Continuando o post anterior…

O "quintal" de casa, no camping.
Perguntamos para dois moradores onde poderíamos achar um camping e obtivemos a indicação do “Camping Canto dos Pássaros”, da Clélia (consulte “Nosso guia de hospedagem”). Como ninguém falou sobre outro camping, fomos pra lá! Chegando, montamos as barracas, tomamos um banho e ficamos batendo papo e bebendo a óótima pinga de uva que havíamos comprado em Joanópolis (pinga essa que, aliás, não durou quase nada! rs). Também levamos um isopor com vodka, suco e Coca-Cola, e salgadinhos e pão com frios. Essa foi nossa janta.
Como nem tudo são flores na vida de um campista, durante a noite choveu bastante e tivemos que cobrir as barracas com lona. Ficamos pensando em todas as pessoas que haviam nos dito para não viajar, porque ia chover… mas mesmo com toda a chuva e o frio da noite, a viagem valeu muito à pena, pelas duas cachoeiras maravilhosas que havíamos visto.

Da árvore que caiu com a chuva, e da cor do rio que passa atrás do camping.
Depois dessa imagem aí, decidimos desmontar as coisas e voltar para casa, pois todas as outras trilhas que queríamos fazer estavam intransitáveis e perigosas. Levamos uns 40 minutos pra desmontar tudo e guardar no carro. Enquanto isso, o tempo “firmou” e parou de chover.
Ao fazer o pagamento, perguntamos para a dona do camping sobre uma cachoeira sobre a qual havíamos lido, a cachoeira de Santa Bárbara (é, a gente não desiste nunca! rs). Como era “pertim”, decidimos arriscar uma olhadela antes de ir pra casa. Na entrada de São Francisco Xavier, para quem vem de São José dos Campos, tem uma placa “Santa Bárbara” à direita. Seguindo pela estradinha de terra, uns 8 kilômetros. Siga as placas “Pouso do Rochedo”.
A Cachoeira fica em uma área particular, a pousada “Pouso do Rochedo“,

Amigo do sr. Antônio, vem todos os dias tomar café!
junto com mais 6 quedas d’água e uma trilha para um mirante com mais ou menos 1900m. A pousada conta também com um lago, onde se pode andar de barco, um jardim enorme, salão de jogos, campo de futebol e muitas etceteras.
Conversamos com o dono, o sr. Antonio Vicente, que comprou a fazenda em 1975 e reflorestou os 31 hectares, que eram pasto. Hoje, depois de todo esse trabalho, o sr. Antonio conseguiu mais de trinta minas d’água e uma área verde fantástica! Nas árvores, pode-se encontrar muitas flores e alguns ninhos improvisados com latas, feitos pelo sr. Antonio, para que os pássaros fiquem por ali e alegrem a vida de quem passa… Um lugar muito agradável, para um passeio de fim de tarde ou mesmo para quem procura uma pousada tranqüila em S. Francisco. No nosso caso, pagamos R$ 10,00 e podíamos utilizar o espaço da pousada por até 4 horas (passou um pouquinho, mas ele nem reclamou! rs). Ganhamos um mapa, que nos dizia o caminho que a seguir para chegar ao morro do Cruzeiro.

Trilha para o Cruzeiro - mapa do Sr. Antonio
Então, foram 7 km de ida e 7 km de volta, até chegar no Cruzeiro. A caminhada é beeem íngreme e por três vezese estivemos para desistir. Cometemos um erro de principiante: esquecemos de levar água!!!
No caminho, encontramos várias árvores frutíferas e vistas que

Vista da Pedra Pouso do Rochedo
recompensavam qualquer turista em busca de lugares bonitos.
A sorte é que tem alguns pontos de parada na trilha. Dá para tomar um ar, se deliciar com a vista e dizem que quando o tempo está aberto, dá para ver São José dos Campos lá de cima, ao fundo… nós não conseguimos, o dia estava muuito nublado, com cara de chuva.

Nosso amigo, "urubuzando" nosso passeio!
Quando finalmente chegamos ao Cruzeiro, estávamos mortos de cansaço! A subida final é a mais íngreme e a que faz doer mais as perninhas! A vista? Fantástica. Para quem gosta de mirantes, a caminhada vale muito à pena. Isso sem falar no exercício tamanho para nós, sedentários!
No caminho, encontramos com o amigo “Zeca-Urubu”, que veio nos dar um “Oi” muito do agourento!!!
A recompensa foi o bastante para nós!

Vista do Cruzeiro (lá desde 1840)
A descida foi looonga, mas conto pra vocês no próximo post, ok? Também falo sobre as cachoeiras que o Sr. Antonio conseguiu criar e manter no seu terreno.
Beijo e abraço, até mais, viajantes!