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CACHOEIRA DO ELEFANTE ou… CACHOEIRA DO RIO ITAPANHAÚ

18 abr

Oi gente!

Na falta de novas viagens, o jeito é contar velhas, porém boas histórias!

Com sua beleza e imponência, a Cachoeira do Rio Itapanhaú arranca suspiros de quem passa pela Rodovia Mogi-Bertioga, também pudera, são três belas quedas e a maior delas com mais de 80 metros.

Mais conhecida como Cachoeira do Elefante (Dizem que quando diminui o fluxo de água, uma pedra lembra um elefante – esquisito, nós não vimos nada!), é mais uma grande atração de Mogi das Cruzes. Na verdade, fica um pouco depois da Cachoeira da Pedra Furada e da Cachoeira da Light, do lado direito da rodovia, sentido Mogi-Bertioga.

ONDE FICA???

Bem pertinho,  em Mogi das Cruzes, SP.

  • Rodovia Mogi-Bertioga, km 81

COMO CHEGAR (a partir do centro de São Paulo)???

  • De carro: pela Dutra até o km 204 – próximo ao trevo de Arujá (pedágio R$ 2,30) há o acesso à Rodovia Mogi-Dutra, ou pela Rodovia Airton Senna até o km 44 (pedágio R$ 2,40), há o acesso para a SP 88 – Rod. Prof. Alfredo Rolim de Moura (Mogi-Salesópolis). O centro de Mogi é bem sinalizado e facilmente se chega até a Mogi-Bertioga (SP 98), siga até a balança no km 77, e em um dos dois botequinhos você pode guardar o carro.
  • De condução: trem da estação  Brás até Guaianazes (R$ 3,00) , onde se faz baldeação sentido Estudantes. Descer na última estação e pegar o ônibus Estrada Manoel Ferreira (R$ 3,00) até o ponto final, balança no km 77 da Mogi-Bertioga. Outra opção é a lotação (R$ 10,00) que sai da estação Estudantes e deixa você na entrada da Trilha e o melhor, pode buscá-lo no horário combinado.

 

A TRILHA

São 9 km de descida, e se isso parece moleza, acreditem: moleza e tremedeira  é o estado geral das perninhas quando se chega diante da cachoeira.

Mas trilha boa é trilha difícil, retirada, longa e que exige bastante esforço, pois certamente a recompensa é um lugar paradisíaco, e este é bem o caso.

Com início no km 81, ao lado  da placa “ Trecho de Serra, desça engrenado”, do lado direito da rodovia no sentido Mogi-Bertioga, a trilha é bem marcada e  com declividade bastante acentuada (preparem-se para usar muuuuito o 5º apoio,rsrs!)   em alguns pontos corta-se alguns córregos e riachos e na maior parte do tempo ela desce praticamente colada às margens das quedas da cachoeira, de modo que o barulho da água é a melhor referência de localização.

 Mas nós sempre recomendamos que qualquer trilha  em mata fechada seja feita com o auxílio de guias experientes porque  é seguro e promove a sustentabilidade, outra boa opção é trilhar com quem já foi algumas vezes e conhece bem o local. Na verdade esta é uma trilha bastante conhecida e freqüentada, não raro há várias pessoas acampadas na parte mais baixa do vale, já na base da trilha.

O camping selvagem  é uma experiência interessante e barata, mas também envolve responsabilidades como priorizar a própria segurança e recolher o lixo gerado. Se todos  deixarem  seus resíduos espalhados, em breve será mais agradável visitar o chafariz da Praça da Sé.

 A CACHOEIRA

Duas palavras: MAJESTOSA E VIOLENTA!!! Fomos no período de menor fluxo de água e mesmo assim é muuuita água!

Do lado esquerdo da cachoeira o volume de água é mentor e forma-se  um poço para banho, que segundo depoimentos: é gelaaaaaadíssimo!

E como sempre acontece conosco, o tempo estava péssimo!Claaaaro que se, e somente se, São Pedro  tivesse colaborado, as fotos seriam muito melhores, mas mesmo assim valeu a pena, pelo simples prazer de trilhar, pelas agradáveis companhias e pelo maravilhoso espetáculo da natureza.

A VOLTA

Diz o dito popular que na ladeira todo santo ajuda, mas não nos parece que os padroeiros estejam disponíveis nas subidas, e para voltar da Cachoeira do Elefante há três opções:

GUIA – A opção nº 1 é voltar pelo mesmo caminho.

 NÓS ( CHOQUE) – O QUE??? 9 km de subida? Isso não é uma opção, vamos ficar aqui para sempre!!!!!!!!

GUIA – A opção nº 2 é descer  ± 10 km acompanhando o rio Itapanhaú até o trevo da Mogi-Bertioga com a Rio-Santos e voltar de busão.

NÓS (DEPRESSÃO) – Vamo  aí, pelo menos os santos continuam nos empurrando ladeira abaixo e chegamos mais rápido.

GUIA – Mas temos que cruzar uma propriedade particular e o cara é meio bravo, sempre implica com os trilheiros e parece vive armado.

NÓS  (REJEIÇÃO) – Guia, nós simplesmente te odiamos. Vamos chamar os bombeiros, o 9-1-1, o Ricardo Young…

GUIA – A opção nº 3 é cruzar o rio Itapanhaú e com ± 2 km de subida íngreme, mas muito íngreme mesmo, chegamos no mirante do km 83. De lá voltamos de busão.

NÓS (ACEITAÇÃO) – Senhor guia, seja feita a vossa vontade, mas tirai-nos daqui, amém!!!

O Rio Itapanhaú tem cerca de 1,5 m de profundidade, fundo pedregoso e correnteza bastante forte, seu nível pode variar com as chuvas  e a travessia se tornar muito perigosa.

Brincadeirinha gente! As opções de conclusão da trilha são reais, mas os dialógos não aconteceram porque não fomos guiados. Estávamos em companhia de amigos solidários e extremamente responsáveis, que conhecem muito bem o lugar e tornaram nosso passeio  muito mais seguro.

Ah! Só para esclarecer, gente: claro que não vivemos no Oriente Médio e sabemos que aquele turbante está ridículo, mas era o único jeito de preservar um agasalho sequinho (ou menos molhado) para a volta! ;-P

E para falar a pura verdade, por ± 2 km de subida íngreme, mas muito íngreme mesmo”, entendam: SUPER, HIPER, MEGA, MONSTRO ÍNGREME MEEEESMO!!!  Em alguns pontos há degraus escavados no barranco, em outros alguns troncos de árvores e em outros apenas algumas raízes, então fica mais ou menos assim:

4 ou 5 passos >dói o joelhinho = pára e descansa + 4 ou 5 passos > falta o ar = pára e respira + 4 ou 5 passos …  e assim vai até o mirante, de onde  podemos contemplar toda essa beleza à distância e lançar um último olhar de até breve, quem sabe num próximo fim-de-semana ensolarado.

E vocês? Já foram?

Bjo gente!

Vejam aqui as FOTOS, FOTOS, FOTOS!!!

   

TRILHA ORATÓRIO – PRAIA DA FAZENDA

11 fev

DO RÚSTICO AO SUPER LUXO NO CONDOMÍNIO LARANJEIRAS, PARATY/RJ

 
 
Para pelo menos tentar descrever nossa impressão da Praia da Fazenda, é preciso contar um pouco da nossa realidade: 
 1.       Diárias de hospedagem acima de 25 dinheiros já nos causam séria preocupação quanto à duração da viagem;

2.      Nas refeições, o P.F. pode nos causar leve indigestão se custar mais que 10 dinheiros;

3.      Estamos acostumados com trânsito (muuuuito trânsito!!!) e viajamos com a lotação máxima dos carros para dividir o combustível (invariavelmente pago no cartão);

4.      Algumas de nossas convicções: banho quente é obrigatório, ponto de energia elétrica à disposição é luxo e dormir com areia no colchão inflável é coisa da vida;

5.      Nenhum de nossos amigos tem casa na praia pra emprestar, apenas barracas de camping;

6.      O custo médio das nossas viagens gira em torno de 250 dinheiros por pessoa e isso já causa um verdadeiro rombo no nosso orçamento;

7.       O fato de viajarmos somente no modo econômico nos limita, mas não nos impede de conhecermos lugares realmente maravilhosos e nos divertirmos muuuuito!

Isto posto, podemos agora contar o que vimos, e o que sentimos!

A TRILHA

   

 
 

Informações básicas

 

Tanto faz subida ou descida, a inclinação do morro é cruel!!!!

Partindo da praça, siga a  rua principal, vire à primeira à direita e deixe o asfalto (acesso  somente à pé contornando o muro da primeira casa – estacionamento do baixinho). O percurso total tem menos de 1 km, no trecho inicial apresenta degraus rústicos de madeira, há corrimão em alguns pontos de estreitamento e no final uma escadaria em eucalipto tratado que é um show de bioarquitetura, moleza né? Em dias secos pode até ser, mas com as chuvas do final do ano (dezembro/10) a dificuldade foi quadruplicada. Absurdamente íngreme e com solo argiloso, nem as raízes ou troncos das árvores livraram nossa cara nos 500 m de subida! E na descida a coisa não melhorou, ficou igualmente impossível manter o equilíbrio naquele barro que mais parecia um sabão.

  

Construção sustentável

 
ADENDO: Mata Atlântica preservada com presença de cobras (graaandes) e pegadas de animais (também graaandes) na trilha!

NOSSA MODESTA OPNIÃO: Nada de médio ou moderado, nossa classificação para essa trilha é nível “desafiador” com índice de 4 tombos por pessoa!

  
    PRAIA DA FAZENDA

 

A trilha termina na foz de um pequeno córrego, no canto esquerdo da praia, ao lado de um costão rochoso ideal para mergulho. Areia fina, águas transparentes e mar calmo, bonita. Mas sinceramente ela foi o que menos nos chamou atenção. talvez porque nos primeiros dias do ano os tons variavam do cinza ao preto, talvez porque as construções fossem mais oponentes, mas para que vcs não tenham uma impressão errada, roubamos umas fotinhas do Google:

 
 
 

Fotos tiradas em dias melhores e de ângulos melhores

 

  • A praia – possui apenas 490 m de extensão e  uma faixa de areia bastante estreita e inclinada, amendoeiras gigantescas sombream o gramado. Gente, vcs prestaram atenção ao que leram? “Amendoeiras” e “gramado” não parece completamente fora da nossa realidade tropical??? Por acaso amendoeira é arvore nativa? Será que não deveríamos estar falando de Chapéu de Praia e restinga?

Pousada, spa ou resort??? Ah, que nada!!! É só uma casinha de praia!!!

Gente!!!! Mosquiteiro no quiosque é desaforo né??!!

 

 As casas – quase  no final da trilha avistamos uma megaconstrução com paredes de vidro e espelhos d’água, que pensamos ser um spa, resort ou coisa parecida, mas era apenas e tão somente uma casa de praia! Um imóvel básico nesse condomínio vale vinte milhões de dinheiros (veja o anúncio aqui)
  
 
 
 

Transporte coletivo no Condomínio Laranjeiras

 

  • Os veículos – o intervalo entre pousos e decolagens no heliporto é infinitamente menor que o dos trens do metrô na Estação Sé na hora de pico!
  • 

 DADOS HISTÓRICOS:

A região de Laranjeiras já foi habitada pelos índios Tamoios, inimigos dos portugueses e aliados dos piratas e corsários franceses, ingleses e holandeses. Tempos depois abrigou a sede de uma grande fazenda produtora de aguardente que se estendia até as praias de Trindade. A Fazenda Laranjeiras era o local de moradia de 20 famílias nativas que viviam da pesca e principalmente da lavoura, isoladas devido ao difícil acesso, segundo informações de historiadores. Atualmente a Vila Oratório concentra 171 famílias e cerca de 580 pessoas. A população da Vila é jovem: 66% têm menos de 30 anos.

Maaaaaaaas, de um modo geral, sobre qualquer história existem dois possíveis diagnósticos: ou ela é uma mentira inventada por alguém que não estava lá,  ou é a versão do vencedor (o que vem a dar no mesmo, rs!). Em nome da “pretensa imparcialidade da informação” resolvemos dar crédito aos dois lados: 

A VERSÃO DOS VENCEDORES:

Uma incorporadora adquiriu o direito de posse dos moradores da Fazenda Laranjeiras e, além do valor da indenização, oferecendo a cada família uma casa com melhor infraestrutura e saneamento básico no vale que mais tarde se tornaria a Vila Oratório. Em mais de quarenta anos de existência, o condomínio têm contribuído ativamente para o desenvolvimento socioeconômico da comunidade local, através da geração de 300 empregos diretos e o empreendimento de diversas ações voltadas à saúde, lazer e cultura da população, beneficiando-a  inclusive, com o direito de uso de algumas dependências, como é o caso das marinas. A administração impõe aos condôminos, rígidas normas de preservação ambiental com o objetivo de minimizar os impactos e promover a sustentabilidade na relação entre o homem e a natureza. São distribuídas gratuitamente pulseiras ecológicas no intuito de controlar o acesso  e evitar o turismo predatório na região de Laranjeiras até Ponta Negra. 

A VERSÃO DOS VENCIDOS:

“Na década de 70, chegaram  oferecendo uma pequena quantia em dinheiro e uma casa para quem morava na praia”, Muitos não aceitaram, mas com tratores ameaçando passar por cima da casas, bombas e jagunços armados que estupravam as mulheres, os moradores não tiveram outra opção a não ser sair”, conta  Elvis Maia, presidente da Associação de Moradores de Vila Oratório.

O Condomínio deliberadamente: restringe o lazer da comunidade em suas quatro praias; impede a passagem de pescadores até o rancho onde são guardados os barcos; proíbe o embarque de determinados itens (por exemplo, materiais de construção) nas embarcações dos caiçaras da Praia do Sono e Ponta Negra (note-se que não há estrada e eles não tem outro meio de transporte de carga); assedia moralmente os funcionários em retaliação às manifestações da comunidade.

 DENÚNCIAS NA NET

 A extinção do pirão 

Elite oprime caiçaras 

Vizinhos ameaçadores

O RESUMO DA ÓPERA

A trilha requer atenção e deve ser feita principalmente em dias secos;

A praia é pública, mas se vcs não forem nenhum magnata ou pelo menos hóspede de algum, não terão o direito de se sentar à sombra das tais “amendoeiras” pois elas são o limite da propriedade do condomínio;

Ah! E não pisem com esses pés pobres naquele gramado onde todas as folhas são do mesmo tamanho e tonalidade, vcs podem perder até as calças numa ação judicial por invasão de propriedade particular, quase aconteceu conosco;

Em nossa rápida passagem pelas ruas do condômino (chamadas de picadas) quando voltamos da Praia do Sono, não conseguimos enxergar nada que justificasse  o blá blá blá da sustentabilidade: nenhuma lixeira para coleta seletiva, nenhum painel de captação de energia solar, nem a tal da pulseira ecológica nós ganhamos.

Os seguranças não foram grosseiros conosco, mas é nitidamente perceptível que a presença de um único pobre causa preocupação e mal estar aos condôminos.

Qual lado tem razão? Não sabemos, mas gente, falando sério, quando foi que a corda arrebentou do lado mais forte?

Bjo gente!!!!

Super lama autocolante nos pés e deslizante no chão!!!

5° Salão do Turismo – Tudo de bom!!!

1 jun

Olá viajantes!!!

Domingo, dia 30/05, fui ao 5° Salão do Turismo, em São Paulo. Um evento, sem dúvidas, grandioso. Pra ser mais exata, do tamanho do Brasil! Fiquei quase três horas lá dentro, e viajei incontáveis quilômetros na beleza, cultura, história, cores e sabores deste país!

Dezenas de folhetos e muuitos sonhos!

Infelizmente, neste dia eu estava sem a minha máquina fotográfica, então tive que tirar algumas fotos no celular, “roubar” outras e tirar algumas fotos dos milhares de folhetos que eu peguei na feira.

O Ministério do Turismo estima um crescimento de mais de 14% do número

Ônibus turístico no meio do pavilhão

de visitantes, em relação ao ano passado. Foram estimados para os próximos 12 meses um volume de negócios de R$ 36,4 milhões no setor “Encontro de Negócios”, dentre os quais quase R$ 15 milhões no programa “Viaja Mais, Melhor Idade” e mais de R$ 10 milhões no programa “Aventura Segura”.

Índio Pataxó pintando visitante

O artesanato brasileiro também estava presente: em exposição, artigos de todas as partes do país estavam à venda, mostrando “O que é que a baiana tem” e muito mais!!! Índios Pataxó também tiveram espaço aberto para mostrar o artesanato típico e também para explicar as pinturas no rosto e no corpo. Se você quisesse, poderia sair de lá com uma pintura também!

No Salão, descobri projetos muito interessantes, sobre os quais pesquisei na internet:

Turismo Solidário

Turismo Solidário, que é um programa com incentivo do Governo do Estado de Minas Gerais, onde o turista pode se hospedar na casa de um morador e participar (ativamente) do dia-a-dia da comunidade, conhecendo suas belezas naturais, sua cultura e hábitos e deixando sua colaboração como cidadão e turista.

Aventura Segura

Aventura Segura, iniciativa do Ministério do Turismo, em parceria com o Sebrae Nacional, executado e liderado pela Associação Brasileira das Empresas de Turismo de Aventura (ABETA), o projeto visa fortalecer e qualificar empresas e pessoas, formando voluntários de busca e salvamento, estimulando o turismo de aventura em diversos pontos do país. Já foram priorizados 16 destinos em 13 estados brasileiros, mobilizando mais de 100 municípios. Os estados participantes, até agora, são: MA, MS, PR, SC, RS, SP, MA, CE, PE, BA, GO, MG e RJ. Conheça os destinos clicando aqui.

Foram muitas e muitas outras coisas interessantes, mas eu ficaria aqui a noite toda e não conseguiria passar para vocês o quanto foi importante para mim a visita ao Salão! Também quero citar a incríível Socorro, estância hidromineral do estado de São Paulo, que tem feito um trabalho fantástico na adaptação de esportes radicais para pessoas com vários tipos de deficiência! Parabéns!!!

Turismo adaptado em Socorro

Turismo adaptado em Socorro

Listei algumas “descobertas” abaixo, destinos para os quais eu gostaria de ir (pretendo, logo mais! rs). A maioria dos lugares tem link, para vocês conhecerem e saberem do que eu estou falando. Depois me digam o que acharam, ok?

Serra do Rio do Rastro - achei linda!!!

Serra Catarinense/SC – váárias cidades lindas!

Pólo Cuesta/SP (Região no centro do estado de SP, vários municípios)

Extrema/MG

Serra do Cipó/MG

Niterói/RJ

Rota do Caparaó/ES

Foz do Iguaçu/PR

Socorro/SP

A Estrada Real/SP, RJ e MG

e por aí vai…

Muitos devem ter notado que não tem cidades do nordeste na minha lista… pois é, não que eu não aaame o nordeste como todo bom brasileiro, mas acontece que como a grana é curta, escolhi lugares mais próximos e mais desconhecidos para a lista, assim todos podemos ter mais idéias para viajar, não é mesmo?

Abraço à todos, até a próxima!

Limite Vertical!

22 dez

Oba!!! Tudo bem?

É, sei que deixamos os queridos leitores do blog abandonados por um período… o fim de ano vai chegando e as responsabilidades (em casa e no trabalho, principalmente), vão tomando o nosso tempo livre. As viagens? Foram ficando para depois.

Bom, mas vim aqui para contar pra vocês que no dia 12 de dezembro, fomos até a pedreira do Dib, em Mairiporã, para um Rapel Solidário!

Uma vista da Pedreira do Dib

A pedreira do Dib já está inativa há alguns anos. Tem sido utilizada pelo pessoal para fazer rapel, escalada e trilhas. Fomos convidados por alguns amigos que costumam fazer rapel com um grupo, o Limite Vertical – no site, tem vários vídeos de lugares onde eles já fizeram rapel. São beem divertidos!

Turma do Rapel!

A turma era bem grande. O preço? Um brinquedo para doação e R$ 15,00 . Muito em conta para um rapel de 40 metros.

Devo confessar que eu não sou tãããão hardcore assim, então fiquei só para tirar as fotos e dar risadas e avisos. Tenho um evento muito importante dia 30/01 e não posso correr sequer o risco de um braço quebrado. Tá, essa foi a minha desculpa… mas eu não tive coragem mesmo! rs

Para dar idéia da altura...

Esse é o paredão que eles usaram neste rapel. Os meninos nos disseram que, para a instrutoria, o paredão é mais alto, mas neste caso (como haviam muitos iniciantes), eles preferiram este menor e deram toda a assistência pro pessoal que ia descendo. Um instrutor em cima e outro embaixo, segurando a corda para frear caso fosse necessário.

Lá vai o Eric!!

E lá foi a Flávia também!!!

Desnecessário pedir para vocês olharem o tamanho das pessoas lá embaixo, né?! Sei que muitos leitores concordarão com o meu medo de descer! rs Mas aprendi a conhecer alguns limites meus, e ainda não era hora de ultrapassá-los.

Queridos, obrigada pela leitura.  Fico por aqui! Pedirei à Flávia para editar o post com os comentários dela sobre a aventura, ok?

p.s.: a vista da serra, no caminho para o Dib, é muito bonita. Visitem a Cantareira!

Bjos e abraços!

Aventuras Especiais

23 set
Para todos, sem excessão

Para todos, sem excessão

Olha que coisa  maravilhosa gente: vocês sabiam que existe ecoturismo para Pessoas Portadoras de Necessidades Especiais – PPNE? Não é o máximo??? Nós não sabíamos!!! Descobrimos lá no Parque Estadual do Jaraguá,  fazendo a Trilha do Silêncio, que é totalmente adaptada para atender PPNE. A trilha é praticamente plana, possui corrimão e  rodapé,  placas em braile com informações sobre a fauna e flora local e certamente é mais fácil para um cadeirante percorrer essa trilha do que qualquer calçada da cidade.

Acessibilidade

Acessibilidade

No mesmo parque há uma outra trilha sendo adaptada para atender às necessidades deste público especial , a Trilha da Bica, que já está fechada há 5 meses.

Ficamos realmente sensibilizados com essa iniciativa porque olha que a gente se mete em tanto mato, trilha, caverna, montanha, pedreira e etc. sem nunca ter visto nada parecido, daí resolvemos pesquisar o assunto e olha isso: na verdade o Decreto Federal 5296 de 02/12/2004 estabelece que até dezembro/2008 todas as  empresas, comércio e órgãos públicos deveriam estar totalmente adaptados a garantir a acessibilidade de pessoas com deficiência ou  mobilidade reduzida. Obviamente isso inclui parques estaduais e unidades de conservação.

Inclusão

Inclusão

Sim, sim! Nós sabemos que quase um ano depois de o decreto se fazer obrigatório essa acessibilidade não está garantida, que há uma grande tendência nacional a identificar os direitos dos cidadãos  como oportunidades de negócios,  mas sejamos otimistas: tá no caminho!!!

  • Eldorado-SP já desenvolve um plano de Exploração Adaptada para a Caverna do Diabo (13) 3871-1552 ou (13) 3871-1759
  • Em Foz do Iguaçu-PR, todas as trilhas do Parque Nacional do Iguaçu são acessadas também por rampas ou elevadores e há  infraestrutura adequada às PPNE – 0800.451516 ou (45) 3521-4400
  • Em Bonito-MS todas as atividades oferecidas ao público em geral também são voltadas aos portadores de necessidades especiais: rapel, tiroleza, flutuação no rio Sucuri, rafting  e por aí vai …(67) 3255-1449
  • O Parque dos Sonhos em Socorro-SP, reune infraestrutura para a realização de atividades por PPNE em árvores, cachoeiras, rios e montanhas – (19) 3955-2870

Além disso  algumas instituições desenvolvem projetos direcionando a prática dos esportes de aventura como forma de reabilitação:

  • ONG Aventura Especial - são oferecidos cursos de capacitação de monitores e guias para PPNE, cadastramento de voluntários, parcerias com secretarias municipais para o desenvolvimento do ecoturismo adaptado, palestras de motivação e a realização de muitas outras atividades.

Fundada por um grupo de amigos dispostos a vencer suas próprias limitações, a ONG tem caráter social, sobrevivendo de                    doações e promovendo eventos gratuitos. Nas páginas do site é possível obter indicações de roteiros, operadoras especializadas, monitores,  guias e voluntários, além de ter acesso às histórias reais de pessoas que encontraram no turismo de aventura motivo para não desistir.

  • Surf Especial - Projeto Mão na Borda, ensina surf adaptado na Praia da Baleia, em Ubatuba-SP, desenvolve projetos em parcerias com empresas e órgãos públicos. Fundada por um surfista que não renunciou ao seu esporte mesmo depois de um acidente automobilístico, busca a aproximação do PPNE dos esportes de aventura, além do desenvolvimento de atletas e criação de grupos e categorias do esporte adaptado.
Superação
Superação

Olha bem ess essa foto gente! Você  aí que tem plena capacidade sensorial, cognitiva e intelectual (etc, etc, etc…), que possui pernas e braços perfeitos e a quem não falta nem uma unha do dedinho, fala sério: será que assim como nós, você não fica nem um pouquinho envergonhado dos seus dramas e medos?

Nós estamos morrendo de vergonha!

Bjs!

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