Oi gente!
Lembra daquele post “Sempre acontece, mas e daí?” (não lembra? Então veja), pois é, aconteceu de novo! Nós juramos que queríamos apenas e tão somente um fim de semana de frente para o mar, mas já que a cachoeira estava lá perto, por que não?
Como chegar:
Saindo da Serra do Guaraú, vire a direita na rotatória (se contornar à esquerda vai para a praia do Guaraú) e siga em frente na estrada Guaraú – Barra do Una por 6 km até a entrada do parque estadual da Serra do Mar Juréia Itatins. Continue mais 1km até a bifurcação e vire à direita, deste ponto até o estacionamento do Núcleo Itinguçu são só 5 km.
A boa notícia:
A distância é curta (pra quem já está em Peruíbe) e o caminho é bem sinalizado, praticamente uma reta só, não tem como errar (apesar de que tem gente que sempre consegue, rs!!!).Visual muito legal.
A má notícia:
Tem uma estrada de terra naqueles muitos buracos. Gente, o percurso tem apenas 13km, mas leva-se 1 hora (ida e volta ao Guaraú). Dá pra evitar o desgaste do carro indo de ônibus de linha Guaraú – Barra do Una (saída às 9h da praia do Guaraú e retorno às 13h ou 16h) mas a demora é ainda maior.
Vale a visita porque:
- a mega piscina que se forma em frente a cachoeira é lindíssima;
- a cor da água é surpreendente.
Além disso é bom saber que:
- Ao contrário dos outros parques estaduais, não há cobrança de taxa de conservação, mas os moradores cobram R$ 3,00 pelo estacionamento e R$ 1,00 por cada xixi (sim, você leu corretamente: cada xixi!):
- A trilha começa atrás da sede do núcleo e antes de fazê-la o turista assiste a um vídeo sobre educação ambiental e informações gerais do parque;
- A trilha é autoguiada, mas os monitores estão presentes em alguns pontos;
- Não é permitido fumar ou levar comida e bebidas;
- Apesar de a cachoeira ser conhecida como tobogã, desde 2008 é proibido escorregar pois já ocorreram 29 mortes.
A Estação Ecológica Juréia Itatins é um mosaico de unidades de conservação, o que já se percebe na estrada, vendo as muitas propriedades particulares inseridas no parque. Isso aconteceu porque a preservação chegou depois da apropriação, o parque foi criado em 1980 e as despropriações ainda estão em trânsito (conheça a história da Juréia).
Nós amamos:
- A cachoeira é muito modesta, tanto em altura e inclinação quanto no volume de água (e não é só por estarmos no período de seca), mas o leito seco do rio é formidável. Pedras imensas sugerem que o volume de água que já passou por ali era absurdo; ou que um baixo volume escavou aquele terreno por milhões de anos; ou ambas as hipósteses, ou nenhuma das alternativas, ahahahahahahaha! Não sabemos explicar como aconteceu, mas houve uma mudança radical naquela paisagem. Algum geólogo por aí pra responder este post?
- Ganhamos mais um carimbo do programa Trilhas de São Paulo
Nós detestamos:
- Parece haver um tipo de gestão participativa da comunidade, o que seria ótimo não houvessem alguns abusos: os moradores locais cuidam muito bem da limpeza dos banheiros mas se plantam na porta bloqueando a entrada até receber a moeda (nada de pagar depois ou fazer xixi fiado!);
- Também cobram a taxa do estacionamento mas não nos pareceu que cuidassem dos carros;
- Tentam expoliar os turistas vendendo repelente natural de citronela: embalagem com 5ml por R$ 3,00 e com 20 ml por R$ 5,00. Gente pensa nisso: 5 e 20ml é medida pra colírio e não pra repelente!!! Um litro desse líquido precioso sai pela efêmera bagatela de R$ 250,00, tá mais caro que OFF, Repelex ou Autan!!!
Nossa modesta opnião:
Ignorem os buracos da estrada e os vendilhões do templo e vejam o lugar, é muuuuuuito legal!!! Bjos gente!














