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CACHOEIRA DO ELEFANTE ou… CACHOEIRA DO RIO ITAPANHAÚ

18 abr

Oi gente!

Na falta de novas viagens, o jeito é contar velhas, porém boas histórias!

Com sua beleza e imponência, a Cachoeira do Rio Itapanhaú arranca suspiros de quem passa pela Rodovia Mogi-Bertioga, também pudera, são três belas quedas e a maior delas com mais de 80 metros.

Mais conhecida como Cachoeira do Elefante (Dizem que quando diminui o fluxo de água, uma pedra lembra um elefante – esquisito, nós não vimos nada!), é mais uma grande atração de Mogi das Cruzes. Na verdade, fica um pouco depois da Cachoeira da Pedra Furada e da Cachoeira da Light, do lado direito da rodovia, sentido Mogi-Bertioga.

ONDE FICA???

Bem pertinho,  em Mogi das Cruzes, SP.

  • Rodovia Mogi-Bertioga, km 81

COMO CHEGAR (a partir do centro de São Paulo)???

  • De carro: pela Dutra até o km 204 – próximo ao trevo de Arujá (pedágio R$ 2,30) há o acesso à Rodovia Mogi-Dutra, ou pela Rodovia Airton Senna até o km 44 (pedágio R$ 2,40), há o acesso para a SP 88 – Rod. Prof. Alfredo Rolim de Moura (Mogi-Salesópolis). O centro de Mogi é bem sinalizado e facilmente se chega até a Mogi-Bertioga (SP 98), siga até a balança no km 77, e em um dos dois botequinhos você pode guardar o carro.
  • De condução: trem da estação  Brás até Guaianazes (R$ 3,00) , onde se faz baldeação sentido Estudantes. Descer na última estação e pegar o ônibus Estrada Manoel Ferreira (R$ 3,00) até o ponto final, balança no km 77 da Mogi-Bertioga. Outra opção é a lotação (R$ 10,00) que sai da estação Estudantes e deixa você na entrada da Trilha e o melhor, pode buscá-lo no horário combinado.

 

A TRILHA

São 9 km de descida, e se isso parece moleza, acreditem: moleza e tremedeira  é o estado geral das perninhas quando se chega diante da cachoeira.

Mas trilha boa é trilha difícil, retirada, longa e que exige bastante esforço, pois certamente a recompensa é um lugar paradisíaco, e este é bem o caso.

Com início no km 81, ao lado  da placa “ Trecho de Serra, desça engrenado”, do lado direito da rodovia no sentido Mogi-Bertioga, a trilha é bem marcada e  com declividade bastante acentuada (preparem-se para usar muuuuito o 5º apoio,rsrs!)   em alguns pontos corta-se alguns córregos e riachos e na maior parte do tempo ela desce praticamente colada às margens das quedas da cachoeira, de modo que o barulho da água é a melhor referência de localização.

 Mas nós sempre recomendamos que qualquer trilha  em mata fechada seja feita com o auxílio de guias experientes porque  é seguro e promove a sustentabilidade, outra boa opção é trilhar com quem já foi algumas vezes e conhece bem o local. Na verdade esta é uma trilha bastante conhecida e freqüentada, não raro há várias pessoas acampadas na parte mais baixa do vale, já na base da trilha.

O camping selvagem  é uma experiência interessante e barata, mas também envolve responsabilidades como priorizar a própria segurança e recolher o lixo gerado. Se todos  deixarem  seus resíduos espalhados, em breve será mais agradável visitar o chafariz da Praça da Sé.

 A CACHOEIRA

Duas palavras: MAJESTOSA E VIOLENTA!!! Fomos no período de menor fluxo de água e mesmo assim é muuuita água!

Do lado esquerdo da cachoeira o volume de água é mentor e forma-se  um poço para banho, que segundo depoimentos: é gelaaaaaadíssimo!

E como sempre acontece conosco, o tempo estava péssimo!Claaaaro que se, e somente se, São Pedro  tivesse colaborado, as fotos seriam muito melhores, mas mesmo assim valeu a pena, pelo simples prazer de trilhar, pelas agradáveis companhias e pelo maravilhoso espetáculo da natureza.

A VOLTA

Diz o dito popular que na ladeira todo santo ajuda, mas não nos parece que os padroeiros estejam disponíveis nas subidas, e para voltar da Cachoeira do Elefante há três opções:

GUIA – A opção nº 1 é voltar pelo mesmo caminho.

 NÓS ( CHOQUE) – O QUE??? 9 km de subida? Isso não é uma opção, vamos ficar aqui para sempre!!!!!!!!

GUIA – A opção nº 2 é descer  ± 10 km acompanhando o rio Itapanhaú até o trevo da Mogi-Bertioga com a Rio-Santos e voltar de busão.

NÓS (DEPRESSÃO) – Vamo  aí, pelo menos os santos continuam nos empurrando ladeira abaixo e chegamos mais rápido.

GUIA – Mas temos que cruzar uma propriedade particular e o cara é meio bravo, sempre implica com os trilheiros e parece vive armado.

NÓS  (REJEIÇÃO) – Guia, nós simplesmente te odiamos. Vamos chamar os bombeiros, o 9-1-1, o Ricardo Young…

GUIA – A opção nº 3 é cruzar o rio Itapanhaú e com ± 2 km de subida íngreme, mas muito íngreme mesmo, chegamos no mirante do km 83. De lá voltamos de busão.

NÓS (ACEITAÇÃO) – Senhor guia, seja feita a vossa vontade, mas tirai-nos daqui, amém!!!

O Rio Itapanhaú tem cerca de 1,5 m de profundidade, fundo pedregoso e correnteza bastante forte, seu nível pode variar com as chuvas  e a travessia se tornar muito perigosa.

Brincadeirinha gente! As opções de conclusão da trilha são reais, mas os dialógos não aconteceram porque não fomos guiados. Estávamos em companhia de amigos solidários e extremamente responsáveis, que conhecem muito bem o lugar e tornaram nosso passeio  muito mais seguro.

Ah! Só para esclarecer, gente: claro que não vivemos no Oriente Médio e sabemos que aquele turbante está ridículo, mas era o único jeito de preservar um agasalho sequinho (ou menos molhado) para a volta! ;-P

E para falar a pura verdade, por ± 2 km de subida íngreme, mas muito íngreme mesmo”, entendam: SUPER, HIPER, MEGA, MONSTRO ÍNGREME MEEEESMO!!!  Em alguns pontos há degraus escavados no barranco, em outros alguns troncos de árvores e em outros apenas algumas raízes, então fica mais ou menos assim:

4 ou 5 passos >dói o joelhinho = pára e descansa + 4 ou 5 passos > falta o ar = pára e respira + 4 ou 5 passos …  e assim vai até o mirante, de onde  podemos contemplar toda essa beleza à distância e lançar um último olhar de até breve, quem sabe num próximo fim-de-semana ensolarado.

E vocês? Já foram?

Bjo gente!

Vejam aqui as FOTOS, FOTOS, FOTOS!!!

   

Cachoeira da Pedra Furada – Mogi das Cruzes/SP

9 set

Viagem limpa!

Oi gente!!!

Parece que às vezes a natureza põe à prova nossa força de vontade. Devido a incompatibilidade de agendas com nosso amigo guia, há mais de um ano tentamos sem sucesso conhecer essa cachoeira,  e quando finalmente deu certo…choveu! E muito!!!

Gente vê se não é a lei de Murphy: quase dois meses de caos em  São Paulo;  inversão térmica, alergias respiratórias e etc. Ok! Nós concordamos que a chuva era mais que necessária,  mas caramba, não podia chover um dia antes ou depois????

Ah, francamente!!! Nunca passamos tanto frio na nossa vida, nem quando acampamos em Visconde de Mauá em pleno inverno!!!

Olha que carinhas felizes!!!

Onde fica:

  • Rodovia Mogi-Bertioga, km 81

Como chegar (a partir do centro de São Paulo):

  • De carro: pela Dutra até o km 204 – próximo ao trevo de Arujá (pedágio R$ 2,30) há o  acesso à  Rodovia  Mogi-Dutra, ou pela Rodovia Airton Senna até o km 44 (pedágio R$ 2,40),  há o acesso para a SP 88 – Rod. Prof. Alfredo Rolim de Moura (Mogi-Salesópolis). O centro de Mogi é bem sinalizado e facilmente se chega até a Mogi-Bertioga (SP 98), siga até a balança no km 77, e em um dos  dois botequinhos  você pode guardar o carro.
  • De condução: trem do Brás (R$ 2,65 – devido a obras na estação Brás, atualmente o trem sai da estação Tatuapé) até Guaianazes, onde se faz baldeação sentido Estudantes até a última estação para pegar o ônibus Estrada Manoel Ferreira (R$ 2,50) até o ponto final, balança no km 77 da Mogi-Bertioga.

E tome chuva!!! E tome frio!!!

A trilha:

  • Depois da balança são ± 5km até a cachoeira, seguindo pelo asfalto  até o km 80 e mais 2km na mata, e aí que está o problema: mata fechada mesmo. Depois de sair da estrada  à esquerda (sentido Bertioga), os primeiros  800m são percorridos em vegetação esparsa  (mata secundária -campo sujo de capoeira e capoeirão) para depois se chegar a  floresta típica da mata atlântica. Não há sinalização, nem monitores ambientais de plantão, nem ajuda dos universitários, kkkkk! A trilha tem leve declive e é bem marcada, mas contém algumas bifurcações  e clareiras que podem confundir.

Como fazer essa trilha em segurança:

  • Não confiem na previsão do tempo  mesmo que esteja um sol de rachar – leve capa de chuva, repelente, lanterna, celular  carregado, lanche de trilha e nunca, nunca na vida esqueça  de levar uma troca de roupa e uma blusa de frio a mais. Outra dica: se assim como nós você não tem uma mochila impermeável, embale tudo em sacolinhas plásticas (aquelas famigeradas que o mundo quer abolir!)
  • Somente acompanhados por um guia. Gente não adianta improvisar! A menos que alguém do grupo conheça muito bem o caminho ou seja formado em sobrevivência na selva, o risco de ficar perdido na Serra do Mar não vale a pena.

Consulte algumas agências de ecoturismo ou monitores ambientais que fazem esse roteiro:

marcominitor@hotmail.com

http://www.paranapiacabaecotur.com.br

Estávamos acompanhados de alguns  trilheiros  de uma comunidade do Orkut , é uma ótima opção para conhecer pessoas e fazer passeios baratos.  Pesquisem! Vocês vão encontrar muita gente  legal que curte ecoturismo, só pra citar algumas comunidades: Rumo a Trilha, Turma do Xuxu e Trilheiros e Bêbados. Nos encontramos às 6h30min na estação do Brás e começamos a trilha às 09h30min, estávamos em doze pessoas e devido ao mau tempo chegamos na cachoeira  por volta do meio dia, fizemos uma pausa  para as fotos e um lanchinho rápido e voltamos  correndo antes de morrermos de hipotermia.

Tudo de bom!!!

Nós amamos:

  • O sistema de energia solar para iluminação da balança, muuuuuito interessante.
  • As piscinas naturais que se formam depois da cachoeira, são bastante convidativas num dia de sol;
  • A Pedra Furada é incrível!!! Completamente atípica! Em qualquer cachoeira normal a queda se formaria sobre a pedra, mas como só ela quer ser diferente a água passa entre as rochas e a queda se faz antes do patamar da cachoeira. Parece várias coisas: uma janela, ou uma cortina, ou tela emoldurada. Não tem definição,  é tudo de bom!!! Claro que ficamos muito tempo supondo que tipo acidente geológico deve ter acontecido ali – uma fratura na rocha causada pela erosão, ou a erosão e o distanciamento de duas rochas e quantos milhões de anos vai levar para essa rocha finalmente se desprender, ou … ah! Nós não temos nenhuma resposta mas gostamos de especular, rsrsrsrs!

Então, essa água não devia passar sobre a pedra???

Mas entre tantas cachoeiras, só essa quer ser diferente e a água passa atrás da pedra!!!

Nós detestamos:

  • Nossa própria imprudência aliada ao humor negro de São Pedro. Não levamos capa de chuva (R$ 1,00 – é uma vergonha mesmo!), nem uma blusa de frio adicional e advinha gente? Choveu bicas, enxarcou nossa roupa e voltamos de regata de alcinha, bermuda, chinelinho e bota molhada, tremendo tanto que parecíamos três celulares no vibracall, kkkkkkk!!
  • O fechamento do posto de fiscalização do Parque Estadual da Serra do Mar na Rodovia Mogi-Bertioga.

Fotos, fotos, fotos!!!

Nossa  modesta opinião:

É que todas as cachoeiras devem ser vistas, sem exceção, ahahahahah! Mas essa é muito diferente, vocês têm que ir!!! Bjos gente!!!

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