Rio de Janeiro “Express”

20 jun

Olá viajantes!!!

Apertados, felizes e cansados!

Depois da “interminável” viagem ao Espírito Santo e de tantas maravilhas vistas, estava na hora de voltar… sabíamos que seriam no mínimo 12 horas de viagem (muuuito tempo), e éramos 5 pessoas em um Celta, e não há perninha que agüente ficar taaanto tempo encolhida, não é mesmo?!

Saímos da nossa maravilhosa hospedagem por volta das 6h da manhã. Ainda estava escuro, tinha muita neblina na serra, mas viemos em paz. Na nossa primeira parada, já estava claro e pudemos tomar um quente e aguardado café .

Volta de viagem nem sempre é divertido, já que você está cansado, sabe que vai trabalhar no dia seguinte, que o caminho a seguir é longo e não pode ser aproveitado devidamente. Mas veja: somos duros e raramente viajamos, há vários lugares lindos neste Brasil que devem ser visitados, a nossa curiosidade é absurda e a nossa noção é quase nula! Passando pela Ponte Rio-Niterói, tivemos uma idéia: PARAR NO RIO DE JANEIRO PARA VER O CRISTO REDENTOR!!! Claaaaaro!!! Nunca se sabe quando haverá nova oportunidade, certo? Certo!

Ponte Rio-Niterói - voltando pra casa... ou não! rs

Devo ressaltar aqui que a vista da ponte é linda, principalmente de noite quando as luzes estão acesas e você tem noção da extensão da coisa!! É muuuuito longa (são mais de 13 km e o maior pilar mede 72 metros!).

Por que parar? Porque eu queria muito ver o Cristo de perto (ver pela TV não é a mesma coisa!), e apesar do nosso roteiro de viagens ter esbarrado no Rio de Janeiro algumas vezes (Visconde de Mauá, Trindade e Paraty), nunca chegamos nem perto da capital. É um tipo de turismo que não nos atrai. Conhecer cidades é como estar em casa e isso é tudo o que não queremos quando viajamos. Maaaas… Rio é Rio. Fomos ver.

Bom, a entrada da cidade é meio confusa. Achamos, como turistas loucos que somos, que haveria placas indicando os pontos turísticos mais visitados, mas não encontramos nenhuma. Perguntamos três vezes até conseguir achar a direção do Corcovado.

Entrada do Parque Nacional da Tijuca

Chegando lá, pagamos R$ 2,00 na Zona Azul para estacionar o carro (juro que eu achei que não ia encontrar vaga e fiquei muito feliz com o preço! rs), e fomos até a bilheteria do parque para ver os valores. Aos sábados, domingos e feriados custa R$ 24,75; de segunda à sexta R$ 17,25. Também é possível chegar ao Cristo de trem, que sai a cada meia hora, das 8h30 às 19h, e a passagem custa R$ 36. Informações aqui. Ressaltando: o trem é elétrico, não polui. E parte da bilheteria é destinada ao IBAMA, para conservação do parque.

A estátua do Cristo mede 30 metros, e fica acima do Morro do Corcovado, que tem 700 metros de altura. Foi construído em 5 anos, de 1926 a 1931.

À partir da bilheteria, você pode caminhar até a base do Cristo ou ir de van, mas nos informaram na bilheteria que é necessário pagar a taxa mesmo que você não vá de van. Vimos muitas vans por lá (mais de 10), que chegavam vazias e logo saiam lotadas e ficamos sabendo que a visibilidade lá em cima estava muito ruim – nula, na verdade. Ou seja, pagaríamos um total de R$ 123, 75 para NÃO VER NADA!!! Ah, que coisa mais sem graça!!! Infelizmente tivemos um certo azar meteorológico neste dia.

Decidimos não pagar, não subir e ir até o Mirante Dona Marta, que é voltando um pouquinho o caminho e de onde conseguiríamos ver alguma coisa da cidade.

Estradinha para o Mirante e vista

Vista do Pão de Açúcar - Mirante Dona Marta

Lá no Mirante Dona Marta, usei o mesmo cartão de Zona Azul que o rapaz tinha me dado no Cristo (R$ 2,00). Infelizmente tivemos que adivinhar onde-era-o-quê, já que não havíamos planejado a viagem e não conhecemos o Rio (as novelas da Globo dão uma grande ajuda nesta “adivinhação”! rs) . Dá para avistar boa parte da cidade lá de cima: o Jockey Club, o Maracanã, o Pão de Açúcar, a Lagoa Rodrigo de Freitas e mais um monte de lugares que a gente não sabia exatamente o nome! rs

Cristo Redentor (ou o que era possível ver dele).

A parte ruim de ser turista de um dia é que ficam várias coisas legais para trás, porque o tempo não permite que seja de outra forma. O tempo e as condições climáticas, diga-se de passagem. Mesmo abaixo do Corcovado, era quase impossível ver o Cristo (você tinha que adivinhar as formas).

Frustrados, mas famintos, só nos restou descer para a praia e procurar um lugar para almoçar e depois pegar a estrada. Escolhemos a Praia de Copacabana – queríamos ver Carlos Drummond de Andrade sentado no banquinho, queríamos ver a calçada!

Na calçada de Copa!

Infelizmente, nenhum(a) ator/atriz global cruzou nosso caminho – os famosos estavam de folga neste dia. Andamos na calçada famosa do Posto 3 até o Posto 6, onde fica a famosa escultura de Carlos Drummond de Andrade.

A praia de Copacabana não tem ondas, mas estava lotada de guarda-sóis! Fazia um dia quente, então as pessoas estavam aproveitando seu final de feriado. Os quiosques são muito bem estruturados (de vidro), e há muitas opções de comes e bebes na praia. Os banheiros públicos são subterrâneos, mas infelizmente não descemos em nenhum deles, então não posso lhes dizer ou mostrar como são.

Querido Drummond!

Claro que não poderíamos escapar das famoooosas “fotos de turista”. Afinal, SOMOS TURISTAS. Turistas do mundo! Onde houver imagem a ser fotografada, vista, admirada, lá estaremos nós! rs

Por isso nos sentamos no banquinho ao lado de Carlos Drummond de Andrade para tirar uma foto 🙂 Drummond viveu por vários anos no Rio de Janeiro, e frequentava a praia de Copacabana. Então, lá está a homenagem carioca a este grande poeta brasileiro. Não dava para não tirar a foto, né?!

E aos curiosos: Sim, ele estava ainda com o óculos, soldado várias e várias vezes, roubado por gente que adora bronze e dinheiro: o óculos custou R$ 3.000!

Foto tirada, pessoas felizes! Fomos então procurar um lugar para comer e fizemos a nossa melhor descoberta na praia de Copa: um rodízio de petiscos! Hein??? É! Um rodízio de petiscos!!! A brincadeira funciona assim: você paga R$ 15,00 e come até estourar!

Estilo "coma até estourar"? Vem Conosco!!!

Gente, é muuuuito petisco!!! Pedimos 5 rodízios e no final, estávamos dispensando comida. Sabe tudo o que está escrito aí na faixa? Pois é, o garçom traz um pratinho com cada uma dessas coisas e deixa na mesa. Não deu para ler? Batatinha em conserva, filé aperitivo, pão de alho, ovos de codorna, moela, batata frita, camarão, coxinha, bolinho de queijo, azeitona, kani-kama, calabresa frita, frango à passarinho, salsicha empanada, mandioca frita, bolinho de bacalhau, bolinho de carne e mais! E você faz a sua parte: come!

Muita comiiida!!! 🙂

Gente, só para informar: a Flávia não comeu tudo isso sozinha (nem poderia! rs). Ah! Importante dizer: o restaurante fica na esquina da Joaquim Nobuco com a Av. Atlântica, no Posto 6, em Copacabana. Separe os seus R$ 15,00 do rodízio, mais uns R$ 4,00 do chopp e seja muito feliz!!!

No fim, gastamos pouquíssimo, sobrou um monte de comidinhas e ainda tínhamos várias horas de estrada (umas 6h, na verdade), que fizemos embaixo de chuva do começo ao fim… foi dose pra leão! Mas valeu a pena demaaaaais!

Beijos e abraços, viajantes. Até a próxima! 😉

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2 Respostas to “Rio de Janeiro “Express””

  1. monique juli 27/07/2011 às 12:12 #

    ta mas quando foi essa viajem????///

    • Juliana 29/07/2011 às 00:14 #

      Boa noite Monique.

      Essa viagem ocorreu no feriado de Páscoa, esse ano. Chegamos e partimos do Rio de Janeiro em 24/04/2011.

      Abraços!

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