P.E. da Serra do Mar – Núcleo Caraguatatuba!

8 abr

Olá, viajantes! Muito bom estar de volta!! E melhor do que estar de volta é ter novidades para contar!

Para quem não vai para a praia só por causa da praia…

Nesta Páscoa, decidimos retomar um projeto em andamento há algum tempo, o “Trilhas de São Paulo” (Não sabe o que é? Clique aqui!). O destino escolhido para este feriado foi Ubatuba, onde fizemos as trilhas no Parque Estadual da Serra do Mar, núcleos Caraguatatuba e Picinguaba.

P.E. da Serra do Mar - Núcleo Caraguatatuba

Saímos de São Paulo às 4 horas do dia 02 de abril (sexta),  pela Via Dutra, sentido Rio de Janeiro e depois seguimos pela Rodovia dos Tamoios. Pegamos um pouco de trânsito, mas conseguimos chegar ao nosso destino na hora marcada.

Tivemos que perguntar três vezes antes de achar o Parque, já que há uma única placa (logo na saída da Tamoios ). Bom, vejam se é possível entender:

1 – Pela Rodovia dos Tamoios, na saída alternativa sentido Ubatuba (esquerda), vire a primeira à esquerda, depois a primeira à direita, até encontrar uma farmácia. Siga a rua da farmácia até o fim; ou

2 – Se já estiver no centro de Caraguá, pergunte pelo supermercado Assai e siga a rua dele direto. No final dela, pergunte a um morador.

Enfim, o acesso não é tão claro assim, mas conseguimos chegar. Fomos muito bem recebidos pelo monitor Diego (o da foto acima), com o qual havíamos agendado a trilha alguns dias antes (Obrigada, Flávia! rs).

Área para visitantes

Área para visitantes

O Parque é bem estruturado, limpo. Logo na entrada, tem um espacinho para parar os carros, um quioscão para lanches (que você leva, claro), e banheiros. Também tem um centro de visitantes onde é possível reservar a sala de palestras, uma sala com várias informações sobre a Mata Atlântica e as dependências do Parque Estadual da Serra do Mar (sabiam que ele abrange 23 municípios?!), e uma sala utilizada pelo projeto “Criança Ecológica” (vou ver se falo sobre ele em outro post, ok?).

Escolhemos Caraguá pela proximidade, mais uma vez. No parque, pudemos

Pinnus

observar várias árvores que não pareciam nativas, os “pinnus“. O guia nos explicou que, em março de 1967 Caraguatatuba sofreu com uma grande catástrofe, chamada por eles de “Tromba D’água”: dois dias de chuva fizeram morros inteiros desmoronarem, cobrindo a cidade inteira com lama, árvores e muita água. Oficialmente, foram 500 mortos e mais de 3.000 desabrigados… pois bem, como forma de firmar a terra sobre os morros, foram plantadas várias mudas de pinnus, para que as árvores pudessem absorver a água do solo e torná-lo mais firme. Na época funcionou muito bem, mas agora os pinnus estão absorvendo mais água do solo do que deveriam, e fazendo com o que o solo ao redor deles torne-se árido.

Bambus - cuidaado!

Também aprendemos com o nosso guia que os bambus, frequentemente vistos em áreas de mata atlântica, foram plantados na época de reflorestamento antes ocupadas por plantações. Eles são abrigo de vários animais, principalmente de ratos e, claro, do predador natural dos ratos, as cobras.

Muito cuidado com os bambuzais!!! rs

Verde e água: tudo de bom 😉 !

A trilha que dá o carimbo no passaporte Trilhas de São Paulo é a Trilha do Poção, de 3,5 km ida e volta e duração média de 4 horas. Os horários para agendamento são às 9h e às 13h. Ao longo da trilha, cruza-se o Rio do Ouro (que dá nome ao bairro) e o Ribeirão Mantegueira.

Os telefones do Núcleo, para quem quiser agendar, são (12) 3882-3166/ 3882-5999. A unidade atende das 8h às 17h.

Travessia do Rio do Ouro

Apesar de termos enfrentado 5 horas de estrada para chegar até Caraguá, achamos a trilha muito tranquila e agradável. Alguns trechos, como a travessia do Rio, requerem um pouco mais de atenção, mas com um pouquinho de cuidado, chega-se ao outro lado sem tomar banho nem tombo! rs

À propósito, cruzamos dois rios e perguntamos o porquê dos nomes, para dizer pra vocês. O Rio do Ouro – nome dado porque um escravo achou neste rio uma pepita de ouro, a única pepita de ouro encontrada no rio (!!), e o Ribeirão Mantegueira – nome dado devido à espuma formada nas suas corredeiras.

A recompensa sempre vem no final, não é?! A Cachoeira da Pedra Redonda é boa para quem gosta de mergulhar: tem uma piscina natural de 2m de profundidade. Para quem não gosta, ou não sabe, a vista também compensa a caminhada!

Cachoeira da Pedra Redonda

Boa noite viajantes! Até a próxima!!

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3 Respostas to “P.E. da Serra do Mar – Núcleo Caraguatatuba!”

  1. Tiago Souza 09/04/2010 às 11:58 #

    Parabéns pela disposição garotas! E o passeio em Ubatuba realmente vale muito a pena… Eu ainda não fiz as trilhas do programa, porém já fui no Núcleo Picinguaba e na Ilha das Couves…. Fantástico… O cenário de Ubatuba é fora de série mesmo. Curiosidade: Há a possibilidade de fazer as trilhas sozinho? Eu sei que no passaporte eles dizem que somente monitorado e que, talvez por isso, se você fizer sozinho, na hora de querer o carimbo poderiam não querer carimbá-lo E ainda você correr o risco de levar uma bronca…. rs…. Mas eu gosto mais de fazer trilhas mais independentes. Uma das coisas que eu não gostei muito no programa Trilhas de São Paulo…. das 40, acho que 8 a 14 são autoguiadas…. Mas enfim…

    E uma pergunta: Qual é o valor do guia e até quantas pessoas no grupo por guia?

    Parabéns novamente… é sempre muito bacana vir aqui e ver as aventuras e aprender um pouquinho sobre algumas coisas…. Meus parabéns talmbém pelo interesse em repassar conhecimento (Gestores(as) Ambientais são o que há de bom… rs) Isso é muito importante… E raro, porque há quem prefira guardar o conhecimento pra sí…

    • Pucca 11/04/2010 às 23:46 #

      Olá Tiago!
      Obrigada novamente pelos parabéns! rs
      A idéia do blog é justamente compartilhar o conhecimento que ganhamos em cada experiência, para que as pessoas estejam mais preparadas para o que vão encontrar nos lugares. E é sempre muito bom falar dos lugares! 😉
      Sobre as trilhas e o passaporte – utilizamos o passaporte mais como roteiro de viagens. Já nos demos conta que algumas coisas ficarão para trás. A cada vez que visitamos Ubatuba percebemos que há muito mais para conhecer e que demoraríamos meses para ver tudo. Então, vamos fazendo as coisas aos poucos…
      Muitas trilhas são autoguiadas e você pode fazer de maneira independente, sim. Mas algumas delas não estão bem sinalizadas e para quem não conhece, fica meio difícil seguir sem se perder. De qualquer forma, achamos muito bom ter um guia por perto, pela quantidade de informações que ele pode nos dar e pelas coisas que ele pode nos ensinar. E se você fizer uma trilha monitorada sozinho, eles NÃO te darão o carimbo.
      Sobre os guias, esse de Caraguá não nos custou nada. Pagamos R$ 5,00, mas era o valor da entrada no parque. Neste caso, a turma era de até 8 pessoas. Os valores de guia variam de acordo com os Núcleos: no Petar, por exemplo, tem guias de R$ 80,00 a R$ 100,00 o dia, para um grupo de até 10 pessoas.
      Esperamos ter ajudado.
      Abraço e boas viagens!!!

    • Flávia 13/04/2010 às 11:49 #

      Menino, to amando essa terapia do elogio!!!
      Obrigada por sua visita ao nosso blog, é bom compartilhar com pessoas que têm a mesma visão que a gente.

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