, uma das últimas cidades do Rio Grande do Sul e uma das mais ricas do estado. Na cidade de Rio Grande está localizada a maior praia do mundo – a Praia do Cassino, com 200km de extensão. A economia da cidade é baseada na movimentação do porto e na indústria petrolífera.

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Conchas lindas, do tamanho de um punho, na praia!

Além do tamanho absurdo da Praia do Cassino, a beleza impressiona também: as águas são calmas, a faixa de areia é bem larga e muito limpa. Achamos essas “conchas” enormes em um pedaço da praia. Lindas, né?! Até trouxemos algumas de lembrança! 😉
Próximo ao porto, há uma das”plataforma” que tem mais de 3km mar adentro – o Passo dos Pescadores.

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Trilhos a perder de vista!

Se ficar com preguiça de andar, você pode pagar para ir em uma espécie de carrinho! Só vimos um carrinho, mas não deu tempo de perguntar. Nos disseram que o passeio custa cerca de R$ 20, e que no verão é bem movimentado!

Se decidir andar, preste atenção no mar: avistam-se botos e leões marinhos por aqui! 🙂

Entrada da Estação Ecológica do Taim

Seguindo viagem de Rio Grande até a nossa primeira parada Uruguaia, a cidade fronteiriça de Chuy, são 242km pela RS-471. IMPORTANTE: abasteça o carro!! Há um longo trecho de estrada sem postos de gasolina, o que pode causar problemas. Melhor prevenir, né?! 😉

No caminho, cruza-se a Estação Ecológica do Taim, criada em 21/07/1986 – são 32.038 hectares de área preservada. De um lado, ao longe, avista-se a Lagoa Mirim; do outro, um pouquinho mais perto, a Lagoa Mangueira. A estação não tem montes, montanhas nem nenhum tipo de relevo, deixando a bela paisagem à vista por muitos quilômetros. De vez em quando, um aviãozinho de agrotóxicos passa pelos campos de arroz.

Na área, há cerca de 230 espécies de pássaros, 70 de mamíferos e 60 de peixes. A estrada não tem muitas placas identificando os animais, então não podemos dizer aqui quais podem ser avistados do carro. A única espécie que conseguimos identificar foram as capivaras (centenas delas, por todos os lados!), e alguns gaviões. Mas vimos muitas, muitas aves por lá. Se for em um dia de sol, tranquilo, vale a pena parar para tirar umas fotos! 🙂

São muitos e muitos quilômetros em uma estrada plana e reta, em ótimas condições. A estrada não tem iluminação, então recomendamos passar por lá durante o dia. Para espantar o sono, uma música suave e bastante atenção na estrada: a velocidade máxima dentro da esec é de 60 km/h!

E se estiver com pressa, por favor, NÃO CORRA! São muitos animais e eles podem atravessar a pista a qualquer momento. Se você tiver sorte, não verá cenas como esta:

Mais uma vítima da alta velocidade. São muitos corpinhos na estrada! 😦

Caso queira visitar a estação, o telefone para informações no site da Secretaria de Turismo do RS é (53) 3503-3151 e, por e-mail, esec-taim.rs@icmbio.com.br.

Acho que a fronteira é aqui. Será?

Quase nem percebemos que passamos pela fronteira!

Passamos pelo Chuy já de noite, próximo às 21h, e os free shops já estavam fechando. Não deu para tirar fotos… e na verdade, nem vale a pena. São lojas imensas, lotadas de coisas maravilhosas e outras nem tanto. Nem preciso falar que as lojas têm produtos um tanto mais baratos do que aqui, né?! Valem muito a pena, mas você precisa estipular um valor máximo para gastar, senão o dinheiro vai que vai – lembre-se que você ainda tem vários dias de viagem pela frente, e muitos free shops virão! 😉 Todas aceitam cartões de crédito (internacionais), e pedem RG para registrar o número do seu documento antes de lhe entregar o comprovante fiscal.

Fomos parados no primeiro posto de Polícia Rodoviária do Uruguai. Lá nos perguntaram onde estávamos indo, pediram os documentos e preenchemos uma ficha de entrada.  O estranho foi a nula cortesia e a vontade mínima de se fazer entendido: falava rápido, mal nos olhou e tampouco orientou sobre o preencimento do formulário de entrada; um outro policial nos pediu para abrir o porta-malas, abriu as portas do carro e deu uma olhada no carro. Depois nos liberou. Este foi mais simpático, embora tenha nos perguntado se estávamos portando entorpecentes ou armas. 🙂

Entramos!!! A sensação de atingir o seu destino, mesmo que seja para conhecer uma cidade e voltar, é fantástica! Passamos por mais de uma cidade, claro, mas na primeira estrada uruguaia já tínhamos uma enorme sensação de objetivo cumprido e de liberdade!

Até o próximo post, viajantes! 😉

Praia do Guaraú – Peruíbe/SP

24 ago

Oláá viajantes!!

Cansados do marasmo da cidade, com saudades do mar e na iminência do aniversário da querida Fláávia, combinamos este fim de semana uma viagem rápida. Fomos para a Praia do Guaraú, em Peruíbe!

Praia do Guaraú - Peruíbe/SP

A Praia do Guaraú fica no litoral sul de São Paulo, situada entre a Serra do Mar e o Rio Guaraú, logo antes da Reserva Ecológica da Juréia – Itatins. Tem uma grande faixa de areia fina, águas claras e muitas ondas – vimos muitos surfistas por lá! 🙂

Como chegamos:

Mapa de estradas - Peruíbe

Saímos de São Bernardo do Campo na sexta feira à noite, por volta das 23:15. Como já estávamos na Via Anchieta, seguimos por ela mesmo (pedágio: R$ 18,50. Ai!). Mas sugerimos muuuito que você vá pela Rodovia dos Imigrantes. O valor que você vai pagar vai ser o mesmo, mas devido aos novos radares na Anchieta, a velocidade máxima permitida na serra é de 50 km/h, o que torna a viagem bem mais demorada!

Em Cubatão, pegue a Rodovia SP 055 (Padre Manoel da Nóbrega/Pedro Taques), e siga até Peruíbe. Segundo o Guia 4 Rodas, são 140 km de São Paulo até Peruíbe. No trevo de Peruíbe, siga à esquerda, por uma avenida looonga (Av. João Abreu), até a rotatória. Depois, fomos pela Av. Padre Anchieta até a Estrada do Guaraú. Contei 150km até o lugar onde nos hospedamos. Chegamos por volta de 1:20am.

Camping do Kojak

Nos hospedamos no Camping do Kojak, ou Guaraú Ecopousada, como vocês preferirem. O Kojak é um senhor muito “descolado”, pai de 22 filhos, cheio de energia e bom papo! A estrutura do camping conta com banheiros com chuveiro quente, área para camping gramada, varal, pontos de luz, churrasqueira e lago. Pudemos notar também que a vizinhança é bem calma e, se não tiver lugar pra estacionar no camping, dá pra parar na rua mesmo. Sem problemas. A diária do camping é R$ 15.

Nosso quartinho!

Desta vez, decicimos ficar em um dos quartos “standard”, pelo qual pagamos a bagatela de R$ 20 a diária (por pessoa). O quarto tinha banheiro, geladeira, ventilador de teto e tv. Para nós, foi TOP! rs

Como viajamos em 6 pessoas, nos dividimos e ficamos em 2 quartos, cada um com 3 pessoas. Mas tem quartos com beliche, para abrigar famílias ou vários amigos. Pergunte ao Kojak!

Fora a mega vantagem de ter uma geladeira à disposição para gelar as nossas bebidas, também tem a churrasqueira e uma cozinha comunitária. Detalhes no nosso guia de hospedagem, tá?

A praia é beeem bonita. Tem restaurante e padaria por perto. Não sei dizer para vocês como é em temporada, mas o Kojak jura que lota muito…

Vista do Costão

Para nossa imensa felicidade, a praia tem um costão rochoso do lado esquerdo. Andamos um bom tanto nele e achamos até uma piscina natural

Maaasss não dá pra ser tudo sempre perfeito. Fez um vento impressionante no fim de semana, o que tornou os nossos dias um pouco menos quentes… mas o sol estava lá para compensar tudo, afinal.

Yeah!!

Porque a gente se diverte em qualquer lugar. E você?

Abraços!!! E até!!!

p.s.: se você nããão gostou desse lugar, e prefere outro tipo de passeio, descolei um mapinha de Peruíbe no site da prefeitura. Confere aí:

Mapa da região.

P E da Serra do Mar – Núcleo Picinguaba

26 abr

Olá, viajantes!

Mapa do Núcleo Picinguaba

Para variar, aproveitamos o feriado para fazer mais uma trilha, valendo carimbo nos nossos queriidos passaportes, no Núcleo Picinguaba, em Ubatuba, a 40 km do centro.

O Núcleo conta com várias trilhas e passeios, que podem ser agendados na

Sede do Núcleo Picinguaba

sede, através do telefone (12) 3832-9011 e 3832-1397. Oooou, para mais informações, pesm.picinguaba@fflorestal.sp.gov.br.

A trilha que nos dava o carimbo no Passaporte (e a que dava tempo de fazermos), é a Trilha da Praia Brava da Almada, com extensão de 4,2 km e duração de 4 horas (nós fomos em 1h45 e voltamos em 45 min, e fizemos uma horinha na praia! rs). A trilha é monitorada, então você vai precisar de um guia (o nosso guia nos cobrou R$ 60 pela ida, ou R$ 70, ida e volta). Perto da sede, há duchas de água doce e uma lanchonete da comunidade do Picinguaba, onde se pode fazer um lanchinho antes ou depois da trilha, ou mesmo para quem vai passar o dia na praia e volta com fome.

No caminho, encontramos o belíssimo Guaiamum, espécie em extinção em algumas partes do nosso país (ao lado esquerdo, no caminho que vai para a praia, tem algumas tocas. Mas preste atenção, e não faça muito barulho se quiser vê-los!).

Guaiamum!

É, eu “roubei” essa foto no Google, porque as que tiramos não ficaram tão boas. Eles estavam dentro do mato, correndo e entrando nas tocas. Mas não é lindo?

Canto da Praia da Fazenda

Água pura e gelada!

A trilha começa no canto direito da Praia da Fazenda. Segundo o nosso guia, o Bira, a praia da Fazenda já foi utilizada para várias gravações de novelas e filmes, inclusive o brasileiro Caramuru, que foi gravado neste canto mostrado na foto acima. Tem uma bica de água doce, para quem quiser se “abastecer” antes de começar a subida.

A trilha tem vários trechos bem íngremes (afinal, você vai subir um morro para sair na praia, do outro lado), e uma vegetação bem interessante. Como estávamos com um guia, enchemos o cara de perguntas e até descobrimos que existe um creme antiinflamatório feito com a erva-baleeira, o Acheflan®, estudado pela Unicamp e comercializado pelo Laboratório Aché. Eba! Vamos valorizar nossas descobertas!

Depois de algum esforço, chega-se à Praia das Conchas.

Praia das Conchas - Praia da Fazenda ao fundo

Uma rápida pausa para descanso, e prosseguimos.

Depois de mais ou menos duas horas, entre paradas para perguntas e bate-papo, chegamos ao nosso destino: a Praia Brava da Almada!

Praia Brava da Almada

Não entendi muito bem porque ela é chamada de “Brava”. Talvez em dias de muito vento, as ondas fiquem mais fortes e talz. Encontramos alguns surfistas tentando a sorte com suas pranchas. Eu, particularmente, achei a praia uma delícia. Quase plana, dá para andar até a água bater na barriga e continuar vendo seus pés lá no fundo. Água claríssima!

Um "condomínio" de Ouriços!

A praia é ladeada por um costão rochoso.

Temos uma curiosidade grande por costões, porque a vista em si é sempre algo interessante. Neste, encontramos um “condomínio” de ouriços. Eram muitos, muitos! Ficamos até com vontade de pegar um, mas depois achamos maldade demais incomodar o bichinho. Mas trouxemos a foto para vocês! rs

Depois da caminhada nas pedras e do mergulho, era hora de voltar. O guia ofereceu-se (gentilmente), para ir com os rapazes buscar o carro na Praia da Fazenda, enquanto as meninas esperariam na praia, mas nós preferimos voltar pela trilha. Explico: logo depois da praia da Almada, na Rodovia Rio-Santos, há uma trilha por onde se pode descer até a praia Brava. Então é possível para você, caminhante cansado, aguardar o guia trazer o carro ao invés de voltar pela mata. Que tal?

Espero que tenham gostado!

Bjo e abraço, até a próxima!!!

São Sebastião/SP

26 nov

Feriado é mesmo tudo de bom! Ainda mais quando é prolongado, como foi este da Consciência Negra, dia 20/11, em São Paulo. Confesso que não havíamos planejado nenhuma viagem, mas a saudade do mar já estava batendo forte…

Eis que surge um dos queridos e lança: “Bora pra Boiçucanga?”. A oferta era tentadora, mas a grana anda meio curta… como a praia já é velha conhecida nossa (e muito querida, por sinal), decidimos apertar o botão “F” e vambora! Já havíamos comentado que conhecemos pouco das praias de São Sebastião, e estava na hora de visitá-las!

Muito sol, praia lotada!

Para quem nunca foi, Boiçucanga fica no municío de São Sebastião/SP, Litoral norte. É uma praia muito bonita e está ficando bem popular, pelo que vimos neste feriado. É também um bairro do distrito de Maresias, do mesmo município. Em tupi-gurani, Boiçucanga significa “cobra de cabeça grande” e recebeu este nome pela semelhança da formação montanhosa em seu canto esquerdo (não esta da foto, do outro lado).Olha aí a praia vazia!

Desta vez, fomos com um casal de amigos. Eles ficaram hospedados na Pousada Boiçucanga, que custou R$ 280,00 o período de 20/11 à 22/11, para o casal, com café da manhã incluso; nós, os campistas que não se importam com menos conforto, ficamos no Camping do Vovô Kida, que fica na beira da praia (falo mais sobre o camping na sessão “Onde ficar, onde não ficar”).

Nossos dias foram bem aproveitados, embora no sábado tenha chovido um pouco de manhã. Chegamos em Boiçucanga às 3h30 da sexta-feira. Dormimos e por volta das 10h fomos para a praia. Estava lotada! Tostamos no sol até aproximadamente 14h, quando fomos procurar um lugar para comer. A saber: Boiçucanga é uma praia consideravelmente desenvolvida, tem muitas lojas, restaurantes, um supermercado e um pequeno shopping, onde se pode tomar milkshake de Ovomaltine no Bob’s. Almoçamos por R$ 9,00 o PF.

De tarde, decidimos aproveitar o sol para visitar a Cachoeira do Ribeirão do Itu, já falei sobre ela no post que linkei aí, confiram. O estacionamento do Cícero é o que sempre usamos pra deixar o carro – ele cobrava R$ 5,00, mas agora aumentou pra R$ 8,00. Dêem uma chorada no preço pra ver se ele dá um desconto!

De noite, música no shopping, casquinha do Bob’s, conversas, risadas e sono!

Apesar de amanhecer garoando no sábado, pudemos aproveitar bem o dia. Não madrugamos nem nada, mas como estava calor ainda, decidimos visitar algumas praias da região. Começamos por Juqueí (ou Juquehy, ou Juquey, não sei – vi escrito de várias formas). A praia é muito bonita, mais plana do que as outras, com muitas pousadas e restaurantes. Também tem vários barzinhos, e rolam baladas à noite. Recomendamos. Uma pena que não tinha sol… não dá para vocês terem noção da beleza sobre a qual estamos falando.

Depois de Juqueí, almoçamos e paramos em Barra do Una. Sempre ouvi falar dessa praia, mas nunca tive a oportunidade de parar para conhecê-la. Barra do Una tem um grande rio, com entrada pelas duas margens. O rio encontra com o mar no final da praia, formando uma mistura muito interessante de cores e temperaturas nas águas.

É uma paisagem muito bonita!

O espaço entre uma margem e outra é bem vasto, mas vimos um homem cruzando à pé. Não quisemos tentar por vários motivos (principalmente por não saber se dava pé mesmo – Eric e eu não sabemos nadar – mas fica aí mais uma linda paisagem na memória.

Vi o salva-vidas o tempo todo na praia (pelo menos enquanto estávamos por lá), então achamos a praia bem segura. Várias famílias por ali, brincando com as crianças na água. O mar estava um pouco agitado, mas dava banho, conforme a bandeira verde da Cetesb, que vimos em todas as praias que visitamos. Não sabe do que eu estou falando? Clique aqui.

Pois bem, depois de Barra do Una, seguimos pela Rio-Santos até a Praia Preta. O acesso se dá por uma ruazinha, na beira da rodovia mesmo.

Fomos andar no costão rochosodo lado esquerdo da praia, logo na saída da trilha. Sem sol, as pedras estavam frias e boas para andar. A Vanessa (amiga da foto) não gostou muito da idéia… muitas baratinhas de praia passeiam pelas pedras, mas fogem assim que sentem a vibração dos nossos passos.

No dia seguinte, Maresias!

Maresias é a praia que o Luciano queria conhecer (nosso companheiro de viagem). Falada por todos por causa das ondas e dos campeonatos de surf, virou a “queridinha” de São Sebastião! São dezenas de condomínios de luxo, lojas de marcas famosas de roupas de surf, restaurantes e bares para todos os gostos e bolsos (e olha que conseguimos almoçar por R$ 12,00 cada). Pegamos um dia ótimo de praia – nem sol forte, nem nublado. Um “mormaço” que pedimos a Deus no dia anterior! 🙂

Com isso, somamos mais um post “Praias” e “Litoral Norte SP”. Espero que gostem. As fotos, como de costume, estarão no nosso álbum do Picasa.

Boa semana à todos e até!!!