Mi Uruguay querido!!!

25 ago

Olá viajantes! Estamos vivos ainda!! 😀

Muitas coisas aconteceram no último ano: corremos, viajamos,  trabalhamos, cansamos. Enfim, acabamos ficando sem tempo para contar as nossas aventuras por aqui. Aos poucos, vamos recordando as histórias e postando as nossas viagens e nossas impressões, ok?

Vamos ver se consigo terminar de contar para vocês a viagem para o Uruguai, finalmente! Rs

Chegamos ao nosso primeiro destino, La Paloma, na noite do dia 03 de outubro de 2012, perto das 22:40. Embora as estradas por onde passamos não tenham iluminação, o asfalto é ótimo e a sinalização é muito bem posicionada. A velocidade média é de 90 Km/h.

Nos hospedamos em um hostel, que foi reservado pela internet, através do Booking – importante: baixe os aplicativos que você julgar necessários, salve as informações em um bloco de notas. Os serviços de roaming internacional são caríssimos (a Vivo cobra R$ 24,90 por DIA), e se você vai depender de Wi-Fi a viagem toda, é melhor se prevenir. Por conta disso, desligamos os sinais 3G do celular e nos comunicávamos por mensagens, quando o wi-fi estava disponível.

No Uruguai, há sinal wi-fi praticamente em todo lugar: restaurantes, lojas, hotéis, bastando que você peça a senha e aproveite. Há uma rede pública com sinal aberto, mas o sinal normalmente estava fraco e eu não conseguia ficar conectada durante muito tempo.

Open!

Open!

Ficamos no HOSTEL IBIRAPITÁ, situado no Departamento de Rocha. Pagamos US$ 24,00 a diária do quarto “double”, a suíte para casal. O hostel conta com um páteo com cadeiras e mesinhas, pra você bater papo e tomar cerveja Patrícia com os amigos. A cozinha também fica disponível para uso. Ao lado da recepção, há uma sala com lareira, que fica acessa em noites de muito frio. Você pode aproveitar para treinar o seu inglês nesta sala, já que a maioria dos turistas não fala espanhol.Há lençóis, cobertores e toalhas. No valor da diária, está incluso um café da manhã, mas eles não servem as outras refeições. O banho é quente, mas o aquecimento da água é por caldeira, e você pode ter a desagradável surpresa da água quente acabar antes de você terminar o banho – seja rápido!  Você pode levar suas bebidas e colocar no frigobar (antigo) do quarto, e também pode experimentar “Grappamiel” na recepção – um misturado de aguardente de uva e mel, muito popular no Uruguai (no dia seguinte, compramos uma garrafinha no terminal de ônibus, custou uns 60 pesos uruguaios – R$ 6,00).  É doce, e forte. Desce esquentando tudo mas deixa um gostinho bom de mel na boca. É bom, mas um pouco enjoativo para tomar muitas doses. O rapaz que cuida do Hostel foi muito simpático e nos deu muitas informações sobre o lugar. O hostel fica muito próximo ao “centro” de La Paloma. Há 2 quarteirões, você tem acesso a um restaurante, supermercado e posto de gasolina. Mais um quarteirão, lojas de roupas, bancos, bares, mais restaurantes e a praia!

Playa Bahía Grande

Playa Bahía Grande

A nossa primeira impressão de praia no Uruguai ocorreu no dia seguinte, 04/10, por volta das 9:00a.m. Bahía Grande! E era grande mesmo!

Um acumulado imenso de pedras para andar, uma areia grossa com muitas e muitas conchinhas quebradas, sem ondas, e com um vento frio que só! Visitar a praia de blusa de nylon não é muito comum no Brasil e se você acha que depois de 20 minutos de sol nós tiramos a blusa, engana-se. Nesta praia, nos demos conta que estávamos no sul da América do Sul, e que se viajássemos em linha reta em algum momento estaríamos no Pólo Sul… é frio, gente!!! Mas a vista é de tirar o fôlego!

No canto direito da foto tem um farol, vista comum no litoral uruguaio. Todas as cidades litorâneas pelas quais passamos têm um farol, sempre bonito e disponível para visita em alguns horários do dia.

A vista da praia e a vontade de por o pézinho na água fria!

A vista da praia e a vontade de por o pézinho na água fria!

Depois de uma voltinha na praia, fomos dar uma volta pelas ruas da cidade. Pequena e acolhedora, La Paloma é um ótimo refúgio para quem quer sossego, natureza e paisagens bonitas.

As ruas são de cascalho, conchinhas ou pedras. Poucos automóveis circulando.

As ruas são de cascalho, conchinhas ou pedras.

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Sem números!

As ruas são muito tranquilas, vimos poucos automóveis circulando por lá. Pudemos reparar também que as casas não têm números! Todas têm um “nome”, uma forma de identificar o morador – sempre com nomes de peixes, lugares, coisas da natureza. Esta ao lado direito é identificada como “Alua”, e tem uma lua acima da entrada.

Um rolê pelas ruazinhas e entramos no supermercado. Várias marcas são comuns, algumas coisas têm nomes diferentes em embalagens iguais às daqui. Os preços são muito parecidos com os nossos.

Cubano!

Cubano!

O rum cubano, por exemplo, é mais caro aqui do que no Uruguai (lá custa em média R$ 67,00). Fiquei tentada a comprar, mas não ia dar pra tomar todo esse rum e dirigir tudo o que tínhamos que dirigir ainda, né?! rs

Chá medicinal :)

“Reduce su tamaño”. Será?!

E os chás?! Ah, nós rimos muito! No Brasil existem leis que proíbem este tipo de “promessa medicinal” nos produtos. Já no Uruguai… esse chá ao lado é para redução do tamanho da próstata! Vimos chá para impotência, para emagrecimento, e diversos tipos de chá divertidos! 🙂

Essas diferenças podem parecer bobas, mas achamos que conhecer esta parte do dia a dia das pessoas faz diferença no final, no nosso “entendimento” do lugar que estamos visitando. A forma como elas vivem, como comem, o quê comem, quanto pagam, etc. faz parte da cultura de um povo, um país. Visitem os supermercados. É muito divertido!

Volto já com o outro post sobre o Uruguai.

Abraço, viajantes! 😉

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