CACHOEIRA DA FUMAÇA – PESM Núcleo Paranapiacaba/SP

27 out

Oi gente!

Remexendo na memória inconsciente do PC, conseguimos resgatar lembranças de uma trilha muuuuito legal que leva a  uma cachoeira lindíssima: a Cachoeira da Fumaça, no Parque Estadual da Serra do Mar, Núcleo Parapiacaba/SP.

O QUE TEM DE LEGAL?

 TUUUUUUDO!!!

Cachoeiras, mirantes, relevo, vegetação, fauna, o vale, os rios, lagos, prainhas, o silêncio, as águas, as rochas, a paisagem, etc

 

 A TRILHA

 

1º Trecho: da rodovia até um pouco além das torres de alta tensão, a trilha atravessa uma propriedade particular desmatada há bastante tempo para a instalação de uma indústria de plásticos. O mais legal:

 

  • Brejos e atoleiros formados pelo pisoteio em solo argiloso repleto de poças d’água. Escorrega, gruda, afunda! Gente, é uma melequeira muiiito engraçada!

    Ops!

Olha a situação!!!! E nada de patrocínio da Timberland!

 

  • Regeneração da floresta – é muito interessante observar como a natureza busca o seu equilíbrio através dos estágios de sucessão da vegetação, com espécies emergentes de grande porte despontando  em alguns pontos entre os arbustos, Essa vegetação é chamada de campo sujo.

 

Capoeira com espécies emergentes indicando a sucessão

 

  • O barulhão absurdo das torres de transmissão de energia dá até um medinho. Impressiona mesmo!

 

2º Trecho: Floresta Costeira da Serra do Mar – Mata Atlântica. O mais  legal:

 

  • A Mata Atlântica, oras! Linda e exuberante! Ao trilhar é legal prestar atenção às diferenças entre a floresta e o campo sujo: solo mais rico, microclima (mais umidade e temperatura ligeiramente mais baixa), maior diversidade de espécies, vegetação mais densa, fauna mais abundante.

 

Super, Mega Diverso!!!

Vários perfis

  • É água pra caramba – durante todo percurso pela floresta se observa a grande quantidade de nascentes que declinam para a bacia oceânica formando córregos, poços, rios, cachoeiras e corredeiras.

Seguindo o caminho das águas

 

Mais água!

 

Muuuito mais água!!!!Água e muuuuitas pedras!

 

3º Trecho:  Descida ao pé da Cachoeira da Fumaça. O mais legal:

  • Adrenalina!!! Principalmente se tiver chovido! A última parte da trilha para a Cachoeira da Fumaça é uma descida  super inclinada, por uma cicatriz de escorregamento paralela à cachoeira. Não há raiz, árvore e nem nada para se segurar, o único jeito é confiar no quinto apoio (vulgo bumbum, rs!) e se arrastar sentado morro abaixo.

OBS.:  GENTE, INFELIZMENTE VCS TERÃO QUE  ACREDITAR NA NOSSA PALAVRA, NÃO TINHA A MÍNIMA CONDIÇÃO FOTOGRAFAR SEM TOMAR UM ROLA MORTAL!

  • A má notícia é que a volta é pelo mesmo caminho e se a ida foi difícil (mesmo com todo santo ajudando na ladeira) a volta é pior ainda: rastejando com o peito colado no morro, haja coração!!!

A  CACHOEIRA

 São 70 metros de queda sobre vários patamares de rocha. As chuvas na serra dão mais volume e beleza à cachoeira.

 

Cachoeira da Fumaça

 

Fraquinha pela falta de chuvas, mas lindona!

 

A  FUMAÇA

Então fica assim gente: tudo o que vimos nos mirantes foi a  tal da fumaça (neblina), mas foi bom também!

E não fosse a neblina vcs veriam Cubatão

E do poço na cabeçeira da Cachoeira da Fumaça, não fosse a fumaça vcs veriam Cubatão!!!

 DICAS EXTRA (ordinárias - só nós achamos graça nesse trocadilho, mas como o blog é nosso,rs!)

  • Guia ambiental (porque é mais seguro e ninguém quer ficar perdido na Mata Atlântica, né gente?!)

 

Marco Monitor –   (11) 93968578

Expedito Pedro – (11) 74410408

Caneco Verde  –   (11) 9839-0927

 

  • Extensão do trajeto: 7 km

  • Tempo de percurso: 4 a 5 horas, depende das condições da trilha e do ritmo da galera

  • Como Chegar:

Trem – até Rio Grande da Serra (2,90 dinheiros)

Ônibus (Intermunicipal para Paranapiacaba/SA) – da Estação Terminal Rio Grande da Serra até o ponto da empresa Solvay (3,30 dinheiros)

 Carro – até Rio Grande da Serra (é possível deixar o carro próximo à estação de trem) + ônibus.

  • Levem seu lanche de trilha, não há nenhum boteco encardido por perto!

 

  • A Cachoeira da Fumaça é a primeira (e maior) de uma sequência de cinco quedas que formam a Ferradura, um trajeto em terreno muito mais acidentado e  com extensão total de 15 km, que infelizmente não conseguimos fazer por causa do horário.

 

Em frente à Cachoeira da Fumaça, Paredão da Ferradura!

 

Mais quedas láááááá embaixo

FOTOS, FOTOS, FOTOS – clique aqui!

Tudo bem, fica pra próxima! E vcs vão quando?

Bjo gente!

Tags:, ,

Cachoeira da Fumaça – Alegre/ES

31 ago

Oi gente!!!!

Desculpem, mas deixamos de contar um capítulo importante e emocionante da nossa viagem sem fim (aquela dos bumbuns quadrados – de São Paulo ao Espírito Santo, passando  rapidamente pelo Rio de Janeiro, em três dias): conhecemos um pedacinho da Serra do Caparaó!

Gente, que tudo!

 A  CACHOEIRA

Gente, é o que há, é tudo de bom, são toooodos os superlativos que se possa verbalizar! É linda e E N O R M E!!!

O Rio Braço Norte Direito, nasce no alto da Serra do Caparaó e quando passa pelo município de Alegre, se joga de uma altura de 144 metros  formando a belíssima Cachoeira da Fumaça. Mais tarde ele reencontra  seu irmão gêmeo heterozigoto, o rio Braço Norte Esquerdo , e juntos formam o Rio Itapemirim.

Suuuuper!!!!

O  PARQUE

                               No final da década de 80 a majestosa Cachoeira da Fumaça encontrava-se  no meio do … N A D A! Nadinha mesmo, coisa nenhuma!!! A região do entorno pertencia à pecuaristas e  havia sido transformada em pastagens. A população de Alegre, Guaçuí e Castelo, apoiada por ambientalistas do país inteiro, caíram de pau em cima do governo estadual, que pressionado (e não por ser bonzinho), desapropriou uma área que abrange os municípios de Alegre e Ibitirama e criou por decreto o Parque Estadual da Cachoeira da Fumaça.

Informações muuuito úteis

 Ao longo dos anos a cobertura vegetal (Floresta Estacional Semidecidual) vem sendo recomposta e a fauna tem retornado à região na proporção das dimensões do parque. São observadas principalmente várias espécies de aves, alguns anfíbios (minha gente, os sapos estão em todo lugar!) e pequena diversidade de mamíferos de pequeno porte, principalmente roedores.

O parque é muito bem administrado pelo IEMA (órgão ambiental estadual), que promove várias atividades de interação com a comunidade, como cursos de educação ambiental, concursos fotográficos e até visitações noturnas, além disso conserva uma boa infra-estrutura:

  • Aberto diariamente das 08 às 17h;

  • Capacidade de visitação: 610 pessoas/dia;

  • Amplo Estacionamento (± 70 carros);

  • Centro de Informações com monitores  ambientais;

  • Sanitários;

  • Áreas de convivência para refeições;

 

                              

 

 

 COMO CHEGAR

A partir de Alegre,  após 10 km seguindo pela BR-482 (sentido Guaçuí), chega-se ao Distrito de Celina, de lá são mais 20km pela ES-185 sentido Iúna . Há cerca de 500 m do parque, uma placa indica a entrada à direita.

São apenas 3km de descida até a portaria, por uma ladeira de paralelepípedo  íngreme e muito sinuosa, mas logo após a primeira curva já se avista a cachoeira.

Cachoeira da Fumaça - Vista da Estrada que leva ao Parque

Para quem visita o parque pela primeira vez este convite é realmente emocionante.

 

 

 

 DICAS  EXTRA (ordinárias, rs!!!!)

Parque Estadual da Cachoeira da Fumaça – ES

  • Fone:      (28) 9904-4824

  • E-mail:   pecf@iema.es.gov.br

  • Para os pobrinhos que assim como nós só viajam no modo econômico, a boa notícia: o parque não cobra taxa de visitação nem estacionamento,  ;-)

  • Não há área de camping no parque ou mesmo próximo dali.

  • A  Cachoeira da Fumaça é tudo de bom, mas não  é apropriada para  banho, tomem cuidado!

  • Cerca de 200m depois da entrada do Parque, tem um botequinho simpático (que já funcionou como camping, mas isso foi há muito tempo, atualmente não é permitido)onde é possível esquentar o frio por um preço justo, se é que vocês entendem o que queremos dizer, rsrsrs

    Ouro e Prata, mineiríssima apesar de estar no Espírito Santo

    Tempo escasso e  muito trampo: uma combinação infeliz pra nós que amamos viajar, mas nosso segredo para conseguir esperar pela próxima é aproveitarmos ao máximo, mas ao mááááááximo mesmo cada viagem!!!!  Claro que isso normalmente resulta em corpinhos esgotados e  cartão de crédito estourado, mas o lado muito bom, e que compensa todo resto, são os lugares  e pessoas que conhecemos, as  belezas que presenciamos, as roubadas em que nos metemos (toda viagem tem ao menos uma!). 

    A Ju fez uma associação muito feliz para esses momentos: são nossas “pílulas de humor”. Indicadas contra a rotina, combatem a fadiga e o stress, proporcionando alívio  imediato às pressões, problemas e chatices do dia-a-dia.

    Vocês  devem ter as suas também, né? Bjo gente!

 FOTOS, FOTOS, FOTOS (clique aqui)!!!!

Rio de Janeiro “Express”

20 jun

Olá viajantes!!!

Apertados, felizes e cansados!

Depois da “interminável” viagem ao Espírito Santo e de tantas maravilhas vistas, estava na hora de voltar… sabíamos que seriam no mínimo 12 horas de viagem (muuuito tempo), e éramos 5 pessoas em um Celta, e não há perninha que agüente ficar taaanto tempo encolhida, não é mesmo?!

Saímos da nossa maravilhosa hospedagem por volta das 6h da manhã. Ainda estava escuro, tinha muita neblina na serra, mas viemos em paz. Na nossa primeira parada, já estava claro e pudemos tomar um quente e aguardado café .

Volta de viagem nem sempre é divertido, já que você está cansado, sabe que vai trabalhar no dia seguinte, que o caminho a seguir é longo e não pode ser aproveitado devidamente. Mas veja: somos duros e raramente viajamos, há vários lugares lindos neste Brasil que devem ser visitados, a nossa curiosidade é absurda e a nossa noção é quase nula! Passando pela Ponte Rio-Niterói, tivemos uma idéia: PARAR NO RIO DE JANEIRO PARA VER O CRISTO REDENTOR!!! Claaaaaro!!! Nunca se sabe quando haverá nova oportunidade, certo? Certo!

Ponte Rio-Niterói - voltando pra casa... ou não! rs

Devo ressaltar aqui que a vista da ponte é linda, principalmente de noite quando as luzes estão acesas e você tem noção da extensão da coisa!! É muuuuito longa (são mais de 13 km e o maior pilar mede 72 metros!).

Por que parar? Porque eu queria muito ver o Cristo de perto (ver pela TV não é a mesma coisa!), e apesar do nosso roteiro de viagens ter esbarrado no Rio de Janeiro algumas vezes (Visconde de Mauá, Trindade e Paraty), nunca chegamos nem perto da capital. É um tipo de turismo que não nos atrai. Conhecer cidades é como estar em casa e isso é tudo o que não queremos quando viajamos. Maaaas… Rio é Rio. Fomos ver.

Bom, a entrada da cidade é meio confusa. Achamos, como turistas loucos que somos, que haveria placas indicando os pontos turísticos mais visitados, mas não encontramos nenhuma. Perguntamos três vezes até conseguir achar a direção do Corcovado.

Entrada do Parque Nacional da Tijuca

Chegando lá, pagamos R$ 2,00 na Zona Azul para estacionar o carro (juro que eu achei que não ia encontrar vaga e fiquei muito feliz com o preço! rs), e fomos até a bilheteria do parque para ver os valores. Aos sábados, domingos e feriados custa R$ 24,75; de segunda à sexta R$ 17,25. Também é possível chegar ao Cristo de trem, que sai a cada meia hora, das 8h30 às 19h, e a passagem custa R$ 36. Informações aqui. Ressaltando: o trem é elétrico, não polui. E parte da bilheteria é destinada ao IBAMA, para conservação do parque.

A estátua do Cristo mede 30 metros, e fica acima do Morro do Corcovado, que tem 700 metros de altura. Foi construído em 5 anos, de 1926 a 1931.

À partir da bilheteria, você pode caminhar até a base do Cristo ou ir de van, mas nos informaram na bilheteria que é necessário pagar a taxa mesmo que você não vá de van. Vimos muitas vans por lá (mais de 10), que chegavam vazias e logo saiam lotadas e ficamos sabendo que a visibilidade lá em cima estava muito ruim – nula, na verdade. Ou seja, pagaríamos um total de R$ 123, 75 para NÃO VER NADA!!! Ah, que coisa mais sem graça!!! Infelizmente tivemos um certo azar meteorológico neste dia.

Decidimos não pagar, não subir e ir até o Mirante Dona Marta, que é voltando um pouquinho o caminho e de onde conseguiríamos ver alguma coisa da cidade.

Estradinha para o Mirante e vista

Vista do Pão de Açúcar - Mirante Dona Marta

Lá no Mirante Dona Marta, usei o mesmo cartão de Zona Azul que o rapaz tinha me dado no Cristo (R$ 2,00). Infelizmente tivemos que adivinhar onde-era-o-quê, já que não havíamos planejado a viagem e não conhecemos o Rio (as novelas da Globo dão uma grande ajuda nesta “adivinhação”! rs) . Dá para avistar boa parte da cidade lá de cima: o Jockey Club, o Maracanã, o Pão de Açúcar, a Lagoa Rodrigo de Freitas e mais um monte de lugares que a gente não sabia exatamente o nome! rs

Cristo Redentor (ou o que era possível ver dele).

A parte ruim de ser turista de um dia é que ficam várias coisas legais para trás, porque o tempo não permite que seja de outra forma. O tempo e as condições climáticas, diga-se de passagem. Mesmo abaixo do Corcovado, era quase impossível ver o Cristo (você tinha que adivinhar as formas).

Frustrados, mas famintos, só nos restou descer para a praia e procurar um lugar para almoçar e depois pegar a estrada. Escolhemos a Praia de Copacabana – queríamos ver Carlos Drummond de Andrade sentado no banquinho, queríamos ver a calçada!

Na calçada de Copa!

Infelizmente, nenhum(a) ator/atriz global cruzou nosso caminho – os famosos estavam de folga neste dia. Andamos na calçada famosa do Posto 3 até o Posto 6, onde fica a famosa escultura de Carlos Drummond de Andrade.

A praia de Copacabana não tem ondas, mas estava lotada de guarda-sóis! Fazia um dia quente, então as pessoas estavam aproveitando seu final de feriado. Os quiosques são muito bem estruturados (de vidro), e há muitas opções de comes e bebes na praia. Os banheiros públicos são subterrâneos, mas infelizmente não descemos em nenhum deles, então não posso lhes dizer ou mostrar como são.

Querido Drummond!

Claro que não poderíamos escapar das famoooosas “fotos de turista”. Afinal, SOMOS TURISTAS. Turistas do mundo! Onde houver imagem a ser fotografada, vista, admirada, lá estaremos nós! rs

Por isso nos sentamos no banquinho ao lado de Carlos Drummond de Andrade para tirar uma foto :-) Drummond viveu por vários anos no Rio de Janeiro, e frequentava a praia de Copacabana. Então, lá está a homenagem carioca a este grande poeta brasileiro. Não dava para não tirar a foto, né?!

E aos curiosos: Sim, ele estava ainda com o óculos, soldado várias e várias vezes, roubado por gente que adora bronze e dinheiro: o óculos custou R$ 3.000!

Foto tirada, pessoas felizes! Fomos então procurar um lugar para comer e fizemos a nossa melhor descoberta na praia de Copa: um rodízio de petiscos! Hein??? É! Um rodízio de petiscos!!! A brincadeira funciona assim: você paga R$ 15,00 e come até estourar!

Estilo "coma até estourar"? Vem Conosco!!!

Gente, é muuuuito petisco!!! Pedimos 5 rodízios e no final, estávamos dispensando comida. Sabe tudo o que está escrito aí na faixa? Pois é, o garçom traz um pratinho com cada uma dessas coisas e deixa na mesa. Não deu para ler? Batatinha em conserva, filé aperitivo, pão de alho, ovos de codorna, moela, batata frita, camarão, coxinha, bolinho de queijo, azeitona, kani-kama, calabresa frita, frango à passarinho, salsicha empanada, mandioca frita, bolinho de bacalhau, bolinho de carne e mais! E você faz a sua parte: come!

Muita comiiida!!! :-)

Gente, só para informar: a Flávia não comeu tudo isso sozinha (nem poderia! rs). Ah! Importante dizer: o restaurante fica na esquina da Joaquim Nobuco com a Av. Atlântica, no Posto 6, em Copacabana. Separe os seus R$ 15,00 do rodízio, mais uns R$ 4,00 do chopp e seja muito feliz!!!

No fim, gastamos pouquíssimo, sobrou um monte de comidinhas e ainda tínhamos várias horas de estrada (umas 6h, na verdade), que fizemos embaixo de chuva do começo ao fim… foi dose pra leão! Mas valeu a pena demaaaaais!

Beijos e abraços, viajantes. Até a próxima! ;-)

MARATAÍZES/ ES

17 mai

Marata, para os íntimos!!!

Oi gente!!!

No dia seguinte a estréia do longa (kilo)metragem  a “Viagem sem Fim” – lembrem-se que foram 1000 km em 20 horas, estávamos confortavelmente instalados em nossa hospedagem “TUDO DE BOM” e  éramos mimados por nossos anfitriões com muita atenção, carinho, boas conversas, comidas deliciosas e repouso, de modo que a  última coisa que  nossos corpinhos de bumbuns quadrados queriam,  era  espremerem-se novamente num carro.  Se ao menos tivéssemos uma amiga fisioterapeuta!!!!!!! Pelo menos tínhamos nosso próprio guia nativo à disposição, aliás muitíssimo orientado!

Mas  o dia estava lindo e deliciosamente quente (cremos que S.Pedro perdeu nossa rota, ahahahaha!!!!),  e o mar, há apenas 45 minutos de distância! Gente, mar!!!!!! Ah, tá! Nesse caso, vamo ae!!!!

1ª SURPRESA

De Cachoeiro do Itapemirim a Marataízes pela ES-460, revezam-se extensas culturas de abacaxis e maracujás, e para nós, até então acostumados com o relevo do litoral paulista,  faltava alguma coisa: a serra.

Nossa ignorância em geografia se justifica: preferíamos anatomia comparada (namorar), filosofia e sociologia (botecos).

2ª SURPRESA

No lugar da rústica cidade de veraneio que esperávamos encontrar, na periferia situam-se fazendas  e na região central, ruas estreitas apinhadas de casas (em construção ou reforma) e um comércio fervilhante, lembrando uma cidade do interior com vida própria e em franco desenvolvimento. O turismo não deixa de ser uma importante fonte de renda,  mas parece que desde sempre Marataízes apoiou sua subsistência principalmente em outras bases,  como a pesca,  construção civil, comércio e agricultura. Até 1992 pertencia como distrito a Cachoeiro do Itapemirim, passando a existir legalmente como município a partir de 1997.

As praias de Marataízes, da Barra, da Cruz e das Arraias são as mais habitadas, tendo toda orla construída. A água é geralmente turva, por causa das areias escuras.

 

O point do lugar é o bar do Geredy’s. Ferveção da temporada e feriados prolongados, promove vários festivais de ska, reggae, forró universitário, além de sediar a melhor festa de reveillon do litoral capixaba (se tudo der muuuito certo, pretendemos averiguar os depoimentos na virada 2011/2012).

Geredy's

A partir da praia do Siri, sentido sul, as praias são mais selvagens e com poucas construções.

Praia da Boa Vista

3ª SURPRESA

Claro que sabemos da nossa insignificância frente a um mundo de milhões de anos, mas nossa vidinha tão breve nos força a dar importância ao horário comercial, quinto dia útil e etc. As falésias nos fizeram cair na real, embora não possam nos manter nela.

Falésias de Marataízes

De frente para a escarpa, observamos as  diferentes camadas de solo que a formam e pensamos nos milhões de anos que levou para que fossem depositadas ali.

Milhões de anos para juntar o pozinho em camadas

 As Falésias de Marataízes são chamadas de falésias vivas porque ainda sofrem erosão, principalmente pela ação marinha, e apresentam uma taxa de recuo que varia entre 1 a 3,5 metros por ano. A desconstrução (de qualquer coisa) é sempre muito mais rápida!

Apenas alguns dias para desfazer

BÔNUS

Vimos nossas amadas tartarugas marinhas se alimentando de algas no costão rochoso em frente as falésias. Claro que não deu tempo de fotografar, vcs sabem como elas são tímidas, né gente!

 4ª SURPRESA

Lagoas!As mais badaladas são  a da Boa Vista e do Siri, mas são 8 no total.

  

Lagoa do Siri

CURIOSIDADES DE MARATAÍZES

BALADA EM MOVIMENTO – Por apenas 5 dinheiros, ao mesmo tempo se tem direito a dançar e dar um rolê pela cidade. Na carroceria do caminhão adaptado que circula pela orla, a galera agita com muita música eletrônica.

 

Rave Motor's

GASTRONOMIA TÍPICA – A deliciosa moqueca capixaba o mundo inteiro já conhece, mas e o cachorro quente capixaba? Por 3,50 dinheiros e repleto de ovos de codorna, pasmem: fica ótimo!

 

Tuuuuudo!!!

POLICIAMENTO RODOVIÁRIO – Embora a campanha por um trânsito melhor e seguro seja nacional, os argumentos da polícia capixaba são muito mais convincentes.

 

Tratamento de choque!!!

INFLAÇÃO – Marataízes está muito próxima das refinarias e distribuidoras de petróleo da Bacia de Campos, mesmo assim o preço do combustível é assustador:

Voltemos à natureza, porém a pé!!!

 

POR-DO-SOL – O  céu de Marata no fim do dia, é deslumbrante:

 

Gente, que céu é esse???

CERVEJA – de garrafa, muuuuuuito acessível, rs:

Bebendo barato!!!

 

INFRAESTRUTURA E SANEAMENTO BÁSICO – Belezas à parte, a densa ocupação na linha da costa em Marataízes se deu de forma completamente irregular, não respeitando a legislação quanto ao recuo mínimo obrigatório. Essa situação expõe as moradias a risco devido a erosão causada pela elevação do mar e regime de marés, mas preocupa também pela contaminação devido ao descarte do esgoto doméstico.

O QUE MAIS TEM EM MARATAÍZES?

Sem dúvida nenhuma, muito mais do que nós tivemos o prazer de conhecer! São 25km de litoral repleto de lagoas, falésia, formações rochosas e praias lindíssimas!

Com certeza vale vááááárias visitas!

Bjo gente!

Tags:, , , , , , , , ,

Cachoeiro de Itapemirim – a capital secreta do mundo!

4 mai

Olá viajantes!!! É um prazer voltar a escrever para vocês!

A nossa viagem de Páscoa foi meio no susto. Tínhamos uma idéia do que queríamos fazer (sair de casa e ver lugares bonitos??), mas não tínhamos idéia de como fazer e do que iríamos encontrar…

A viagem toda foi combinada em meia hora: estávamos na dependência de uma resposta do trabalho do Eric, sobre trabalhar ou não no feriado; tínhamos um amigo que era morador de Cachoeiro do Itapemirim/ES e estava voltando para casa para visitar a família; tínhamos uma amiga que queria ir com ele, mas não achou passagem nem de ônibus, nem de avião; tínhamos 3 aventureiros sem esperanças de viajar no feriado.

Reis e Rainhas, Sejam Bem Vindos!

São muitos quilômetros e muitos quilômetros (segundo o Guia4Rodas, são 830 partindo de São Paulo, mas para nós, pareceu muuuuito mais!), e pedágios infinitos – 12 pedágios, totalizando R$ 53,10 na ida e 10 pedágios, totalizando R$ 51,80 na volta. Fomos pela Via Dutra (BR-116, que depois vira BR-101), o asfalto está em boas condições na maioria do percurso, embora falte iluminação em muitos trechos. Cuidado com os caminhões (que são muitos), e atente para os radares espalhados por todo o percurso até o ES e além.

Partimos na quinta-feira de manhã até Atibaia para buscar a Flávia e já tivemos noção do que nos aguardava: demoramos 4 horas, de São Bernardo do Campo até Mairiporã (percurso de menos de 70 kilômetros, que normalmente faríamos em pouco mais de uma hora!). Demoramos mais 16 horas para chegar até o nosso destino: CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM.

Antiga Estação Ferroviária de Cachoeiro

Cachoeiro é uma cidade simples, mas não tão pequena quanto eu imaginava. Situa-se a 136 km de Vitória, capital do estado, e sua economia é baseada atualmente em extração de granito e mármore (você verá grandes marmorarias e vários caminhões circulando por lá!). É conhecida nacionalmente como “a cidade do Rei”, pois o cantor e compositor Roberto Carlos nasceu lá, assim como o cronista Rubem Braga e o ator Jece Valadão. Cheia de construções e com uma extensão considerável, é cruzada pelo Rio Itapemirim, que nasce em Minas Gerais e cruza o Espírito Santo em direção ao mar.

Pico do Itabira - um desafio aos aventureiros de plantão

Não importa por onde se ande na cidade, pode-se avistar o Pico do Itabira (do tupi “pedra empinada”). Não cheguei à nenhuma conclusão sobre a altura do Pico, pois em cada site que pesquiso encontro uma informação, mas no site oficial do município, consta como 715 metros e o acesso ao Parque Natural Municipal do Itabira se dá “pela Rodovia 289, que liga Cachoeiro à BR 101 Sul ou pela estrada vicinal não pavimentada, que parte do Bairro São Luiz Gonzaga e segue para a localidade de Itabira”. Pelas informações que obtivemos, é possível avistá-lo ainda em alto mar, sendo o Pico utilizado como ponto de referência por pescadores do litoral capixaba.

Nossa primeira pergunta ao vê-lo foi: “Dá para subir lá?”. Fala a verdade, vocês também não pensaram nisso??? Acredite, há quem faça – para dar uma amostra a vocês, pesquisei e achei umas coisinhas aqui, aqui e aqui, com mais detalhes para quem quiser se aventurar! rs Como nós não somos tãããão “hardcore” assim, nos contentamos em admirar mais esta obra magnífica de Deus nessa terra imensa e linda! ;-)

Casa de Cultura Roberto Carlos

Como não podia deixar de ser, demos uma passadinha na casa onde Roberto Carlos nasceu e viveu uma parte de sua vida e onde hoje funciona um museu em sua homenagem – a Casa de Cultura Roberto Carlos, inaugurada em novembro de 2000. Infelizmente, não pudemos entrar pois eles estavam de luto devido à morte recente de uma das filhas do cantor, no dia 15 de abril deste ano… maaaas, caso vocês queiram conhecê-la visitando Cachoeiro, o endreço é Rua João de Deus Madureira, 13, no centro. Lá você encontra fotos, documentos, instrumentos musicais e as histórias de infância do Rei. Funciona de segunda à sexta, das 8h às 12h e das 14h às 18h; para visitas aos fins de semana é necessário agendamento. A entrada é franca.

Hum… descobrimos que a casa não era azul! rs Foi pintada em homenagem às cores que o cantor gosta de usar nos shows – azul e branco. Aliás, a primeira foto deste post foi tirada neste jardim da foto! :-)

Ficamos muito curiosos sobre uma capela que avistamos da estrada, e que parece ter sido construída sobre uma imensa plataforma de pedra. Pesquisei um tanto na internet, mas não consegui achar informações sobre ela. O nosso “guia” nos disse que ela fica em uma propriedade particular, então também não tentamos visitá-la… alguém aí tem alguma informação?

Caros leitores, perceberam que até agora eu não falei de hospedagem?! Nessa viagem, as coisas aconteceram de forma diferente. Não acampamos, não ficamos desesperados correndo atrás de hotéis, pousadas e afins. Sabem o amigo estava indo para casa, visitar a família, que citei no começo do post? Pois é, foi na casa desta família que descansamos nossos corpinhos cansados e felizes!!! Aliás, quero aproveitar este primeiro post (sim, tem muito mais por vir!) para agradecer o carinho, as conversas, as histórias e estórias, as comidinhas ótimas e a hospedagem. Não vou nomeá-los aqui para preservar a privacidade deles, mas eles sabem quem são. Em nome dos 4 aventureiros que caíram de pára-quedas nesta casa tão acolhedora, agradeço imensamente pelos dias que passamos.

Paz ;-)

Beijos, abraços e apertos de mão.

Até o próximo!!!

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.