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Praia do Guaraú – Peruíbe/SP

24 ago

Oláá viajantes!!

Cansados do marasmo da cidade, com saudades do mar e na iminência do aniversário da querida Fláávia, combinamos este fim de semana uma viagem rápida. Fomos para a Praia do Guaraú, em Peruíbe!

Praia do Guaraú - Peruíbe/SP

A Praia do Guaraú fica no litoral sul de São Paulo, situada entre a Serra do Mar e o Rio Guaraú, logo antes da Reserva Ecológica da Juréia – Itatins. Tem uma grande faixa de areia fina, águas claras e muitas ondas – vimos muitos surfistas por lá! :-)

Como chegamos:

Mapa de estradas - Peruíbe

Saímos de São Bernardo do Campo na sexta feira à noite, por volta das 23:15. Como já estávamos na Via Anchieta, seguimos por ela mesmo (pedágio: R$ 18,50. Ai!). Mas sugerimos muuuito que você vá pela Rodovia dos Imigrantes. O valor que você vai pagar vai ser o mesmo, mas devido aos novos radares na Anchieta, a velocidade máxima permitida na serra é de 50 km/h, o que torna a viagem bem mais demorada!

Em Cubatão, pegue a Rodovia SP 055 (Padre Manoel da Nóbrega/Pedro Taques), e siga até Peruíbe. Segundo o Guia 4 Rodas, são 140 km de São Paulo até Peruíbe. No trevo de Peruíbe, siga à esquerda, por uma avenida looonga (Av. João Abreu), até a rotatória. Depois, fomos pela Av. Padre Anchieta até a Estrada do Guaraú. Contei 150km até o lugar onde nos hospedamos. Chegamos por volta de 1:20am.

Camping do Kojak

Nos hospedamos no Camping do Kojak, ou Guaraú Ecopousada, como vocês preferirem. O Kojak é um senhor muito “descolado”, pai de 22 filhos, cheio de energia e bom papo! A estrutura do camping conta com banheiros com chuveiro quente, área para camping gramada, varal, pontos de luz, churrasqueira e lago. Pudemos notar também que a vizinhança é bem calma e, se não tiver lugar pra estacionar no camping, dá pra parar na rua mesmo. Sem problemas. A diária do camping é R$ 15.

Nosso quartinho!

Desta vez, decicimos ficar em um dos quartos “standard”, pelo qual pagamos a bagatela de R$ 20 a diária (por pessoa). O quarto tinha banheiro, geladeira, ventilador de teto e tv. Para nós, foi TOP! rs

Como viajamos em 6 pessoas, nos dividimos e ficamos em 2 quartos, cada um com 3 pessoas. Mas tem quartos com beliche, para abrigar famílias ou vários amigos. Pergunte ao Kojak!

Fora a mega vantagem de ter uma geladeira à disposição para gelar as nossas bebidas, também tem a churrasqueira e uma cozinha comunitária. Detalhes no nosso guia de hospedagem, tá?

A praia é beeem bonita. Tem restaurante e padaria por perto. Não sei dizer para vocês como é em temporada, mas o Kojak jura que lota muito…

Vista do Costão

Para nossa imensa felicidade, a praia tem um costão rochoso do lado esquerdo. Andamos um bom tanto nele e achamos até uma piscina natural

Maaasss não dá pra ser tudo sempre perfeito. Fez um vento impressionante no fim de semana, o que tornou os nossos dias um pouco menos quentes… mas o sol estava lá para compensar tudo, afinal.

Yeah!!

Porque a gente se diverte em qualquer lugar. E você?

Abraços!!! E até!!!

p.s.: se você nããão gostou desse lugar, e prefere outro tipo de passeio, descolei um mapinha de Peruíbe no site da prefeitura. Confere aí:

Mapa da região.

Barracas de camping (ou, para nós, CASAS!)

20 ago

Buenas!!!

Há algumas viagens estamos pensando na possibilidade de comprar uma barraca nova. Talvez maior, talvez com “varanda”, talvez maior, talvez. Sabem como é, né?! A gente vai acampando, a barraca vai ficando velhinha, aparece um arranhão aqui, estoura o elástico das varetinhas ali…

Nossas atuais barracas

Nossas atuais barracas

Não que as nossas não estejam inteiras. Mas com o tempo, você vai percebendo algumas coisas que poderiam ser melhoradas.

Muitas coisas devem ser levadas em consideração quando se pensa em comprar uma barraca. Primeiramente: você vai mesmo gostar de acampar, ou vai preferir ficar em hotéis e pousadas na maioria das viagens? Caso você não tenha certeza, pegue uma barraca emprestada com um amigo e vá viajar em um fim de semana! É a melhor forma de se pôr a prova e descobrir a resposta para esta pergunta (Acredite, sempre tem um amigo, conhecido ou parente que tem uma barraca para emprestar: são mais comuns do que se imagina!). Quando estiver na barraca emprestada, leve em consideração que existem centenas de modelos, e que problemas como calor, altura e espaço podem ser resolvidos com a barraca certa.

Coisas que a se considerar e aprender quando for comprar a sua barraca:barr_amazon2

  • Que ela não seja muito quente, mas que também não entre água em dias de chuva (essa foi a nossa maior lição);
  • A quantidade de pessoas que vão dormir nela: você e o(a) namorado(a)? A família inteira? Você e alguns amigos(as)?;
  • Os locais onde ela será usada – isso pode determinar o tipo de ventilação que a barraca deve ter;
  • As costuras – são reforçadas? A armação também? É fácil montar?
  • O peso, caso você vá fazer mochilão e tenha que carregá-la nas costas.

560252ggOutro fator é, claro, o preço. Existem barracas para todos os preços e condições de pagamento! Mas cuidado: às vezes pagando um pouquinho mais, você pode comprar uma barraca muito maior, melhor ou mais ventilada. Questão de pesquisar antes. A barraca que compramos há uns 4 ou 5 anos atrás (essa aí de cima, da foto), ainda custa o mesmo preço (Confira aqui). Não é a melhoooor, não é a mais cara nem a mais confortável, mas tem atendido maravilhosamente às nossas necessidades. Caso você fique em dúvida, leia os comentários em fóruns na internet e pergunte para o vendedor da loja – normalmente eles têm bastante dicas para dar, embora a maioria deles tente vender a mais cara! rs

Para quem está em São Paulo, recomendo que dê uma passada nas lojas da Rua Florêncio de Abreu. São várias, e têm muitas barracas e acessórios para olhar e comprar.

Em todo caso, vocês podem pesquisar preços e tipos, para compra on-line, em algumas lojas como Pé na Trilha, Trilhas & Rumos, Americanas.com, Submarino, Arco e Flecha, Tubarão, etc. Nos primeiros 2 links, também têm dicas para quem quer adquirir sua “casa própria”! rs

Ah! Recomendamos FORTEMENTE a compra de um colchão inflável – faz um

Nosso colchão queriiido!

Nosso colchão queriiido!

bem danado para o corpinho e para a alma! Ainda mais quando você volta cansado de um dia bem aproveitado, na praia ou no campo. O nosso compramos na segunda viagem com a barraca (a experiência com o colchonete não foi naaaada agradável). Como queríamos que durasse “para sempre”, gastamos um pouco mais, mas ele ainda está inteiro, é extremamente confortável e fácil de encher. Se você vai comprar um com travesseiro, que enche com o pé, com a bombinha elétrica ou com fole, é uma questão de praticidade e preço, mas… compre o colchão! rs

Boa sorte na escolha!

Abraços!

Pouso do Rochedo I – São Francisco Xavier

3 ago

Continuando o post anterior…

O "quintal" de casa, no camping.

O "quintal" de casa, no camping.

Perguntamos para dois moradores onde poderíamos achar um camping e obtivemos a indicação do “Camping Canto dos Pássaros”, da Clélia (consulte “Nosso guia de hospedagem”). Como ninguém falou sobre outro camping, fomos pra lá! Chegando, montamos as barracas, tomamos um banho e ficamos batendo papo e bebendo a óótima pinga de uva que havíamos comprado em Joanópolis (pinga essa que, aliás, não durou quase nada! rs). Também levamos um isopor com vodka, suco e Coca-Cola, e salgadinhos e pão com frios. Essa foi nossa janta.

Como nem tudo são flores na vida de um campista, durante a noite choveu bastante e tivemos que cobrir as barracas com lona. Ficamos pensando em todas as pessoas que haviam nos dito para não viajar, porque ia chover… mas mesmo com toda a chuva e o frio da noite, a viagem valeu muito à pena, pelas duas cachoeiras maravilhosas que havíamos visto.

Da árvore que caiu com a chuva, e da cor do rio que passa atrás do camping.

Da árvore que caiu com a chuva, e da cor do rio que passa atrás do camping.

Depois dessa imagem aí, decidimos desmontar as coisas e voltar para casa, pois todas as outras trilhas que queríamos fazer estavam intransitáveis e perigosas. Levamos uns 40 minutos pra desmontar tudo e guardar no carro. Enquanto isso, o tempo “firmou” e parou de chover.

Ao fazer o pagamento, perguntamos para a dona do camping sobre uma cachoeira sobre a qual havíamos lido, a cachoeira de Santa Bárbara (é, a gente não desiste nunca! rs).  Como era “pertim”, decidimos arriscar uma olhadela antes de ir pra casa. Na entrada de São Francisco Xavier, para quem vem de São José dos Campos, tem uma placa “Santa Bárbara” à direita. Seguindo pela estradinha de terra, uns 8 kilômetros. Siga as placas “Pouso do Rochedo”.

A Cachoeira fica em uma área particular, a pousada “Pouso do Rochedo“,

Amigo do sr. Antônio, vem todos os dias tomar café!

Amigo do sr. Antônio, vem todos os dias tomar café!

junto com mais 6 quedas d’água e uma trilha para um mirante com mais ou menos 1900m. A pousada conta também com um lago, onde se pode andar de barco, um jardim enorme, salão de jogos, campo de futebol e muitas etceteras.

Conversamos com o dono, o sr. Antonio Vicente, que comprou a fazenda em 1975 e reflorestou os 31 hectares, que eram pasto. Hoje, depois de todo esse trabalho, o sr. Antonio conseguiu mais de trinta minas d’água e uma área verde fantástica! Nas árvores, pode-se encontrar muitas flores e alguns ninhos improvisados com latas, feitos pelo sr. Antonio, para que os pássaros fiquem por ali e alegrem a vida de quem passa… Um lugar muito agradável, para um passeio de fim de tarde ou mesmo para quem procura uma pousada tranqüila em S. Francisco. No nosso caso, pagamos R$ 10,00 e podíamos utilizar o espaço da pousada por até 4 horas (passou um pouquinho, mas ele nem reclamou! rs). Ganhamos um mapa, que nos dizia o caminho que a seguir para chegar ao morro do Cruzeiro.

Trilha para o Cruzeiro - mapa do Sr. Antonio

Trilha para o Cruzeiro - mapa do Sr. Antonio

Então, foram 7 km de ida e 7 km de volta, até chegar no Cruzeiro. A caminhada é beeem íngreme e por três vezese estivemos para desistir. Cometemos um erro de principiante: esquecemos de levar água!!!

No caminho, encontramos várias árvores frutíferas e vistas que

Vista da Pedra Pouso do Rochedo

Vista da Pedra Pouso do Rochedo

recompensavam qualquer turista em busca de lugares bonitos.

A sorte é que tem alguns pontos de parada na trilha. Dá para tomar um ar, se deliciar com a vista e dizem que quando o tempo está aberto, dá para ver São José dos Campos lá de cima, ao fundo… nós não conseguimos, o dia estava muuito nublado, com cara de chuva.

Nosso amigo, "urubuzando" nosso passeio!

Nosso amigo, "urubuzando" nosso passeio!

Quando finalmente chegamos ao Cruzeiro, estávamos mortos de cansaço! A subida final é a mais íngreme e a que faz doer mais as perninhas! A vista? Fantástica. Para quem gosta de mirantes, a caminhada vale muito à pena. Isso sem falar no exercício tamanho para nós, sedentários!

No caminho, encontramos com o amigo “Zeca-Urubu”, que veio nos dar um “Oi” muito do agourento!!!

A recompensa foi o bastante para nós!

Vista do Cruzeiro (lá desde 1840)

Vista do Cruzeiro (lá desde 1840)

A descida foi looonga, mas conto pra vocês no próximo post, ok? Também falo sobre as cachoeiras que o Sr. Antonio conseguiu criar e manter no seu terreno.

Beijo e abraço, até mais, viajantes!

Por que viajar??? Por que acampar??? Pra que tão longe???

10 mai

“Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver” (Amyr Klink)

Nós não viajamos tanto quanto gostaríamos mas certamente viajamos mais do que podemos: rachando as despesas, jogando tudo o que for possível no cartão de crédito pra pagar quando voltar.
Acampamos não só porque é infinitamente mais barato, mas principalmente porque nos divertimos muito desde o momento de montar as barracas (que chamamos de nossas casas). Apesar de nossa vida ter mudado radicalmente depois de comprarmos um colchão inflável, não privilegiamos o conforto, rsrs!
Acampar é mais que um gosto, é um dom. Um dom pra continuar de bom humor quando sua cama está cheia de areia; pra continuar rindo mesmo quando sua toalha está encharcada e você é obrigado a tomar banho e se secar com as roupas sujas, ou pra continuar a curtir a viagem quando você volta de um passeio e encontra sua barraca quebrada.
Acampar é pra socializar, aproxima as pessoas, não tanto quanto num Albergue mas muito mais que em um hotel.
Acampamos porque gostamos mesmo! Gostamos muito e entendemos que podemos abrir mão do conforto de nossas casas por três ou quatros dias pra desfrutar de lugares, paisagens e situações.
Viajamos pelo prazer de viajar! Pelo prazer de conhecer lugares novos ou rever lugares do coração.
Viajamos quando nos sentimos oprimidos pelo cinza das cidades e como a Ju sempre diz, viajamos pra nos sentirmos oprimidos pela beleza da natureza.
E o mais belo da natureza está no meio do mato, embaixo da terra, no alto da montanha, geralmente há 4 ou 6 horas de distância (sem trânsito, rsrs).
Viajamos pra contemplar, pra ver o que é nosso. Viajamos pra fazer parte.

Para acampar, para fazer parte, para ser feliz!
Vem conosco!

Indo… sempre indo.

7 mai

A desvantagem de morar em cidades grandes é que as belezas do lugar acabam ficando meio perdidas. A gente cria a mania besta de ir pra longe ver coisa boa, e essa mania gasta um tantão de gasolina! rs

Para quem tem carro flex, é mais divertido. Quanto mais amigos você conseguir pôr dentro do seu carro, menor fica o valor individual da gasolina, uma beleza! Eu já não tenho essa sorte. Meu carro é à gasolina, e  SÓ  à gasolina, então acostumei a abastecer no Extra (Hipermercado do grupo Pão de Açúcar), onde a gasolina aditivada custa R$ 2,25 o litro e nunca me deu problemas.  Pagamos no cartão e dividimos o valor na volta, quando já sabemos o total gasto…

Não esqueça também de dar uma olhada no nível da água do radiador, nos faróis e lanternas, no óleo e calibrar os pneus (essas besteiras que todo mundo fala e que ninguém faz, mas que podem poupar horas na beira da estrada esperando por socorro). Eu costumo largar o carro no mecânico pelo menos um dia antes, pra ele dar uma revisada em tudo e não me deixar morrer na estrada por falta de freio ou quebra de alguma peça.

Nossas casas

Fora o carro, também costumo me preparar para a viagem. Depois de escolher o lugar, pesquiso bastante sobre ele, normalmente na internet: procuro comunidades de pessoas que foram ou moram no local, as condições da estrada, os pedágios, os pontos turísticos e o valor médio da hospedagem. Como sempre vamos acampar e todo lugar tem camping, só damos uma ligada pra confirmar o valor da diária e se precisa reservar. Às vezes, dou uma olhada no valor das pousadas e casas.

Também costumo baixar uns mp3 na net e gravar em um cd. Normalmente, um pra cada viagem, porque quando volto ainda dá pra ouvir e lembrar da viagem, aproveitando mais um pouquinho! :-)   As músicas têm que ser animadas, para ouvir dirigindo na estrada e não ter sono… rock ‘n roll é sempre bem-vindo!!! E também gente que não durma, pra bater papo enquanto tiver assunto!

No mais, leve umas besteiras pra mastigar, que dentro do carro sempre dá fome e nem sempre tem um posto bacana pra fazer parada.

Aproveite!

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