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P E da Serra do Mar – Núcleo Picinguaba

26 abr

Olá, viajantes!

Mapa do Núcleo Picinguaba

Para variar, aproveitamos o feriado para fazer mais uma trilha, valendo carimbo nos nossos queriidos passaportes, no Núcleo Picinguaba, em Ubatuba, a 40 km do centro.

O Núcleo conta com várias trilhas e passeios, que podem ser agendados na

Sede do Núcleo Picinguaba

sede, através do telefone (12) 3832-9011 e 3832-1397. Oooou, para mais informações, pesm.picinguaba@fflorestal.sp.gov.br.

A trilha que nos dava o carimbo no Passaporte (e a que dava tempo de fazermos), é a Trilha da Praia Brava da Almada, com extensão de 4,2 km e duração de 4 horas (nós fomos em 1h45 e voltamos em 45 min, e fizemos uma horinha na praia! rs). A trilha é monitorada, então você vai precisar de um guia (o nosso guia nos cobrou R$ 60 pela ida, ou R$ 70, ida e volta). Perto da sede, há duchas de água doce e uma lanchonete da comunidade do Picinguaba, onde se pode fazer um lanchinho antes ou depois da trilha, ou mesmo para quem vai passar o dia na praia e volta com fome.

No caminho, encontramos o belíssimo Guaiamum, espécie em extinção em algumas partes do nosso país (ao lado esquerdo, no caminho que vai para a praia, tem algumas tocas. Mas preste atenção, e não faça muito barulho se quiser vê-los!).

Guaiamum!

É, eu “roubei” essa foto no Google, porque as que tiramos não ficaram tão boas. Eles estavam dentro do mato, correndo e entrando nas tocas. Mas não é lindo?

Canto da Praia da Fazenda

Água pura e gelada!

A trilha começa no canto direito da Praia da Fazenda. Segundo o nosso guia, o Bira, a praia da Fazenda já foi utilizada para várias gravações de novelas e filmes, inclusive o brasileiro Caramuru, que foi gravado neste canto mostrado na foto acima. Tem uma bica de água doce, para quem quiser se “abastecer” antes de começar a subida.

A trilha tem vários trechos bem íngremes (afinal, você vai subir um morro para sair na praia, do outro lado), e uma vegetação bem interessante. Como estávamos com um guia, enchemos o cara de perguntas e até descobrimos que existe um creme antiinflamatório feito com a erva-baleeira, o Acheflan®, estudado pela Unicamp e comercializado pelo Laboratório Aché. Eba! Vamos valorizar nossas descobertas!

Depois de algum esforço, chega-se à Praia das Conchas.

Praia das Conchas - Praia da Fazenda ao fundo

Uma rápida pausa para descanso, e prosseguimos.

Depois de mais ou menos duas horas, entre paradas para perguntas e bate-papo, chegamos ao nosso destino: a Praia Brava da Almada!

Praia Brava da Almada

Não entendi muito bem porque ela é chamada de “Brava”. Talvez em dias de muito vento, as ondas fiquem mais fortes e talz. Encontramos alguns surfistas tentando a sorte com suas pranchas. Eu, particularmente, achei a praia uma delícia. Quase plana, dá para andar até a água bater na barriga e continuar vendo seus pés lá no fundo. Água claríssima!

Um "condomínio" de Ouriços!

A praia é ladeada por um costão rochoso.

Temos uma curiosidade grande por costões, porque a vista em si é sempre algo interessante. Neste, encontramos um “condomínio” de ouriços. Eram muitos, muitos! Ficamos até com vontade de pegar um, mas depois achamos maldade demais incomodar o bichinho. Mas trouxemos a foto para vocês! rs

Depois da caminhada nas pedras e do mergulho, era hora de voltar. O guia ofereceu-se (gentilmente), para ir com os rapazes buscar o carro na Praia da Fazenda, enquanto as meninas esperariam na praia, mas nós preferimos voltar pela trilha. Explico: logo depois da praia da Almada, na Rodovia Rio-Santos, há uma trilha por onde se pode descer até a praia Brava. Então é possível para você, caminhante cansado, aguardar o guia trazer o carro ao invés de voltar pela mata. Que tal?

Espero que tenham gostado!

Bjo e abraço, até a próxima!!!

P.E. da Serra do Mar – Núcleo Caraguatatuba!

8 abr

Olá, viajantes! Muito bom estar de volta!! E melhor do que estar de volta é ter novidades para contar!

Para quem não vai para a praia só por causa da praia…

Nesta Páscoa, decidimos retomar um projeto em andamento há algum tempo, o “Trilhas de São Paulo” (Não sabe o que é? Clique aqui!). O destino escolhido para este feriado foi Ubatuba, onde fizemos as trilhas no Parque Estadual da Serra do Mar, núcleos Caraguatatuba e Picinguaba.

P.E. da Serra do Mar - Núcleo Caraguatatuba

Saímos de São Paulo às 4 horas do dia 02 de abril (sexta),  pela Via Dutra, sentido Rio de Janeiro e depois seguimos pela Rodovia dos Tamoios. Pegamos um pouco de trânsito, mas conseguimos chegar ao nosso destino na hora marcada.

Tivemos que perguntar três vezes antes de achar o Parque, já que há uma única placa (logo na saída da Tamoios ). Bom, vejam se é possível entender:

1 – Pela Rodovia dos Tamoios, na saída alternativa sentido Ubatuba (esquerda), vire a primeira à esquerda, depois a primeira à direita, até encontrar uma farmácia. Siga a rua da farmácia até o fim; ou

2 – Se já estiver no centro de Caraguá, pergunte pelo supermercado Assai e siga a rua dele direto. No final dela, pergunte a um morador.

Enfim, o acesso não é tão claro assim, mas conseguimos chegar. Fomos muito bem recebidos pelo monitor Diego (o da foto acima), com o qual havíamos agendado a trilha alguns dias antes (Obrigada, Flávia! rs).

Área para visitantes

Área para visitantes

O Parque é bem estruturado, limpo. Logo na entrada, tem um espacinho para parar os carros, um quioscão para lanches (que você leva, claro), e banheiros. Também tem um centro de visitantes onde é possível reservar a sala de palestras, uma sala com várias informações sobre a Mata Atlântica e as dependências do Parque Estadual da Serra do Mar (sabiam que ele abrange 23 municípios?!), e uma sala utilizada pelo projeto “Criança Ecológica” (vou ver se falo sobre ele em outro post, ok?).

Escolhemos Caraguá pela proximidade, mais uma vez. No parque, pudemos

Pinnus

observar várias árvores que não pareciam nativas, os “pinnus“. O guia nos explicou que, em março de 1967 Caraguatatuba sofreu com uma grande catástrofe, chamada por eles de “Tromba D’água”: dois dias de chuva fizeram morros inteiros desmoronarem, cobrindo a cidade inteira com lama, árvores e muita água. Oficialmente, foram 500 mortos e mais de 3.000 desabrigados… pois bem, como forma de firmar a terra sobre os morros, foram plantadas várias mudas de pinnus, para que as árvores pudessem absorver a água do solo e torná-lo mais firme. Na época funcionou muito bem, mas agora os pinnus estão absorvendo mais água do solo do que deveriam, e fazendo com o que o solo ao redor deles torne-se árido.

Bambus - cuidaado!

Também aprendemos com o nosso guia que os bambus, frequentemente vistos em áreas de mata atlântica, foram plantados na época de reflorestamento antes ocupadas por plantações. Eles são abrigo de vários animais, principalmente de ratos e, claro, do predador natural dos ratos, as cobras.

Muito cuidado com os bambuzais!!! rs

Verde e água: tudo de bom 😉 !

A trilha que dá o carimbo no passaporte Trilhas de São Paulo é a Trilha do Poção, de 3,5 km ida e volta e duração média de 4 horas. Os horários para agendamento são às 9h e às 13h. Ao longo da trilha, cruza-se o Rio do Ouro (que dá nome ao bairro) e o Ribeirão Mantegueira.

Os telefones do Núcleo, para quem quiser agendar, são (12) 3882-3166/ 3882-5999. A unidade atende das 8h às 17h.

Travessia do Rio do Ouro

Apesar de termos enfrentado 5 horas de estrada para chegar até Caraguá, achamos a trilha muito tranquila e agradável. Alguns trechos, como a travessia do Rio, requerem um pouco mais de atenção, mas com um pouquinho de cuidado, chega-se ao outro lado sem tomar banho nem tombo! rs

À propósito, cruzamos dois rios e perguntamos o porquê dos nomes, para dizer pra vocês. O Rio do Ouro – nome dado porque um escravo achou neste rio uma pepita de ouro, a única pepita de ouro encontrada no rio (!!), e o Ribeirão Mantegueira – nome dado devido à espuma formada nas suas corredeiras.

A recompensa sempre vem no final, não é?! A Cachoeira da Pedra Redonda é boa para quem gosta de mergulhar: tem uma piscina natural de 2m de profundidade. Para quem não gosta, ou não sabe, a vista também compensa a caminhada!

Cachoeira da Pedra Redonda

Boa noite viajantes! Até a próxima!!

SEMPRE ACONTECE, MAS E DAÍ???

2 nov

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SEMPRE ACONTECE MESMO!!!

Primeiro que nós temos um problema seríssimo com horário, temos um delay crônico de 2 horas (no mínimo!!!), e segundo (e mais grave) que, embora estejamos “tentando” cumprir o Programa Trilhas de São Paulo, das oito que já fizemos, esquecemos o passaporte em quatro. Exatamente 50%, dá pra acreditar?

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Esquecemos!!!

Os visitantes do nosso blog que também estão fazendo as trilhas sabem bem a frustração que dá procurar na mochila e nada!!!

O fato é que nosso passaporte fica parecendo uma agenda de adolescente: cheio de papéizinhos amassados e encardidos  colados nele, kkkkk!!!

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Esquecemos de novo!!!

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E pra variar...

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Esquecemos de novo!!!

O engraçado é que a gente se programa semanas antes.  Há toda uma logística minuciosamente planejada, que envolve água, lanche de trilha, rotas e  estacionamentos.
Agora nos perguntem: funciona??? Claaaaro que não!!! Kkkkkkkkkk!!!!
Mas não faz mal, nem estamos ligando pra mochila ou camiseta e do jeito que somos organizados, é bem possível que perdamos esse livrinho! Apreciamos o programa porque ele coincide com nosso objetivo, nos dá um roteiro e organiza nossas preferências. Na verdade a gente precisa de um motivo pra justificar nossas viagens, uma razão pra sair por aí quando na verdade deveríamos economizar o último centavo, e o Programa Trilhas de São Paulo nos dá 40 bons motivos. Olha que tudo: 40 justificativas incontestáveis , que nos “obrigam” a fazer uma coisa que nem gostamos: viajar por paisagens incríveis! Não é tudo de bom??? Bjs gente!

CAMPOS DO JORDÃO – A outra face

23 out

IMG_1772Oi gente!!!

No post anterior, descrevemos a face mais bela de Campos do Jordão: 1/3 do município dentro de um parque muito bem gerido e  preservado. Agora vamos continuar a contar a história dessa viagem (11/10/2009), mas desta vez nos vemos obrigadas a meter o pau na Suíça Brasileira por causa de sua outra face, degradada e poluída.

SUIÇA BRASILEIRA??? Até onde a gente sabe, existem sim favelas na Europa, principalmente em Madrid, França e Itália,  mas na Suíça não. Já em  Campos do Jordão  sabemos de pelo menos 5: Britador,  Vila Albertina, Vila Santo Antonio, Monte Carlo e Cachoeirinha. Todas em zona de risco de desabamento, então… alguém pode explicar a piada???

Depois de fazermos as trilhas ainda sobravam umas horinhas no nosso dia,  decidimos seguir o conselho do esquilo e “conhecer mais”. As placas indicavam duas cachoeiras  na avenida Pedro Alves Pereira , a cerca de 6 km do centro. O que vimos ali nos deixou pasmas:
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???

???

– Cachoeira dos Amores, Simplesmente NÃO EXISTE!!! Gente, é apenas uma placa numa curva da estrada! Em frente à placa e a uns 4 metros  barranco abaixo, se enxerga um desnível no rio, uma pequena corredeira de talvez uns 50 a 80 cm de queda, parcialmente obstruída pelo lixo (ou formada por ele, vai saber!).  Detalhe: não há acesso (nem escada, nem trilha, nem nada), só a placa.
IMG_1764– Cachoeira Véu da Noiva, Simplesmente IMUNDA e FEDORENTA!!! Do estacionamento já é possível sentir o cheiro de esgoto, mas a medida que se aproxima da cachoeira o cheiro fica insuportável. A quantidade de lixo acumulada nas margens  é absurda, mas o que assusta mesmo é a cor e o fedor da água. A cachoeira é bonita, deve ter uns 2 metros de queda e bastante volumosa, mas não dá pra ficar perto.  Em suas margens está o Tiago’s Music Bar (12)36636431, um boteco com dois palcos, lareira, e etc,  famoso por sua porção de bolinhos de truta e pela vista para a cachoeira. Quando ligamos e perguntamos se o movimento do bar não foi afetado pelas condições da água, nos responderam que não, o faturamento vai muito bem obrigado e que a conservação do local é responsabilidade da prefeitura. Perguntamos se eles não podem pelo menos o lixo das margens (quintal do bar) pra não prejudicar a vista e disseram que não. Dá pra acreditar?!!
Cachoeira Véu da Noiva

Cachoeira Véu da Noiva

No caminho de volta nossa indignação crescia à medida que líamos as faixas auto-promocionais espalhadas pelos bairros Abernéssia e Vila Capivari:

Catinga e lixo!!!

Catinga e lixo!!!

“Bem-vindo à Suíça Brasileira”; “Campos do Jordão, Conheça mais”; “Campos do Jordão, acima de suas preocupações”; “Cidade das Águas Murmurantes”; blá blá blá e etc. Que águas murmurantes? Gente, desde quando cocô fala???

Há duas semanas estamos ‘a fim de saber a verdadeira verdade’:

Secretaria do Turismo (12)3664-3525: diz que a Cachoeira dos Amores é um dos saltos que fazem parte da Cachoeira Véu da Noiva (???) e quando questionada sobre as péssimas condições da água e lixo acumulado, orienta a ligar para Secretaria de Meio Ambiente;

Secretaria de Meio Ambiente  (12)3662-3526: orienta a pedir informações na Secretaria de Obras e Vias Públicas;

Secretaria de Obras e Vias Públicas (12)3664-5100: orienta a pedir informações na SABESP;

SABESP (12)3663-3200 – finalmente alguém explicou alguma coisa:

  1. Lamentavelmente Campos de Jordão despeja o esgoto in natura (100% sem tratamento) em seus córregos e rios;
  2. Embora a rede coletora já tenha sido construída e esteja pronta para captar o esgoto de toda cidade, ainda falta a construção da E.T.E. (Estação de Tratamento de Esgotos). O projeto encontra-se em fase de licitação, desapropriação e indenização de área  e o prazo previsto para a o início de seu funcionamento é Janeiro/2012, quando começa o caro processo de despoluição dos rios.

O local onde seria instalada a ETE inicialmente foi interditado por interesse de grupos políticos, imobiliários e ambientais, e dada a existência de poucas áreas planas e fora de mananciais, a demora se estende e as condições ambientais apenas se agravam, mas isso não é o pior de tudo, a má notícia é que , esses córregos que carregam todo o esgoto da cidade (como o Ribeirão Capivari), desembocam no Rio Sapucai que alimenta a Bacia do Prata, abastecendo cerca de 46 municípios do Sul de Minas.

Como desgraça pouca é bobagem, não é apenas o cocô dos 50 mil habitantes (IBGE-2006)  que polui a água utilizada por mineiros. A cidade recebe  cerca de 1,2 milhão de turistas por ano.

Estamos tão sensibilizadas com essa situação que pensamos em encabeçar um movimento :

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“PROTEJA O MEIO AMBIENTE, SE VOCÊ FOR A CAMPOS DE JORDÃO ATÉ 2012, POR FAVOR NÃO FAÇA O NÚMERO  2 “

Infelizmente não vimos nada de especial além do crime ambiental que acontece ali e também não ouvimos nada, mas se é verdade que as águas murmuram alguma coisa, devem cantar Cazuza:

“…a burguesia fede
a burguesia quer ficar rica
enquanto houver burguesia
não vai haver poesia…”

Embora tenhamos optado pela ironia e deboche para tratar do assunto, de tudo que  já vimos em nossas viagens, isso foi realmente o mais triste. Bjs gente!

P.E. de Campos do Jordão/SP

15 out

Olá!

Chegou mais um feriado e a nossa viagem foi mesmo planejada de última hora, desta vez. Pretendíamos voltar ao PETAR, mas a situação financeira atual não é lá essas coisas. Então, optamos por um lugar mais próximo para trilhas. O local escolhido foi o Parque Estadual de Campos do Jordão, mais conhecido por lá como “Horto Florestal”.

Fomos pela Via Dutra, seguindo até o km 132, depois pela SP 123 até Campos do Jordão. São mais ou menos R$ 9,00 de pedágio.

Mapa do P E de Campos do Jordão

Mapa do P E de Campos do Jordão

O parque é bem amplo e, pelas informações do folheto que recebemos na entrada, ocupa cerca de um terço do município. Pagamos R$ 5,00 para entrar e mais R$ 5,00 para estacionar o carro. Estudantes pagam meia e pessoas com mais de 60 anos não pagam.

Planejamos para este dia 2 trilhas: a Trilha dos Campos, de 3km, e a Trilha da Cachoeira, de 4,7 km (ida e volta). Conforme nos disseram no balcão de informações, a Trilha dos Campos termina logo no caminho da Trilha da Cachoeira, não sendo necessário voltar (por isso, 3 km são só ida).

Início da Trilha dos Campos.

Início da Trilha dos Campos.

A Trilha dos Campos nos decepcionou um pouco… as subidas são razoávelmente íngremes e de vegetação rasteira. Não há muito para ver senão os “mirantes naturais”, que remetem quase sempre à mesma paisagem.

P E Campos do Jordão 010Segundo as informações da trilha, a flora dos “Campos de Altitude” (formações abertas não florestais que ocorrem à partir dos 1200 m de altitude), é formada principalmente por bambuzinhos, bromélias, orquídeas, velosiáceas, capins, sempre-vivas, musgo e líquens. Acostumados que estamos com matas úmidas e em altitudes menores, estranhamos demais a vegetação. A trilha muda um pouco após aproximadamente 1,5km.

1,5km e, ufa! Árvores!

1,5km e, ufa! Árvores!

As árvores nos deram um certo alívio, porque no morro estava sol e fazia muito calor. Mas as subidas continuavam, mesmo sob a proteção das árvores. Bebemos muita água! rs

Depois das árvores, descemos aproximadamente 1km, no caminho

Instituto de Pesca

Instituto de Pesca

“mato-terra”. No fim da descida, encontramos o “Instituto de Pesca”, com vários tanques onde são criadas trutas-rosa. Lembrou-nos o trutário de Visconde de Mauá…

O Instituto de Pesca não está aberto à visitação pública, mas na frente da grade tem placas constando a espécie da truta e como se dá o ciclo de vida e a fecundação.

Terminada a Trilha dos Campos, seguimos para a Trilha da Cachoeira. São 4,7 km de trilha, ida e volta, sendo possível ir e voltar por caminhos diferentes (em partes). A trilha é de pedras e terra, e vimos muitas crianças seguindo por ela de bicicleta. Não é difícil – o caminho é agradável e cercado de árvores. Ao final dele, chega-se à cachoeir e é possível chegar até sua parte mais alta.

Cachoeira

Cachoeira

A cachoeira é bonita e, em dias de calor, acho que até dá para arriscar um banho. Preferimos a parte alta, onde se pode sentar nas pedras, conversar um pouco e descansar da trilha.

O caminho de volta também foi bem agradável – o caminho “alternativo” para a sede é ladeado por um rio. A possibilidade de caminhar com água murmurando ao lado da trilha é ótima e torna a volta menos cansativa e mais rápida. Desta vez, nenhum bicho na trilha (nem fofinhos e engraçados, nem  nojentos!).

Ao fim de tudo, ganhamos mais 2 carimbos no passasporte Trilhas de São Paulo, e agora só faltam 32 trilhas!!! E vimos que Campos do Jordão tem um pouco a mais para oferecer do que Capivari.

Boa Diversão e até!!

P.E. do Jaraguá – São Paulo/SP

28 set

Este post inaugura o novo layout! Já que último post foi sobre o eco4planet, escolhi um tema de fundo escuro (fica mais condizente com a nossa proposta! rs). Espero que gostem!

Mapa do Parque

Mapa do Parque

A nossa visita ao Parque Estadual do Jaraguá nos rendeu dois carimbos nos nossos passaportes. Foi uma visita surpreendente, do começo ao fim.

Chega-se ao parque pela Rodovia Anhanguera (cujo acesso está em obras –

As antenas e a neblina

As antenas e a neblina

tivemos que fazer um pequeno desvio, que nos custou uns 10 minutos a mais), no km 18. Siga as placas sentido “Jaraguá” ou “City Jaraguá”. Já na Estrada Turística do Jaraguá, siga as placas “Pico do Jaraguá”. O parque tem duas entradas: a primeira é para quem pretende subir ao Pico de carro; a outra dá acesso à outra parte do parque, onde estão as entradas das trilhas, área para churrasco, lanchonete e a guarita do parque.

Macaco Prego

Macaco Prego

Começamos a caminhada pela Trilha do Pai Zé, que tem 3,6 km de extensão (ida e volta). Prestando bem atenção na trilha e ouvindo o silêncio da mata, você poderá apreciar vários amiguinhos como este aí do lado. Vimos macacos prego na maior parte da trilha, onde havia vegetação densa. Demoramos média de 1h15, 1h30 para subir. A trilha leva ao Pico do Jaraguá e suas duas aaaltas antenas, que podem ser vistas de várias partes da cidade de São Paulo.

Neblina!

Neblina!

Infelizmente para nós, São Pedro aprontou uma das boas e não nos deixou curtir a vista da trilha, que deve ser bem bacana nos dias de sol: tava uma neblina lascada. E não se enganem se pensam que era fim de tarde – essa foto foi tirada por volta das 13h.

Mais um amiguinho!

Mais um amiguinho!

Depois de terminar a nossa tão querida trilha, detentora do nosso 5° carimbo, e como ninguém é de ferro, decidimos parar para um lanchinho.

Pausa para o lanche!

Pausa para o lanche!

Estávamos então no Pico do Jaraguá – lanchonete, banheiros, mirante, escadaria imensa para a antena mais alta e … macacos! rs Sim, eles estão por tooooda a parte mesmo. Se bobear, até nos banheiros!

A vista do Mirante

A vista do Mirante

No mirante, consta a informação de que o Pico do Jaraguá é o ponto mais alto da cidade de São Paulo, com altitude média (?) de 900m e máxima de 1135m. Então, o que se vê lá de cima são casas, prédios, mais casas, algumas indústrias, conjuntos habitacionais e o aterro Bandeirante.

Quando descemos da trilha do Pai Zé (acredite, a descida é feita com tanto cuidado quanto a subida, por causa dos degraus), fomos procurar uma outra trilha, que também vale carimbo no passaporte Trilhas de São Paulo: a Trilha do Silêncio.

Nós e a Trilha do Silêncio

Nós e a Trilha do Silêncio

A Trilha do Silêncio foi inaugurada este ano, pelo secretário do meio ambiente do estado de São Paulo e pelo governador, José Serra. É uma trilha curta, com 828m de extensão. O que a torna especial é o fato de ser adaptada para pessoas com deficiência – o chão é de madeira, largo, com corrimão dos dois lados e placas com os nomes das árvores escritas em Braille. A trilha é curta, mas deliciosa. Pode-se apreciar com calma algumas espécies de árvores nativas da Mata Atlântica, inclusive o palmito Jussara, tão querido por nós.

Não resistimos!!!

Não resistimos!!!

Apesar dos avisos “Não alimente os animais”, parece que ninguém respeita a regra por lá. Os macacos estão acostumados a ganhar comida, e um deles, inclusive, desceu para nos pedir comida e ficou em pé (é, a foto não saiu boa porque eles são beeem rápidos e ariscos! rs). Como andam em bando, é bom que você leve comida o bastante para todos! E, por favor, caso queira mesmo alimentar os bichinhos, leve frutas (tínhamos uma banana, que sobrou do lanche!!! rs). Nada de ficar entuxando os bichinhos com pão, salgadinhos e essas tranqueiras que comemos!

Depois de toda essa caminhada, você pode sentar em um dos banquinhos próximos ao lago e apreciar a paisagem!!!

P E Jaraguá 054

Por causa do mau tempo e da distância, esperávamos muito menos deste passeio do que ele nos deu… os macacos são bichinhos ótimos e fazem desta trilha um passeio muito divertido! 😀

Espero que apreciem tanto quanto nós.

Abraço à todos e até a próxima!!!

Ilhabela/SP

22 set

Vista maravilhosa!

Vista maravilhosa!

Há muita coisa para fazer na Ilhabela, tanto para quem pode gastar um pouco mais quanto para quem está viajando com os trocados contados (estamos no segundo grupo, por enquanto! rs). O nosso feriado foi relativamente curto, já que tivemos que deixar a ilha mais cedo, por conta do já esperado trânsito e também de um pequeno acidente com uma panela de água fervente e minha cunhada (história feia, deixemos para depois).

Chegamos sábado de madrugada, foram 4 horas de viagem, saindo de São Caetano do Sul. Não pegamos trânsito, mas paramos duas vezes na estrada. Montamos a barraca e fomos em busca do Parque Estadual de Ilhabela, onde fizemos a Trilha da Água Branca. De tarde, almoço e descanso, porque ninguém é de ferro! 😀 Janta? Churrasco, R$ 7,00 por pessoa, “com Mastercard”!

No domingo, acordamos cedo para poder aproveitar a praia. Visitamos duas, embora o tempo estivesse um pouco nublado.

Praia do Jabaquara, sem sol.

Praia do Jabaquara, sem sol.

O mais bonito é que, mesmo sem sol, o mar ainda é verde. Ou seria azul?

Praia do Jabaquara, com sol!

Praia do Jabaquara, com sol!

A praia do Jabaquara foi a praia mais distante que tivemos coragem de ir

O lugar onde o riozinho deveria estar... estranho...

O lugar onde o riozinho deveria estar... estranho!

com nossos carros comuns. Me parece que é a última. À próxima (praia da Fome), só se chega por trilha.

De um lado, você vê um costão rochoso imenso, mas só dá para andar sobre as pedras até determinado trecho, depois as pedras ficam muito verticais e próximas à arrebentação; do outro, costumava correr um riozinho, que não estava mais lá desta vez (não sabemos o porquê, talvez seja um daqueles intermitentes…). Seguindo pela estrada, sentido norte, você pode deixar o carro em um dos 3 estacionamentos, com placas indicando os valores (R$ 5,00, R$ 10,00 e R$ 10,00), ou no estacionamento do restaurante que fica na praia. Deixamos no de R$ 5,00 mesmo, e descemos a estradinha para a praia à pé.

A foto com tempo nublado foi tirada agora no feriado de 7 de setembro, da ponta da praia. A outra com sol, foi tirada em janeiro, quando estivemos por lá, da estrada.

Saindo da praia do Jabaquara, fomos para uma das minhas prediletas: a praia da Pedra do Sino! O nome curioso deve-se ao fato de algumas pedras, quando golpeadas com um martelo, soam como sinos. A praia é tranquila, sem ondas, ótima para ir com crianças.  Você vai andando e afunda beeem aos pouquinhos. Curiosamente, só uma vez estive nela com sol e não tinha máquina para tirar fotos… vou ficar devendo! Mas essa praia tem algo que gostamos muito: costão rochoso!

Peeedras!!!

Peeedras!!!

Andando sobre as pedras, fomos um tanto longe da praia. Observando

Carangueijinho fashion!

Caranguejinho fashion!

atentamente o mar, vimos tartarugas marinhas por ali. Achamos lindo!!! São muito rápidas e por isso não consegui tirar fotos para mostrar para vocês mas, se acaso visitarem esta praia, tirem alguns minutos para observar o mar, das pedras. E prestem atenção às manchas escuras, que se movem na água! 😛

Também vimos um caranguejo muito do bonito, com patas vermelhas!

De noite, demos uma volta na Vila, onde se concentram muitas lojinhas e lojonas, para todos os gostos e bolsos. Também há restaurantes onde se come desde PFs, até pizzas e pratos com diversos frutos do mar.

No dia seguinte, segunda-feira, São Pedro finalmente nos deu uma folga e pudemos pegar um solzinho. Fomos à Praia Grande!

Praia Grande!!!

Praia Grande!!!

A Praia Grande é linda! Uma mistura de pedras, praia de tombo, riozinho, espaço para tomar sol e uns quiosques com preço justo. De frente para a praia, há um camping chamado Canto Grande. Da última vez que consultamos, a diária era R$ 30,00, e tem um restaurante onde o PF saía por R$ 12,50. Só tome cuidado, pois a praia é de tombo, com o chão um pouco irregular. Pelas pedras ou por uma trilha no canto direito da praia, chega-se à praia do Julião, não muito distante.

Pôr do sol, da balsa.

Pôr do sol, da balsa.

E é claro que a ilha se despede de você com um pôr do sol fantástico! Esta foto foi tirada na balsa, quando já estávamos deixando a “Ilha dos Sonhos” para voltar à nossa dura e “cruel” realidade! rs

Obrigada aos que lêem e comentam. Obrigada aos que lêem e não comentam. Obrigada aos que vem só para ver as fotos.

Abraço à todos, até a próxima!