Oi gente!
Congonhal aconteceu na nossa vida mais ou menos assim: Bueno Brandão já tinha sido tuuuuudo de bom, mas estávamos cansados de procurar pelas cachoeiras gigantes e mal sinalizadas, então resolvemos fazer uma retirada estratégica :” vamo aê embora domingo de manhã! “
Claro que a gente já estava (e continua) planejando uma revanche: um retorno com roteiro minuciosamente calculado para achar todas as 32 cachoeiras daquela cidade, mas sempre dá aquela angústia de fim de viagem. Pra fugir dessa sensação ruim resolvemos aceitar o conselho do vizinho e esticar a viagem mais um pouquinho, “ fomos aê pra Congonhal”
Então, resumindo:
Distância de São Paulo: 410 km. Sempre na Rodovia Fernão Dias, entrada a esquerda (estrada de terra com sinalização razoável), 15 km depois de Pouso Alegre. Fica antes do cenro da Cidade.
O felicíssimo e invejadíssimo proprietário daquelas terras teve a ótima sacada de transformar um local lindo e improdutivo numa atração para o ecoturismo. Apesar de arrasar com a mata ciliar (principalmente na margem esquerda), a infraestrutura rústica até que se harmoniza com a paisagem, talvez por terem usado as pedras da cachoeira para o calçamento da trilha, legal né?! Ah! Mas só até a penúltima queda: o acesso para a 15ª queda é de terra batida. Os joelhos reclamam muito da altura dos degraus, mas vc vai de uma queda a outra em lances de escada, sem tropeços nem escorregões.
Há muitos cestos de lixo e em quase todas as quedas há um espaço com churrasqueira, mesa e bancos. O que mais tem de pra falar? Ah! O estacionamento é bem amplo e está incluído na taxa de conservação (R$ 5,00 por pessoa ). Na portaria também ficam os banheiros e o botequinho.
Uma vez passadas as informações úteis, chegamos a melhor parte: nossa opnião, absolutamente subjetiva e parcial: é o tudo do tudo gente! Absolutamente surpreendente e muito, muito bonito!
Na verdade nos preparamos para encontrar uma simples corredeira e esperávamos que dentre as quinze quedas, pelo menos umas 7 tivessem no máximo 50 cm de altura. Felizmente estávamos muuuuuuito enganados! A cada lance da “trilha/escada”, uma nova surpresa: quedas de todos os tamanhos, vários poços para banho, pedras de formato muito curioso e mirantes para a Serra da Mantiqueira. É bem verdade que tanto a beleza como o cansaço contribuiram para que na subida perdêssemos um pouco a noção da distância percorrida e a contagem das quedas, mas não perdemos o melhor, o gran finale.
A última queda tem 106m, e é engraçado como tudo (pessoas, árvores, etc.) fica absrudamente pequeno em comparação a ela. O volume de água era muito baixo por estarmos em época de seca , mas isso não diminuiu em nada sua beleza e imponência.
Ah, guarde essa dica: continuando na Fernão Dias, sentido centro de Congonhal (Belo Horizonte), pare na lanchonete do Posto São Bento – R$ 34,00 por 1 cerveja, 1 coca e uma refeição com 1 kg de tilápia frita que serve fartamente quatro pessoas!
Conhecemos cachoeiras gigantes em Bueno Brandão. comemos pra arrebentar no Arraiá do Zé Bagunça, e tivemos uma agradável surpresa com a Cachoeira das 15 Quedas em Congonhal. Resumindo: tivemos mais um feriado tudo de bom!
E essa nossa viagem tem outra novidade: neutralizamos nossas emissões de carbono! Mas advinha só gente, estamos indo pra Juréia amanhã e não dá pra escrever mais. Veja os detalhes aqui.
Bjo gente!






