P.E. de Campos do Jordão/SP

15 out

Olá!

Chegou mais um feriado e a nossa viagem foi mesmo planejada de última hora, desta vez. Pretendíamos voltar ao PETAR, mas a situação financeira atual não é lá essas coisas. Então, optamos por um lugar mais próximo para trilhas. O local escolhido foi o Parque Estadual de Campos do Jordão, mais conhecido por lá como “Horto Florestal”.

Fomos pela Via Dutra, seguindo até o km 132, depois pela SP 123 até Campos do Jordão. São mais ou menos R$ 9,00 de pedágio.

Mapa do P E de Campos do Jordão

Mapa do P E de Campos do Jordão

O parque é bem amplo e, pelas informações do folheto que recebemos na entrada, ocupa cerca de um terço do município. Pagamos R$ 5,00 para entrar e mais R$ 5,00 para estacionar o carro. Estudantes pagam meia e pessoas com mais de 60 anos não pagam.

Planejamos para este dia 2 trilhas: a Trilha dos Campos, de 3km, e a Trilha da Cachoeira, de 4,7 km (ida e volta). Conforme nos disseram no balcão de informações, a Trilha dos Campos termina logo no caminho da Trilha da Cachoeira, não sendo necessário voltar (por isso, 3 km são só ida).

Início da Trilha dos Campos.

Início da Trilha dos Campos.

A Trilha dos Campos nos decepcionou um pouco… as subidas são razoávelmente íngremes e de vegetação rasteira. Não há muito para ver senão os “mirantes naturais”, que remetem quase sempre à mesma paisagem.

P E Campos do Jordão 010Segundo as informações da trilha, a flora dos “Campos de Altitude” (formações abertas não florestais que ocorrem à partir dos 1200 m de altitude), é formada principalmente por bambuzinhos, bromélias, orquídeas, velosiáceas, capins, sempre-vivas, musgo e líquens. Acostumados que estamos com matas úmidas e em altitudes menores, estranhamos demais a vegetação. A trilha muda um pouco após aproximadamente 1,5km.

1,5km e, ufa! Árvores!

1,5km e, ufa! Árvores!

As árvores nos deram um certo alívio, porque no morro estava sol e fazia muito calor. Mas as subidas continuavam, mesmo sob a proteção das árvores. Bebemos muita água! rs

Depois das árvores, descemos aproximadamente 1km, no caminho

Instituto de Pesca

Instituto de Pesca

“mato-terra”. No fim da descida, encontramos o “Instituto de Pesca”, com vários tanques onde são criadas trutas-rosa. Lembrou-nos o trutário de Visconde de Mauá…

O Instituto de Pesca não está aberto à visitação pública, mas na frente da grade tem placas constando a espécie da truta e como se dá o ciclo de vida e a fecundação.

Terminada a Trilha dos Campos, seguimos para a Trilha da Cachoeira. São 4,7 km de trilha, ida e volta, sendo possível ir e voltar por caminhos diferentes (em partes). A trilha é de pedras e terra, e vimos muitas crianças seguindo por ela de bicicleta. Não é difícil – o caminho é agradável e cercado de árvores. Ao final dele, chega-se à cachoeir e é possível chegar até sua parte mais alta.

Cachoeira

Cachoeira

A cachoeira é bonita e, em dias de calor, acho que até dá para arriscar um banho. Preferimos a parte alta, onde se pode sentar nas pedras, conversar um pouco e descansar da trilha.

O caminho de volta também foi bem agradável – o caminho “alternativo” para a sede é ladeado por um rio. A possibilidade de caminhar com água murmurando ao lado da trilha é ótima e torna a volta menos cansativa e mais rápida. Desta vez, nenhum bicho na trilha (nem fofinhos e engraçados, nem  nojentos!).

Ao fim de tudo, ganhamos mais 2 carimbos no passasporte Trilhas de São Paulo, e agora só faltam 32 trilhas!!! E vimos que Campos do Jordão tem um pouco a mais para oferecer do que Capivari.

Boa Diversão e até!!

Anúncios

6 Respostas to “P.E. de Campos do Jordão/SP”

  1. Flávia 15/10/2009 às 15:33 #

    Os monitores são muito educados e o atendimento é ótimo. O parque na verdade é uma área tombada para a preservação da Serra da Mantiqueira, antigamente foi uma fazenda militar, palco de batalhas ferozes entre paulistas e mineiros durante a Revolução Constitucionalista de 1932. Até hoje ainda são encontrados projéteis na Trilha da Trincheira (atualmente fechada ao público). Do alto da Trilha dos Campos avista-se a antiga vila militar, hoje habitada pelos funcionários do parque. Essas casas, como todas as outras construções do parque (com exceção do Instituto de Pesca), são construídas em madeira e pintadas de preto e verde, que segundo a informação dos guias, essas cores favorecem a camuflagem na floresta e causam menor impacto visual. Ainda sobre trilhas, há várias outras no parque (que não valem carimbo do Programa Trilhas de S.Paulo): Trilha do Rio Sapucaí, Trilha do Rio Garalhada, Trilha das 4 Pontes , Trilha Monteiro Lobato e Trilha da Cachoeira Celestina. Uma outra trilha ainda está sendo mapeada, a Trilha da Cachoeira Diamante, distante 4km da sede . Em parceria com a iniciativa privada e prefeitura, o parque desenvolve o o Projeto Meninos Ecológicos, trabalhando Educação Ambiental e profissionalização com jovens de 14 a 18 anos.
    Gente, dá pra programar dois dias bem cheios de atividades só dentro do parque, inclusive fazendo as refeições lá mesmo – especialidade do restaurante: “Truta Grelhada com Batata Assada”, e se sobrar um tempinho (e R$ 20,00), você ainda pode fazer arborismo no Bosque do Silêncio – dois circuitos com duração de 1h30min. Com certeza essa é a face mais bonita de Campos de Jordão!
    Bjo gente!

  2. Ricardo 16/10/2009 às 17:50 #

    Olá povo,

    Fazia tempo que não os visitava. Adorei o novo visual do blog. Mó chique, hein?
    Parabéns!!!!!!!!!
    E quanto a fazermos passeios naturebas, bem, quem sabe quando o frio o passar…..rs

  3. Carlos 25/10/2009 às 21:14 #

    Vi seu blog na comunidade do Trilhas de São Paulo. Muito legal.
    Quem faz trilhas no nosso estado realmente acha estranho quando encontra vegetação de altitude, e realmente não é tão bonita quanto a vegetação comum da Mata Atlantica, mas tem suas belezas também, principalmente onde há flores, normalmente pequenas e coloridas. Não fique decepcionada com a Trilha do Mirante do Núcleo Curucutu, pois também predomina a vegetação de campos, mas vale a pena conhecer.

    • Pucca 25/10/2009 às 23:58 #

      Obrigada pela visita, Carlos!
      Realmente, achamos a vegetação estranha! rs Mas não tinha nem flores pra alegrar nosso caminho…
      Sempre bom saber que há gente admirando as paisagens que estamos visitando. Bom trocar informações… acostumados que estamos com os prédios e o cinza, qualquer paisagem natural tem alegrado nossas trilhas, mesmo essas.
      Seja bem vindo e volte sempre!

  4. Heitor Karai Awá-Ruvitxá 12/09/2011 às 15:48 #

    Tanto em Campos do Jordão como no Planalto de Itanhaém os engenheiros florestais inventaram erroneamente as palavras Campos Naturais que de natural não tem nada.
    Na verdade tratam-se de áreas degradadas de bosques de Araucárias cortadas no tempo em que a ignorância dos governos permitiam aos imigrantes nessas regiões construirem seus chalés com madeira de pinho. Quanta gente burra no poder destrui a
    Natureza e essa gente burra ainda continua querendo destruir os rios e florestas da
    Amazônia. Belo Monte é o mais recente exemplo de burrice, ganância e destruição ambiental.

    • Flávia 02/10/2011 às 18:43 #

      Então Heitor…não sei nem como responder sem que nosso discurso caísse na eterna questão do passivo ambiental que herdamos e da mínima remediação a que nos propomos. Mas na verdade, acho que nem há uma resposta adequada mesmo! Concordo com vc sobre Belo Monte!
      Seja benvindo ao nosso blog!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: